Argentinos, corintianos e outros times

Mais uma viagem à Argentina, desta vez para conhecer Mendoza, uma das duas capitais do vinho da América do Sul – a outra é Santiago, no Chile, que também produz excelentes rótulos. Fantástica a região, de uma beleza natural indescritível, com a cordilheira e suas montanhas com neve permanente, o clima árido, vinhedos mil, assim como a variedade de pedras para nenhum colecionador botar defeito. Aliás, tem uma bodega lá que produz a marca Mil Piedras e só andando pelo deserto para entedermos o por que desse nome.

Bom, escrevo hoje, com atraso de um dia, para mencionar as richas entre os brasileiros e argentinos, torcedores de times versus corintianos e outras babaquices entre os seres humanos. Todas as vezes que estive no país dos hermanos não senti nenhum tipo de richa, é óbvio que existe uma certa “inveja” por parte deles em relação as nossas pentaconquistas, mas isso é normal. Sinto mais ação do nosso lado do que da parte deles. Sempre fui muito bem recebido na Argentina e meu objetivo sempre será o de unificar os destinos e promover o que há de melhor entre os dois países, o resultado será sempre benéfico para todos. O fato é que os turistas oriundos de terras mais distantes programam conhecer Buenos Aires e Rio de Janeiro na mesma viagem, por isso as duas cidades deveriam criar um elo turístico mais forte.

Falando de richas, ontem estivemos na deliciosa confraternização para comemorar os 70 anos da querida Asnif. Numa das rodas de conversa entre primos, um dos temas era futubol, que o Santos isso, que o São Paulo aquilo, bláblábliblábláblá, que o Corinthias tem que perder, até que o Jacó, que torce para o Santos, soltou essa pra mim:
- Às vezes fico mais satisfeito quando o Corinthias perde do que o Santos ganha!
- Você deve estar brincando, retruquei.
- Que nada, detesto o Corinthias e quero que eles percam sempre.
Corinthias isso, corinthias aquilo, falei pra ele:
- Você me faz lembrar as pessoas que fazem piadas sobre os homosexuais.
- Por quê?
- Porque tem gente que diz que odeia os gays e sempre fica falando deles. Na minha opinião eles têm o desejo escondido por essa preferência sexual e têm medo. Você é a mesma coisa, acho que você deveria ser corintiano.

O negócio é entrar no clima e fazer piada da piada que fazem conosco. Sou sanpaulino e sempre que os manés vêm dizer que somos bibas digo o seguinte:
- Não falem mal do São Paulo, porque nosso estádio é uma atração turística, em Buenos Aires tem a bomboneira e em Sampa, a bambineira!

Entre bambis, corintianos, palmeirenses, santistas, sanpaulinos e argentinos, todos têm algo em comum, somos todos feitos da mesma célula e todos estamos no mesmo planeta. O ideal seria falar sempre de assuntos produtivos, culturais e econômicos, pois assim poderíamos avançar, evoluir. Nenhum time de futebol paga nossas contas, certo? Boa semana para todos! Aho!

Investidores da hotelaria precisam de formação

Na última sexta-feira bati um bom papo com o José Mário Espíndola, gerente do Deville Salvador. Dois dias antes foi com o Jairo de Carvalho Filho, comandante do Real Classic Hotel, em Aracaju. Nas conversas, os dois citaram algo sobre investimentos e investidores, que isso ou aquilo, etc e tal. No bate-papo com o José Mário, a lampadinha acendeu sobre minha cabeça cabeluda. Por que não se cria uma universidade para o investidor hoteleiro?

Quando o Mc Donald’s chegou ao Brasil nos anos 80, todos os investidores tinham que ir para a Universidade Mc Donald’s lá nos Estados Unidos. Aprendiam como fazer, liderar e obter sucesso com suas lojas.

Até hoje, pelo que sei, nada foi criado para melhorar o relacionamento dos investidores com os operadores hoteleiros e falando em operadores, o Fohb – Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil bem que poderia criar um curso para abrir a cabeça de alguns investidores que só pensam em sugar os lucros e reverter algo apenas quando o barco está afundando (sem salva-vidas).

Uma das maiores redes do país bem que tenta convencer os investidores de suas unidades mais antigas a meter a mão no bolso e reformar os empreendimentos, mas eles se recusam. Fazem isso porque já se acostumaram a utilizar as algumas centenas de Reais que recebem todo mês. Não conseguem ver “mais pra frente”, precisam ser imediatistas e viver o hoje. Aliás, esse é um mal da sociedade brasileira. Bom, e o que acontece com os flats cujos investidores teimam em deixar seus produtos defasados? Ficam sem motor, sem bússola, a rede deixa de administrar porque não pode justificar a permanência de um hotel velho em seu portfólio. Aí, esses flats viram residenciais e o resto da história vocês já sabem.

Lembro que no boom hoteleiro que começou há dez anos, motivado pela ganância desenfreada das construtoras que descobriram uma mina de ouro, lançando flats de última geração e vendendo aos milhares de investidores de primeira viagem com promessas de um rendimento mal orçado. O brasileiro é “meio” ingênuo, acredita no que falam e depois se dá mal. Lembram do carrinho russo da Lada, foi o primeiro que chegou, vendeu milhares de unidades e depois… Essa história vocês também conhecem: depois de dois anos não haviam mais peças para reposição.

Um dos hotéis/flats lançados em 2000 já rendia aos seus investidores assim que assinavam o contrato de compra, durante a construção recebiam (de volta) uma pequena percentagem do valor investido. Milagre do Santo Flatiano? Que nada, apenas uma estratégia financeira e de marketing.

Muitos investidores ganharam muito com suas unidades, QI, Brooklin, entre outros rendiam um bom retorno de investimento (Roi) para eles. No caso do primeiro, nada era re-aplicado no próprio empreendimento, deixando-o na mingua. Má fé? Nada disso, falta de informação, explicação. Por isso, hoteleiros e operadores, criem uma Universidade para Investidores Hoteleiros e aprimorem o mercado. É educando que todos avançam. Aliás, quem é que não precisa de capacitação sempre? Fui, com votos de um fevereiro pleno de alegrias e bons negócios! Aho!

Tô c’uma preguiça danada, e daí? Isso é muito bom!

Hoje acordei como há muito tempo não acordava, com aquela preguiça e com um sentimento feliz por ser domingo. Deve ser reflexo das férias, que começaram no dia 15, a ficha deve ter caído, devo estar me desintoxicando das tarefas diárias, da leitura dinâmica de centenas de e-mails, do acompanhamento das notícias e de outros afazeres do trabalho, não que eu não goste do que faça, ao contrário, adoro! Mas, às vezes é bom dar um tempo, deixar relaxar. Ainda não consegui largar o celular ou verificar diariamente os e-mails, parece que o vírus internetiano já está dentro de mim. Não consigo largar… Será um vício? Ou será a pressão de uma condição imposta durante a infância/adolescência sobre as questões em não ser inútil, ter que estudar, ralar, não fica à toa, ser alguém na vida, etc, etc, etc…?

Por isso caro leitor, hoje vou tirar uma folga! Talvez no domingo que vem eu volte… Enquanto isso, desejo muita saúde e paz para você. Para não passar em branco, deixo uma letra de uma canção legal que tem a ver com o Nordeste, onde estou passando as férias, veja se descobre qual é! Deixo também um link para o vídeo. Fui, aho!

Hoje, eu não quero ver o sol vou prá noite, tudo vai rolar
O meu coração é só um desejo de prazer
Não quer flor, não quer saber de espinho
Mas se você quiser tudo pode acontecer no caminho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho

Automóveis piscam os seus faróis
Sexo nas esquinas, violentas paixões
Não me diga não, não me diga o que fazer
Não me fale, não me fale de você (Fale de você, fale de você)
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho

Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não me diga não
Olhos negros, olhos negros

Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros

Olhos que procuram em silêncio
Ver nas coisas, cores irreais
O seu instinto, é o meu desejo mais puro
Esse seu ar obscuro
Meu objeto de prazer
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho

Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não de me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros

Pedra, Flor, Espinho
Frejat / Fernando Magalhães / Dulce Quental

Os Josés, Amarais e Rolins

É sempre muito bom saber sobre as pessoas visionárias, mesmo que elas passem meio despercebidas pela nossa vida, na realidade nós vizualisamos e entendemos suas ações quando ficamos mais maduros, as gerações mais jovens não conseguem avaliar as atitudes e criações desses empresários, pois estão focadas em heróis diferentes, o que é bem normal.

Resolvi escrever esse post sobre eles ao ver o sucesso que o carrinho Smart está fazendo nas ruas de São Paulo. O veículo custa mais que R$ 50 mil e virou objeto de desejo. Há quase 20 anos atrás, o empresário brasileiro Amaral Gurgel lançou no mercado o BR-800, um não tão pequeno carro quanto o Smart mas quase do mesmo tamanho. Com 800 cilindradas, motor traseiro, espaço para dois adultos e três crianças, o automóvel nacional até que vendeu bem. Depois, Amaral lançou o Motomachine, de apenas dois lugares e com design mais moderno, suas portas e teto podiam ser retirados transformando-o num jipinho.

Lembro bem quando compramos a primeira versão do BR-800 em 1991. Pagamos a vista US$ 4 mil e pouco e chegamos até a viajar com ele para Ilhabela, até que num fatídico 21 de abril do ano seguinte capotei o bichinho numa curva da Giovanni Gronchi. Na época trabalhava no saudoso Sheraton Mofarrej, eram seis e meia da manhã e estava indo assumir meu posto como caixa da Recepção. Saí de casa, na José Galante, peguei a avenida, desci, passei pelo estádio do meu time, peguei a subida e aí começou a tocar Time, do Pink Floyd, no rádio. Antes de fazer a curva, fui aumentar o volume, me distraí e não vi a curva, estava muito rápido, sai da tangente, tentei consertar e puxei demais o volante, o carro derrapou, foi em direção de uma árvore, virei um pouco, a roda bateu na guia fazendo o gurgelzinho, com apenas 9 mil quilômetros, tombar e se arrastar de lado por 50 metros. Aí, não sei como o carro virou do lado certo de novo e parou com as duas rodas traseiras na calçada e as outras duas na rua. Quando desci, tinha fibra de vidro pra todo lado. PT, saudações.

Lembranças automobilísticas a parte, o que quero dizer é que o Amaral Gurgel estava a frente do seu tempo, era um visionário. O governo brasileiro não deu apoio a ele e nada aconteceu, ao contrário a única fábrica de carros em série genuinamente tupininquim faliu. Hoje a Gurgel poderia ser uma das maiores da América do Sul e os Smarts com certeza seriam muito mais modernos. De vez em quando, para matar as saudades, damos uma volta no Motomachine do compadre Garcia.

Outro grande empresário-visionário foi o Comandante Rolim. Criou a Tam do nada, com muita perspicácia e audácia. Inovou conceitos, recebeu passageiros pessoalmente, escutou seus clientes e empurrou a Transportes Aéreos Marília para ser a maior empresa aérea do país. Quem ainda não leu o livro sobre sua vida, O Sonho Brasileiro, que o faça o mais rápido possível, é uma lição de vida, perseverança e profissionalismo.

Há bem mais de 50 anos, o senhor José Tjurs construiu vários hotéis pelo país. Entre eles, o Nacional, no Rio de Janeiro, e o Jaraguá, em São Paulo, que foi durante um bom tempo o principal meio de hospedagem da cidade, cheio de celebridades e artistas. Por pouco, não inaugurou o primeiro hotel na avenida Paulista, sim, exatamente no Conjunto Nacional. Imaginem o sucesso que seria. Por que não o fez? A aristocracia paulistana não deixou pois achava que um hotel na região poderia denegrir a imagem da avenida e do bairro. Era aristocracia ou burrocracia?

É isso mesmo, temos que sempre tentar inventar, inovar, compartilhar, reunir a equipe e brainstormar, criar, trabalhar com prazer, se divertir e ir adiante, esperar pelas estrelas que virão e elevar nossas mentes à altura de nosso criador. Quem quiser, será e verá! Boa semana, aho!

O avatar do hoteleiro xamânico

Ontem assisti Avatar do mega diretor canadense James Cameron, que já nos propiciou películas como The Terminator (O Exterminador do Futuro), True Lies e Titanic. O filme está nos cinemas nas versões dubladas, legendadas e em 3D e já é a segunda maior bilheteria da história – está atrás de Titanic.

Para falar a verdade não estava a fim de ver o filme, mesmo que o Titio Marco Antonio da KISS FM twittou dizendo que Avatar é puro xamanismo. Mas depois que os integrantes do grupo Rosa Dourada, do qual pertenço, falaram a mesma coisa, aí sim fiquei a fim.

O filme é fantástico e nos liga no primeiro instante em que avistamos Pandora, o planeta onde vivem os Na’vi. A trama gira em torno dos seres terrestres (sim, nós mesmos, mas em 2157) que precisam colonizar o local em busca de energia. É, a nossa acabou… Coisa parecida que os colonizadores estão fazendo na Terra.

É óbvio que não vou contar mais nada sobre Avatar, afinal seria muito injusto com quem ainda não o assistiu. Apenas irei citar algumas questões xamânicas e depois quem for ver o filme, poderá se ligar, ou não, no assunto. Caso você não se ligue, não tem o menor problema, o seu momento ainda não chegou mas mesmo assim poderás curtir o surpreendente realismo das imagens gráficas – s e n s a c i o n a l.

Mas o que quer dizer avatar? Segundo o dicionário Priberam:
avatar
(francês avatar, descida, do sânscrito avatara, descida do céu para a terra de seres supraterrestres)

s. m.1. Rel. Na teogonia bramânica, cada uma das encarnações de um deus, especialmente de Vixnu, segunda pessoa da trindade bramânica. 2. Fig. Transformação que ocorre em algo ou alguém. = metamorfose, mutação 3. Inform. Ícone gráfico escolhido por um utilizador para o representar em determinados jogos e comunidades virtuais.

E xamanismo?
xamanismo (xamane + -ismo)

s. m.1. Religião com práticas de magia, evocações e culto da natureza, presente em alguns povos da Ásia central e setentrional. 2. Prática ou rito em que intervém um xamã. Xamã?

xamã
(inglês shaman)

s. 2 gén. Indivíduo que se considera ter poderes especiais, em geral mágicos, curativos ou divinatórios, especialmente em comunidades xamanistas. = xamane

Pelo que pude apreender em 2009, o xamanismo está ligado diretamente aos povos indígenas, principalmente do hemisfério norte da América – leia índios canadenses -, os mais antigos, no tempo que a raça ariana não havia nem sequer imaginado em chegar neste planeta. E como esses índios viviam? Em plena harmonia com a natureza, respeitando os animais, plantas e acima de tudo a mãe de todos, a Mãe Terra, que nos dá a energia e o alimento que precisamos.

Depois de alguns milhares de anos, o povo ariano chegou e bagunçou tudo. Para deixar claro, existem dois tipos de pessoas no planeta: uma que deseja preservar o planeta, não vive do consumo exagerado, respeita a todos e principalmente nosso planeta. O outro tipo só pensa no poder e na grana e está se lixando pro planeta. Plantas e animais não representam nada para ele. São apenas coisas banais.

A boa notícia é que em breve tudo mudará e voltaremos a viver como seres de energia planetária. O momento das sombras acabará e tudo será luz novamente!
Por isso, se você não sabe, aprenda a abraçar uma árvore e sentir a energia que vem da terra. Vá fazer um cruzeiro na Amazônia com a Iberostar e veja o que a floresta vai dizer para você!

E o que o hoteleiro tem a ver com o xamanismo? Oras, ele trabalha para receber pessoas que precisam de acolhimento, conforto e comida. Propicia trabalho e bem estar para seus colaboradores, capacita, felicita e aprende junto com eles. O hotel é uma verdadeira aldeia da paz e do amor, assim como o Turismo!

Uma super semana para você! Ah, dá uma lida no meu novo blog, o www.bocasampa.com que trata da gastronomia histótica! Fui! Aho!

Máfias, chakras e o Umniverso!

As costumeiras tragédias de todo o começo do ano, principalmente no Estado do Rio de Janeiro – aliás nada mais coincidente do que essa própria referência ao mês – abalam a sociedade, que assiste aos noticiários enquanto desfruta do almoço e jantar. Até então, as camadas mais desfavorecidas dos brasileiros é que sofriam mais pois suas moradias se permeiam entre as beiras da linhas horizontais e verticais, em lugares permeáveis e que recebem toda a força do colossal volume de terra.

As estirpes governamentais nada fazem, como nada fizeram ao longo dos anos a não ser cobrar suas taxas que servem (em 80% dos casos) para pagar as obras superfaturadas que na verdade são para enriquecer os bolsos de políticos corruptos e de uma máquina existente desde a colonização deste magnífico país abençoado de atrativos naturais.

No dia 1º voltamos da região de São Roque pela rodovia Castelo Branco sob forte chuva e nos trechos recém liberados o carro plainava sobre as lâminas d’água que se formavam devido ao projeto mal executado. Impressionante como nada nesse país parece funcionar direito. Pagamos IPVAs e trafegamos sob vias esburacadas ou que congregam trechos intermináveis de remendos. Uma verdadeira simbiose tupininquim dos habitantes que não se importam com nada a não ser gastar, comprar e consumir. Tudo bem o consumo faz parte do desenvolvimento econômico, mas pelo amor das minhas minhocas… Exijam seus direitos!

Outro dia, fiquei roxo de vergonha enquanto fazia a entrevista com Roland de Bonadona, o executivo top da Accor Hospitality, que disse:
- Os brasileiros são muito bons, bons demais, não reclamam de nada, não exigem nada, vivem com o que têm e o governo continua a não fazer nada relacionado em infra-estrutura. Ainda faltam hospitais, casas, estradas, aeroportos e portos, escolas, parques e muitas outras coisas. Se fosse na Europa, o povo com certeza cortaria as cabeças dos governantes nas guilhotinas das urnas eleitorais.
Há mais de 40 anos outro francês teve que vir aqui e dizer:
- O Brasil não é um país sério!

O brasileiro é maravilhoso, nasceu para viver de bem com a vida e com todos, mas precisa amadurecer, sair da infantilidade e apreender a questionar. Sair nas ruas para depor coronéis sarneysuinonásticos, bater na porta de governadores que gastam milhões em publicidade televisiva (em horário nobre) e perguntar por que não se utiliza essa verba para pagar salários melhores para aqueles que cuidam de nós como policiais e médicos? Por que não se erradica de vez com os esgotos a céu aberto? Por que não se criam leis para que esses malditos caminhões parem de atormentar a vida dos habitantes das grandes cidades? Por que não se investe em malhas ferroviárias e hidroviárias?

Maldita máfia que pensa (iludida) que o dinheiro é tudo. O dinheiro é a solução para permitir que todos possam viver bem, que todos passam trabalhar e receber em troca pelo desenvolvimento valorado. O que adianta ter milhões na conta bancária e não utilizar para seu próprio desenvolvimento ou de outrem?

Estamos alcançando um momento em que tudo isso caíra por terra, os valores mudarão, voltaremos a viver de acordo com as experiências xamânicas já vivenciadas em outros momentos, nossos chacras se multiplicarão permitindo assim a canalização direta e consciente com o Umniverso! Feliz Vida Nova! Aho!

Tudo que precisamos é do amor!

O tão mitificado 2010 chegou. Para os mais maduros, com certeza se lembram da continuação do filme de Kubrick, 2001: Uma odisséia no espaço (1968); 2010: O Ano em que faremos contato (1984).

Pois é, não posso mentir e dizer que contatos não foram feitos, pois foram. O principal deles foi feito comigo mesmo. Com o meu ser, a minha essência. Aprendi a escutar meu coração e me conectar com a Mãe Terra, nossa pátria, nossa energia maior! O ano que está quase acabando foi muito importante para eu rever conceitos, aprender a olhar para dentro de mim, me amar, me perdoar e começar uma nova fase, só tenho a agradecer. Agradeço e abençôo!

Este 2009 foi marcado por experiências pessoais que me fizeram enxergar o passado com outros olhos, a sabedoria ainda continua longe, muito longe e não se pode alcançá-la em apenas algumas décadas. O trabalho é árduo e a permissiva arrogância juvenil é a maior das piadas vivas do ser humano. Nada está certo e tão errado ao mesmo tempo. Cada vida, cada ser é diferente um do outro, cada um tem seu tempo de amadurecimento e conscientização. Tudo que acontece faz parte da evolução constante e temos apenas que torcer para que cada um chegue lá. Somos todos Um!

Fazemos parte de um único ser, estamos no mesmo corpo, na mesma molécula mór, na mesma dimensão. Precisamos remar para o mesmo lado. E para isso basta apenas amar. O puro sentimento da mais pura emoção da plenitude da roda que gira incansavelmente sob a estrela do amanhecer espiritual da combinação cósmica de todos os seres.

Ah, o amor… Aquele que dissemina fronteiras, anula cores, religiões, crenças, doenças, enfatiza a amizade, rasga os preconceitos, atira energia plena aniquiliando a raiva e substituindo-a pelo perdão.

Amar é:
Perdoar
Aceitar
Ajudar
Ensinar
Sorrir
Unir
Viver
Querer
Alimentar
Saber
Esperar
Acreditar
Melhorar

No post da semana passada mencionei a canção dos Fab4, All You Need is Love… Ontem minha linda filha me mostrou um video no YouTube, uma campanha da Starbucks para auxiliar a aids na África. Adivinhe o tema!
Pois é… Veja como é lindo quando a humanidade se presta a amar:

Desejo de todo o meu coração que você tenha um 2010 de encontros, reencontros, muita saúde, paz, amor, prosperidade… Um feliz ano novo, uma feliz experiência nova, uma feliz vida nova! Aho!

Feliz Natal!…Mas, você sabe o que o Natal?

Semana que vem já é Natal, o ano voou (de novo) e se não conseguimos fazer um bom planejamento, com certeza muitas das ações que gostaríamos de ter realizado ficaram para 2010, o ano que rima com dez, ou seja, o melhor. Mas, antes do ano novo, precisamos lembrar o real motivo desta data especial.

Existem muitas crianças que juram que a data é o dia que o papai noel faz a famosa visita com seu grande saco vermelho cheio de presentes. Outras pessoas se confundem com perus de véspera e, na natalina, enchem o estômago com tudo que veem pelas frente, tudo mesmo, desde a azeitona, até o rabo do próprio peru, isso antes das sobremesas, depois é meter a colher em pudins, rabanadas, mousses mil, sorvetes, sem esquecer das bebidas e dos pães do tone!

Mas, afinal o que é o Natal? O que comemoramos neste dia? Independente da sua religião, e esquecendo o marketing do Vaticano, qual é a verdadeira mensagem que o senhor Jesus Cristo veio nos trazer? É isso que importa na verdade, o que ele veio nos dizer?

É muito simples e verdadeiro, com certeza há uma semente em seu coração, ela já pode ter sido germinada e transformada em uma bela flor ou que esteja ainda na fase anterior, não importa. A verdadeira missão de JC foi (e tem sido) a implantação da força cristíca no planeta, a força do bem, o sentimento da união e do propósito da retransformação de nossa essência no Ser Único. Somos todos células que pertencem a uma única entidade.

Quando JC disse que era filho de Deus à sua imagem e semelhança, muitos acharam que ele estava falando apenas dele. Não, ele falava de todos! Quando ele curava as pessoas utilizando suas mãos, qual era a prática utilizada? O Reiki, claro! Que é a técnica que muitas pessoas estão aprendendo nos últimos anos. Ele falava na força do amor, que só isso que importa, dois mil anos depois, quatro cabeludos escreveram e cantaram para o mundo All you need is love

Vamos portanto esquecer dos presentes materiais e desejar o melhor, lá do fundo do coração pedir muita saúde, paz, evolução, prosperidade, fraternidade, união, muito equilíbrio, amor e tudo mais do que for de bom e do bem, quando estendermos as mãos para cumprimentar e abraçar nossos irmãos, que o façamos com o coração!

Desejo para você o melhor Natal da sua vida, que no meio da bagunça toda ou da tranquilidade você tenha um momento de reflexão, que possa olhar teu coração e sentir toda a alegria e riqueza que existe dentro dele. Que você acredite no teu potencial em ser o melhor ser, seja muito feliz! Aho!

Vou mudar de ramo e abrir uma rede de camelôs!

As vezes a gente cansa né? Dá uma vontade de chutar o pau da barraca e gritar bem alto: cheeeeeeeeegaaahhh!!!!!

Faixa 1
Nesta semana fui num cinco estrelas, parei o carro no port cocher, o mensageiro veio imediatamente e se postou ao lado do veículo esperando eu demonstrar a atitude para descer, assim que estendi a mão para puxar a maçaneta ele abriu a porta e me disse: “bom dia. Bem vindo ao…!” Muito bem!

Ah, como é bom receber esse atendimento hoteleiro que deveria ser o exemplo de todos os meios de hospedagem desse brazilzão! Desci do carro, abri a porta traseira para pegar a mochila e vi o manobrista subindo a pequena rampa displicentemente. Foi até a registradora, imprimiu a ficha e depois antes de me entregar resolveu conversar com o colega dele, até que este disse: entregue o comprovante ao cliente!

Resumo da opereta: o encantamento que o colaborador do hotel conseguiu me passar foi por água abaixo pelo funcionário da empresa terceirizada. Capacitação na moçada!

Faixa 2
Nestes dias recebi um @mkt (e-mail marketing) de um hotel, aliás o único cinco estrelas de uma de nossas capitais, o assunto era a tarifa especial para a semana específica de atividades, sabe quanto? R$ 105 por pessoa sem café em apartamento duplo, ou seja R$ 210 pela UH! Fiz uma consulta rápida na internet e encontrei um hotel econômico por R$ 145 sem café, a diferença entre os dois meios de hospedagem? R$ 65. Porca la miséria… E os midscales como ficam? O cinco estrelas tem tarifa econômica? É um cinco estrelas econômico? Já sei, vão lançar um econômico cinco estrelas! Será que é uma estrela econômica de cinco pontas? Ou uma ponta de estoque de estrelas? Ai, pirei!

Faixa 3
A natureza é sábia! Muitos concordam com essa afirmação e tantos outros não. O rato respeita o gato que respeita o cão que respeita o leão que respeita não sei quem. Os pequenos geralmente respeitam os maiores. Quando isso não acontece, alguma coisa está Fora da ordem, fora da nova ordem mundial*.

A maioria dos motoboys está fora dessa ordem, não respeitam os maiores e… Morrem! Não respeitam e se perdem como zumbis em busca do sangue que invade suas bocas quando batem as faces no asfalto. Passam que nem loucos em busca dos últimos cinco minutos do mundo. São intolerantes e errantes, verdadeiras moscas que passam, irritam e levam tapas de paralamas e parachoques até caírem pelo chão! Xô! Bi-bi pra vocês ó!

Faixa 4
Vou mudar de ramo! Vou abrir uma rede de camelôs que vai salvar a população dos cocos dos cachorros, da vida e dos políticos que teimam em ser corruptos! Minha rede de camelôs será o criada para recolher os saquinhos cheios de caca dos auaus. Sim, as madames podem nos deixar os invólucros das necessidades caninas. Vamos também recolher sapatos velhos, sandálias havaianas e chinelos gastos e tênis furados!  Vamos passar o coco nos calçados, ir até às assembléias legislativas, câmaras de dePUTAdos e tacar nos polítcos. Vamos enchê-los de sujeira para que ninguém mais queira chegar perto deles! Vamos trazer os porcos para seus lugares, que merecem mais respeito do que esses que têm nome de plantas que servem para afastar os maus agouros. Sapato cheio de merda neles! Schlapt com as sandálias de plástico sujas de coco em suas caras! Fora! Chega! Aho!

* Trecho da música Fora da Ordem de Caetano Veloso.

Quero saber até quando vou poder te encontrar

Quero saber até quando vou poder te encontrar. Essa é a pergunta que deveríamos fazer (em pensamento) sempre que deixamos (no bom sentido) alguém para trás, seja um simples aperto de mãos, um abraço, um sorriso, um sinal. Não sabemos quando iremos deixar de existir nesta atual. Outras existiram e existirão, mas são experiências diferentes, nenhuma é igual ao outra. A única certeza é que um dia partiremos desta rumo a outras. E sempre que olhamos e sabemos que não encontraremos mais aquela pessoa, pelo menos nessa vida, nosso coração se enche de tristeza e desapontamento. O sentimento é egoísta, mas é válido.

Posso afirmar com veêmencia que todas as vezes que encontrei o Rafael Godoy nas feiras do trade, sua simpatia e sorriso sincero alegrava meu coração. Sua energia era boa, ele era do bem. Sempre batíamos um papo rápido, perguntávamos um ao outro se tudo estava bem, trocávamos um abraço depois da foto e dizíamos “até mais”.

Essa expressão fica válida porque a amizade nunca morre, ao contrário, carregamos isso para sempre. Espero poder um dia reencontrar todos que já subiram para dar mais um abraço. A vida vai mostrar, é só esperar. Esteja onde estiver, Rafael, leve contigo sempre teu sorriso, não esmoreça e siga em frente. Tenho certeza que a vida continua! Desejo o melhor da evolução pra ti! Aho!

O presidente, o monstro do ártico e o Up

Faixa 1
Muita gente está criticando a ação do Lula pelo convite feito ao presidente do Irã para vir ao Brasil. O assunto é capa do caderno Aliás do Estadão deste domingo. É preciso porém analisar as duas faces da moeda: ok, as facções religiosas radicais que governam o país do Oriente Médio podem estar centenas de anos atrasadas em relação a outros países, o supremo deles se achar a representação do próprio Alah na Terra é uma questão de poder como muitos outros bispos, padres e outros “iluminados” que se dizem ser o próprio JC ou seres até mais elevados do que o nosso “gerente”.

Tudo bem, Ahmadinejad disse muitas besteiras sobre o genocídio dos judeus, mas não é por causa disso que não se pode criar laços comerciais em prol do desenvolvimento e da conquista de territórios baseados nas questões puramente grananciais.

O Lulinha paz e amor sempre mostrou ao mundo seu bom coração e a vontade de ser amigo de todos, exatamente como nosso povo é visto lá fora e aqui dentro. Todos os hoteleiros que vivem aqui falam isso.
- O povo brasileiro é muito bom, hospitaleiro e sempre está de sorriso aberto, diz um dos maiores hotelman no país, monsieur Bonadona.
- A hospitalidade é a alma do brasileiro e é com essa característica que gerimos nossos empreendimentos”, diz Lucio Suriani, outro hoteleiro que merece respeito.
Então, qual é o problema do Lula receber o homem? Bill Clinton não fez Arafat e Rabin apertarem as mãos em Washington? Ele só não ganhou o Nobel em razão do escândalo da Monica… Acredito que um fato como o mensalão não deva ser uma intempérie para a consagração no final mandatário, digo do mandato de Luís Inácio.

Faixa 2
Desocupamos finalmente o apartamento onde meu pai morou e que estava alugado para nosso amigo jornalista. Retiramos alguns móveis que haviam sido deixados lá na locação e quando trouxeram a geladeira, para ser deixada provisoriamente aqui em casa, até ser doada, fui dar uma olhada em seu estado e me deparei com um congelador completamente lotado até o topo. Nesses 18 meses de locação a pobre branquela nunca foi descongelada.

A porta do espaço mais frio nem abria de tanto gelo. Bom, deixamos tudo aberto para que pudesse descongelar e qual foi minha surpresa, ontem à noite, quando fui dar uma espiada para ver se estava tudo em ordem. Abri a porta do congelador e…
Hei há algo aqui! Um pacote amarelo… Um Hot Pocket de calabreza apimentada!
Eu quero, disse o adolescente!
Imaginei quanto tempo estava ali e fui ver a data de validade: 21/05/2008! Um verdadeiro monstro do Ártico! Direto para a lixeira! :-0

Faixa 3
Ontem assistimos mais uma pérola da Pixar, a animação Up – mal saiu dos cinemas e já está nas lojas em DVD. Quando estava nas telonas, não conseguir ir ver, mas para compensar comprei e levei pra casa. Vimos todos juntos e achamos íncrivel! Para quem não viu, veja, porque além de imagens muito bem feitas há, por trás da história do velhinho e do gordinho, uma mensagem bem bacana de vida. O bônus é bem legal também, principalmente o documentário da viagem da equipe para a fronteira do Brasil com a Venezuela, lá no monte Roraima. De tirar o fôlego!

Estamos com um pé em dezembro e agora é a reta final de 2009. Vamos aproveitar o mês para brindar com os amigos e desejar um super 2010. Feliz semana nova! Fui, aho!

Virada garante paz na Califórnia, enquanto isso em Guarulhos…

Aleluia! A rua Califórnia, onde moro, virou mão única! O trânsito melhorou 70% e o estresse uns 40%, e agora só falta o CET vir demarcar as faixas para que os motoristas possam ficar certinhos lado a lado e não continuar a formar fila única – é impressionante como algumas pessoas são tontas. Sugiro também que proibam o estacionamento de um dos lados, assim o fluxo ficará excelente.

Outra sugestão é manter um amarelinho no bairro para multar os infratores que ainda teimam em estacionar em locais proibidos. Será que os recursos recolhidos pelo IPVA não poderiam subsidiar um ou dois agentes do trânsito no bairro?

Enquanto isso em Guarulhos, hoteleiros estão fulos da vida com um dos hotéis da região. O motivo é que o meio de hospedagem midscale resolveu baixar suas tarifas para menos de R$ 100.
Leiam os comentários abaixo:
- Enquanto tentamos subir nossas tarifas para melhorar o índice de RevPar e consequentemente aprimorar os serviços e manter a manutenção em dia, outros fazem o contrário, é lamentável!
- Guarulhos sofreu vários anos tentando-se recuperar dos terríveis momentos do começo do século, agora que estamos mantendo as tarifas após o primeiro semestre de 2009 que não foi muito bom, o hotel desce escandalosamente suas tarifas.
- A ação desse hotel é um retrocesso de mercado!
- Deveríamos organizar uma passeata e ir até a frente do hotel protestar!
- Quem ganha com isso, de novo, são os clientes e mais ninguém.
- Não acredito nisso!
- Um absurdo!
- …

Realmente baixar tarifas não agrega nada, já cansei de escrever isso no blog, Se o hotel não consegue atrair clientes, deve buscar a verdadeira causa da situação…

Foi muito bom estar em Gramado, rever e clicar amigos e conhecer pessoas novas do trade. A cidade continua linda! Até o ano que vem! Fui, com votos de uma super-semana! Aho!

Se o Turismo fosse prioridade…

Se o segmento do turismo fosse realmente prioridade no Brasil, cujo potencial para a área é o maior no planeta – não canso de repetir isso -, as notícias ruins não seriam publicadas e, assim, a imagem do país não seria tão negativa no exterior.
- Quando morava na Bahia, meus familiares que vivem na França ficavam sabendo dos assaltos com turistas em Salvador antes do que eu!
É o que relata Jérôme Dardillac, chef executivo do Sofitel La Reserva Cardales, na Argentina. Minha pergunta para ele foi a seguinte:
- E em Paris, turistas também são assaltados?
- Infelizmente isso acontece por lá, mas não é divulgado.

Sabem por que não é divulgado? A municipalidade de Paris tem orgulho em administrar a cidade que mais recebe turistas no mundo. De acordo com o site eHow, mais de 70 milhões de pessoas visitam a Cidade Luz, só a Torre Eiffel é visitada anualmente por 6 milhões de turistas. É mais do que o Brasil recebe de estrangeiros por ano. OK, a pergunta é a seguinte: qual é a prioridade do governo francês? O turismo, é claro!

E no ímpeto em preservar a cidade, o que se faz? Qual seria o diálogo com os donos dos principais jornais de Paris, e até da França, com o governo?
- Senhores, peço que não publiquem nada sobre assuntos negativos relacionados ao turismo. Dependemos desse segmento para nosso desenvolvimento e vocês estão inclusos nessa engrenagem. Peço que antes de tomarem qualquer decisão, escutem o patriotismo contido em seus corações!

Do outro lado do Atlântico, a primeira ação que se faz é publicar tudo que acontece com os turistas, roubos, assassinatos. E vocês pensam que as notas são singelas e discretas, que nada! São escancaradas mesmo.
- Todos os dias antes de enviar o jornal para nossos hóspedes, tenho que ver a capa para poder escolher qual deles deve subir para os apartamentos. O Globo, nem parece que faz parte das mesmas organizações, pois na novela da oito, o Rio é mostrado em imagens lindas e no jornal é o inverso. A declaração é de um gerente geral que prefere não ter o nome revelado.

Se o turismo fosse prioridade dos governos que já passaram por Brasília ou pelas capitais de todos os estados – exceto a Bahia dos bons tempos -, as atitudes seriam outras. Se o turismo fosse prioridade neste Brasil, as ações seriam outras… Quando será que isso será possível?

Em Buenos Aires, de onde voltei na sexta-feira após vivenciar a festa de 100 anos do Marriott Plaza, um evento imperdível, a zona turística é preservada com afinco. Recoleta, Retiro, calle Florida e outras áreas são tratadas com prioridade, pois é lá que a maioria dos turistas estão.

Enquanto isso, em Copacabana, uma das praias mais famosas do mundo, nada ou quase nada é feito. Quanto custaria por hotel para implementar um serviço de limpeza e segurança na orla e nas três quadras internas, até a Barata Ribeiro, por exemplo? E no Pelourinho então? E na região central de São Paulo, ou em Olinda, São Luiz e outros destinos brasileiros? Mãos à obra hoteleiros, operadoras e outras engrenagens do Turismo! O tempo urge, o momento de reversão é agora! 2014 é o ano em que o Brasil pode ser recolocado na rota do turismo intenacional, com era antes da ditadura e da grande corrupção avassalar nosso lindo país!

Fui, com votos de uma excelente semana para todos! Aho!

Vender: sabe o trabalho que dá subir até aqui?

Lado A
Amanhã (9) é o Dia do Hoteleiro, e acredito que durante o ano todo tenho feito várias homenagens por meio dos meus posts. Já disse algumas vezes que sou contra essas comemorações criadas com propósitos esquisitos, como Dia das Mães, dos Pais, das Avós, da Mulher, Secretária, etc e tal. Tudo bem, existe um validamento, mas se analisarmos bem a fundo, chegaremos na conclusão que tudo não passa de balela.

Alguns hoteleiros têm utilizado o dia para convidar pessoas carentes para tomar café da manhã ou passar algumas horas dentro do meio de hospedagem. Fico imaginando o que é feito durante os outros 364 dias do ano. É vero também que muitas redes e alguns hotéis independentes realizam ações voluntárias e mais frequentes baseadas no ímpeto que todo hoteleiro deve ter: a participação efetiva no aprimoramento do entorno no qual o meio de hospedagem está inserido, de seus hóspedes, colaboradores, fornecedores, clientes e da sociedade. Ai daquele hoteleiro que não faz isso. Vai ser dono de hotel para sempre!

Anyway, vai aí o meu parabéns para todos os Hoteleiros do Brasil e também do exterior! Muita saúde, paz, capacitação, manuntenção preventiva, room nights e criatividade, muito treinamento, revenue management e tudo mais que precisarem para estarem aptos a oferecer um serviço de qualidade e com resultados merecidos.

Lado B
Nestas últimas semanas tenho viajado bastante e ficado pasmo com o nível da fala dos chefes de cabine das companhias áreas. Fico imaginando por que não incluem uma aula de locução para eles. As informações, às vezes, são incompletas e a impressão que dá é que enquanto eles falam devem estar pensando em outra coisa. O engraçado é que a maioria dos textos está escrito, então é só prestar atenção e ler! Hoje mesmo, o cara mandou mal:
- Bom dia senhores passageiros este é o voo 7… (silêncio)… 5… (pausa)… é o voo 5… (pausa de novo)…
- 7656! Falou alto um dos passageiros
- Desculpe, este é o voo 7656 com destino…
E quando vão falar em inglês então, putzquipariuses, sai cada coisa!
- Laidis andi gentliman… (o correto é leidis andh gentleumen)…

Até agora não tive a oportunidade de pegar um voo no qual pudesse comprar um lanche extra, ainda não tive sorte. Acho que vou inventar um jorgeforevis grill à pilha e vender uns sanduíches de calabresa no avião.
- Oooolha a calabreeeeeeeeeeza!
- Quanto é? Tem pimenta?
- Pamoooonha, pamooooonha, pamooooooonha! Fresquinha de Montevidéu!
- Olha o alfajooooor! Diretamente de Havana!
- Mas é o Havana ou é de Havana??
- Desculpe mas este é de Cuba…tão! Hahahaha
Nos voos para o Rio:
- Olha o mate, geladinho!
E antes da escala em João Pessoa:
- Tapioca fresquinha! Quem vai querer?
- Tem de queijo coalho?
- Desculpe mas só de queijo mesmo, na próxima trago o alho!
E depois da escala em João Pessoa:
- Buxaaaaaaaaaaaaaaaada de booooooooooooooooode! Olha a buxada!
- Ô marido, ele tá me chamando?
- Não muié, sê é surda? Ele disse B U C H A D A e não bucha!
- Bruxa?
- É a mãe!
- Alguém falou camarão?
- É a mãe!*

Na década de 60, até a chegada do Flower Power, as pessoas que íam viajar de avião, faziam questão de vestir a melhor roupa, até compravam vestimentas novas, casacos de pele, sapato, gravata, chapéu, tudo novinho, saindo da caixa. As aeromoças eram chiquérrimas, aliás ser uma delas era o must. Sonho de qualquer moça, era quase ser como uma top model! E ainda viajavam de graça e ficavam nos melhores hotéis. Como dizia o Patrese: um luxo!

Hoje, os comissários, que também podem ser de outro sexo além do feminino, são verdadeiros garçons do ar! Sem querer menosprezar nenhum profissional… E às vezes, precisam de treinamento: acabei de ser servido com um super café da manhã e o rapaz deixou cair a embalagem da manteiga no chão, o que ele fez? Pegou, pôs na bandeja e me serviu. O certo seria trocar, me dar a bandeja, sorrir e dizer: bom apetite! Lorota da Carlota! Eu é que agradeci sorrindo e ele olhou com aquela cara de baiacú! Sai do armário menino e vai ser feliz!

Daqui há alguns anos, é capaz de estarmos voando e de repente BLAM! Um barulhão na fuselagem. A aeromoça calmamente diz no interfone:
- Comandante, posso abrir?
- Pode, comissária!
Ela abre a porta, o vento faz a maior zona no avião, papéis voando, gente gritando e aí entra um carinha com umas balas de goma na mão:
- Boa tarde gente, desculpe estar incomodando vocês na sua viagem, mas eu prefiro fazer isso do que pedir esmola ou roubar. Eu tenho dois filhos e estou vendendo essas “bala” de goma de “iorgute”, são muito boas! Duas por R$ 10!
- R$ 10! Isso é um roubo! Outro dia, no ônibus paguei R$ 1
- É, mas esse preço só lá embaixo! Sabe o trabalho que dá subir até aqui?

É isso aí! Boa semana pra você com excelentes negócios, ah e para você que está começando hoje no seu trabalho novo, boa sorte! E para você que tá procurando emprego, boa sorte também! Fui, aho!

* Esquete da Escolinha do Professor Raimundo

Desbravando fronteiras e transformando donos de hotéis em Hoteleiros

Muito prazeroso poder estar na primeira edição da Fispal Bahia Hotel dentro da 1ª Fispal Bahia, realizada entre 27 e 30 na capital baiana. Parabéns ao Marco Antonio Mastrondonakis, presidente da Brazil Trade Shows (BTS), promotora e organizadora do evento. Ele teve a visão de iniciar um processo que trará excelentes possibilidades para o desenvolvimento da hotelaria da região do Nordeste.

Neste ano, o espaço foi modesto, mas a ideia, no ano que vem, é ampliar até 2.500 m² de área para o segmento hoteleiro, sem contar as duas dezenas de estandes que também oferecem produtos para os hotéis e que estão inseridas em uma área de 7 mil m². Ou seja, em poucos anos, a Fispal Bahia Hotel terá ajudado a escrever a história da tão desejada e necessária transformação dos donos de meios de hospedagens em Hoteleiros.

Junto com a feira virão palestras, talvez congressos e o melhor, a expertise necessária para que todos possam participar do aprimoramento do setor. Há muito que fazer, do lado da BTS, um trabalho árduo de divulgação, venda e organização, mas se comparado com a outra face da moeda, a dos donos de hotéis, o desafio é muito maior. Querer sair da acomodação e zona de conforto para alçar voo a uma nova e pujante fase de profissionalização.

O momento de iniciar a Fispal Bahia Hotel não poderia ser mais apropriado, faltam pouco mais de quatro anos e meio para a tão esperada e sonhada realização da Copa do Mundo em terras tupiniquins. Hora para os donos de hotéis começarem a contratar consultores para norteá-los nas tomadas de decisões para que os recursos sejam apropriadamente utilizados nas reformas ou implantações, além, é claro, de capacitá-los.

O momento também é oportuno para investir e preparar o cronograma de treinamentos que transformarão os trabalhadores em profissionais da hotelaria. Tudo precisa ser revisto, trabalhado e aprimorado para que a padronização seja implantada nos meios de hospedagem, criando assim a base de um turismo sólido e pertinente a este país magnífico.

Do outro lado, esperamos (rezando) para que nossos governantes se conscientizem da verdadeira vocação exigida para os seus cargos. Exigimos que não haja superfaturamento nas obras que serão realizadas para melhoria das infraestruturas aeroportuárias, rodoviárias e em outras estruturas, tão fundamentais para o turismo, que segundo um amigo meu, não dá voto e é por isso que não há investimento no setor.

Estou cansado de escutar ministros da área dizerem que o governo considera o turismo importante, para ver o pouco que ainda é feito, ao contrário, verbas são cortadas e destinos cujo potencial é tão grande causam inveja aos profissionais do segmento de outros países como a Espanha, França, Itália e Inglaterra, e que ficam largados para que corajosos empresários ergam seus hotéis esperando por um desenvolvimento que não chega.

Parabéns ao governo baiano que iniciou há vários anos um movimento de divulgação, investiu no turismo e hoje está colhendo frutos. Por que será que a Bahia é o Estado que mais recebe investimentos hoteleiros do Nordeste? Sim, o destino é grande, mas se não tivessem plantado ações, trabalhado com afinco e espalhado aos quatro ventos os incentivos e atribuições naturais da terra de Caymmi, talvez hoje não houvesse tanto investimento por ali.

Ave imperador Marco Antonio! Estaremos juntos nesse trabalho! Vamos pra frente! Excelente semana para todos e aho!

Renovar, é preciso!

Já não é de hoje que escrevo sobre o tema da renovação, e não me refiro apenas nas reformas de hotéis mas sim, da maneira de atendimento, gerenciamento, do modo de organizar feiras, de vender, enfim, aprimorar sempre! E, querido leitor, deixo claro que todos somos falhos, inclusive eu, afinal graças aos projetistas deste planeta e da nossa forma, que somos nós mesmos, e como estamos em constante evolução, erramos quase o tempo todo. Mas a gana de melhorar precisar estar imbuída em nossas reais vontades de crescimento o tempo todo! Vamos à luta! Reconhecer os erros já é um passo importante!

Voltei da minha sétima Feira das Américas e, verdade seja dita, desde 2003 que não sinto uma mudança na feira. O mesmo formato, quase os mesmos estandes, alguns desistiram de participar, principalmente as redes internacionais como Hyatt, Marriott e Starwood. A Hilton retornou creio que com o incentivo do pessoal do Conrad do Uruguai, que sempre esteve presente no evento. É óbvio que é muito bom rever os hoteleiros, amigos e clientes, colocar o papo em dia, e ficar cinco dias no Rio de Janeiro, mesmo não tendo tempo de passear pelo calçadão ou ir a pontos turístico-gastronômicos, mas o clima da cidade, mesmo com tempo nublado, é uma delícia. Mas e o business? Ter um estande na feira não é um investimento que possa ser considerado barato, ao contrário, é muito caro. As taxas de limpeza, segurança, etc, já quase valem um estande pequeno em outras feiras.

Pelo que vi e ouvi, os expositores não se preocupam em investir alto, desde que tenham um retorno significativo, ou seja visitantes qualificados que gerem a prospecção de negócios, é o mínimo que esperam. Muitos reclamam da distância do Rio Centro e eu fico imaginando por que escolheram aquele local tão distante na época (1977) e não em um ponto mais próximo do canal da Barra, já que havia espaço ali. Muitos hoteleiros também reclamaram, este ano, da falta de infraestrutura de acomodações para os agentes de viagem que visitaram a feira, vindos de outros Estados. Diárias com preços abusivos e problemas de trafégo foram as questões mais comentadas.

Outra reclamação é a falta de intinerância da feira, há sete anos que ela acontece no Rio de Janeiro e isso acaba “cansando” os agentes que sempre prestigiam o evento e nesta edição muitos não vieram. Outros destinos devem sediar a Feira das Américas, desde que tenham infraestrutura. Sou a favor que ela mude a cada par de anos. Manaus deveria estar entre as cidades que poderiam recebê-la, já pensou quantos agentes internacionais viriam? E não adianta dizer que não há infra, é preciso criá-la!

Outro ponto que deveria mudar é esse formato estande padrão que acaba cansando. Como disse o Rui Manuel de Oliveira, da Sol Meliá, falta a alma da hospitalidade e do turismo, e esses dois aspectos são imprescendíveis. Vamos melhorar, aprimorar, unir as classes, entidades e seguir adiante com ímpetos para transformar de vez o Brasil no principal país do turismo mundial! Fui com votos de uma boa semana! Aho!

Viver é fácil… Difícil é não viver!

Ontem assisti ao filme Milk, de Gus van Sant, com Sean Penn, um dos atores mais versáteis de Hollywood. É impressionante como a gente se engana achando que sabe alguma coisa! Negativo, estamos sempre aprendendo e conhecendo novos assuntos. Nunca tinha ouvido falar do norte-americano Harvey Milk, ativista e que foi o primeiro homem assumidamente gay eleito para um cargo pólitico nos EUA, nos anos 70.

Bela história que toca em nossos corações os sentimentos de liberdade e livre-arbítrio, os quais todo cidadão tem o direito de exercer. Não importa qual a raça e as preferências sexuais de um ser, o que é preciso ser visto é o interior, o coração, é aí que mora a incidência real da vontade da relação amorosa, seja ela íntima ou da forma de uma simples amizade, e que deva estar sempre baseada em ações humanas e de caráter.

Ainda é muito comum o precoceito contra várias etnias e modalidades sociais como gays, negros, chineses, latinos e judeus. Na minha família mesmo, a maioria de seus integrantes é preconceituosa e me refiro de pessoas entre 30 e 80 anos. É da família que surgem alguns “valores” que passam a ser referência para o resto de nossas vidas. Desde pequenos escutamos variantes desvairadas sobre o preconceito, que na minha opinião é um dos piores defeitos que temos.

Precisamos aprender a olhar e não julgar, e para fazer isso precisamos saber “pensar” com o coração. Expandir o chacra coronário sempre e sorrir o tempo todo. Tudo fica mais fácil quando estamos positivos e com o coração aberto. Viver dessa maneira é tão mais tranquilo! O estresse desaparece, o trânsito caótico se torna mais fácil, até as pessoas antipáticas se tornam simpáticas!

Viver parece ser difícil mas é tão fácil! Listo abaixo algumas dicas que aprendi durante a minha experiência nesta vida:
- Acorde mas não levante imediatamente, reserve alguns minutos para imaginar como será o seu dia e peça aquilo que deseja que aconteça. Não vale querer ganhar na loteria ou comprar a bolsa LV nova.;
- Se toma banho pela manhã, aproveite para tentar ir resolvendo as questões necessárias para aquele dia. Banho é limpeza e é um dos momentos mais íntimos nossos, a não ser que você tem o costume de convidar alguém;
- Se você dirige para o trabalho, não estresse no trânsito, se tomar uma fechada, respire fundo e continue, seja solidário e dê passagem também, afinal você também pede passagem, certo? Se alguém te xingar, estenda a mão em sinal de paz. Não levante o dedo nunca!Escute sua música preferida e não se preocupe com o horário;
- Se você acha um horror ir trabalhar na segunda-feira, procure um trabalho do qual realmente goste. Quando gostamos do que fazemos, não há tédio;
- Se você acha teu chefe um idiota, peça uma reunião e coloque as cartas na mesa, fale o que incomoda e diga que deseja apenas fazer o melhor. Escolha o dia certo para fazer isso;
- Deixe o bom humor estar sempre presente no teu dia-a-dia. Jogue o mal humor na lata do lixo;
- Se alimente bem e coma alimentos saudáveis e leves, tome muita água;
- Conte piadas e ria muito, mas muito mesmo. Quem dá risada não adoece e espanta os maus agouros;
- Fale apenas de assuntos que melhorem o dia-a-dia. Assuntos pantanosos não levam a lugar nenhum e servem apenas para atrair más vibrações;
- Ame-se profundamente, jogue as mágoas pela janela, perdoe e não se culpe. Viva com intensidade, como se fosse o último minuto, entregue-se e seja feliz, pois viver é muito fácil, difícil é não viver!

Tenha uma excelente semana. Cheia de paz, saúde, amor! Aho!

Alô, alô… O Senhor pode me atender?

Trim trim… Trim trim… Trim Trim… Trim…
- Alô?
- Mestre, é o senhor?
- Já falei para não me chamar de mestre, nem de senhor!
- Desculpe… Pai?
- Prefiro que me chame pelo nome.
- Deus!
- Assim é melhor Pedro, o que posso fazer por você?
- Estou um pouco preocupado com algumas ações do irmãos terráqueos.
- De novo? O que eles estão aprontando agora?
- Nada muito grave, mas minha preocupação é que poucos, ainda, entenderam o real significado da vida, da verdadeira razão deles estarem lá.
- Bom, esta situação se encontra assim há milhares de anos, porém estamos quase atingindo nossos objetivos. O último chamado já foi feito…
- É isso mesmo que está me preocupando, poucos aderiram a ele.
- O que podemos fazer? Esta é uma reação do livre-arbítrio ofertado para eles.
- Pois é, eu votei contra o livre-arbítrio quando estávamos planejando a expansão.
- Pedro, já discutimos isto milhões de vezes nos últimos tempos! Não adianta chorar sobre a nuvem acinzentada. Somos democráticos e a escolha foi feita, aliás você foi o único que votou contra, hahaha… Perdão… Pedrão! Hahaha
- Vejo que estás bem humorado hoje Deus!
- Estou assim desde que entramos nesta nova fase!
- Como assim?
- Ora, estamos chegando perto da virada, do momento que poderemos expandir nossas ações para outras esferas…
- Desculpe Deus mas eu estava ausente na reunião e a ata ainda não foi entregue.
- Eu sei, você estava auxiliando naquela redenção da Ásia.
- Mas, o que vamos fazer com essa situação toda?
- Seguir os planos, a evolução de alguns irá atrasar… Mas conseguiremos atingir os objetivos!
- Puxa, seria bom se pudéssemos todos estar mais unidos, vivendo em paz, harmonia…
- Enquanto o ser humano não abdicar de sua vaidade e ego, não conseguirá evoluir.
- Malditas… Perdão Deus, digo infotúnios elementos nocivos aos trâmites da altíssima trindade! Será que em milhares de anos não conseguiram passar por isso? Precisam continuar a medir o tamanho de seus “poderes” por meio de valores apenas materiais? Será que não podemos…
- Desculpa Pedro mas a família está chamando para me unir com ela, podemos conversar depois?
- Certamente Deus, me perdoe por ter ligado hoje, ainda mais no domingo!
- Fique comigo Pedro, um abraço!

Depois que desligam, Deus pensa: puxa, esse Pedro é um tanto negativo, precisa fazer uma reciclagem urgente, mas não o culpo, os seres do planetinha azul dão um trabalho danado…
E na cabeça de Pedro: puxa, não consigo finalizar as conversas com ele, sempre que a coisa começa a pegar ele tenta mudar de assunto, mas não o culpo, os seres deste Universo dão um trabalho danado, acho que ele precisa de umas férias num resort de outra galáxia!

One, two, three… Em qual hotel posso ouvir Jazz?

Fui assistir (de novo) a Tito Martino Jazz Band (TMJB) na Livraria Cultura da avenida Paulista, o grupo se apresenta lá todas as terças das 12h30 às 13h30, nada mais gostoso do que ouvir uma música que levanta a alegria e a espiritualidade.

Tito é um excelente clarinetista e showman, além disso, foi o fundador da Tradicional Jazz Band e da saudosa casa Opus 2004, a primeira e única especializada em Jazz no Brasil por muitos anos. Nas vezes que “almoçei” sua música o teatro estava lotado.

Depois do show almoçamos (comida) juntos, a maior parte da banda e eu, e conversamos sobre como seria bom se a TMJB pudesse tocar em algum hotel. Afinal, hotéis e jazz sempre estiveram juntos na história. Vale lembrar que eles tocam no bar do Ca’d'oro nas noites das sextas-feiras, mas o antigo five star não faz nenhuma divulgação e a audiência é fraca.

Enumeramos alguns cinco estrelas de SP e chegamos a triste conclusão que não existem mais tantos empreendimentos assim que possam recebê-los. Onde estão os antigos bares que viviam cheios? Saudades do 150 Night Club do Maksoud, onde até Frank Sinatra cantou! Em apenas uma mão contamos o Upstairs Lounge do Grand Hyatt, o Havana Club do Renaissance, o…o…? Que mais? Mais nada?! O bar do InterContinental fica junto ao restaurante Tarsila… No Sheraton WTC o espaço do lobby bar é pequeno, assim como no Hilton e Sofitel, ou seja os cinco estrelas, exceto os dois primeiros dessa lista não tem um local de entretenimento que possa criar um clima showbariano. Talvez no Novotel Jaraguá, a ideia de um pacote tipo show no teatro e um jantar seja interessante, mas não é a mesma coisa.

O must é entrar no bar, sentir o clima, a atmosfera, poder unir o útil ao agradável, tomar a bebida preferida que ao longo do show vai auxiliando na ativação da sensibilidade musical, depois a música vai entrando n’alma, criando aquela sensação única, prazerosa e indescritível. Como dizia o Frank, o Zappa: music is the best! E o que é melhor do que unir a música ao hotel, depois do show no bar, seguir para o restaurante para deliciar uma gastronomia de primeira e depois terminar (ou começar) a noite em uma suíte primorosa ao lado de quem você tá a fim? Isso não tem preço! Isso é a essência da vida, aquilo que nos faz nos sentir vivos! Capisce? Fui, com votos de uma boa semana! Aho!

Em tempo! Vibramos lá na Redação acompanhando a escolha da minha segunda cidade preferida – a primeira é SP – para sediar as Olimpíadas de 2016! Parabéns Rio de Janeiro, maravilhosa! Que os governantes e a população entendam que esta é uma oportunidade de ouro! Transformar e melhorar um dos principais destinos do turismo mundial! Viva!

Olhos nos olhos e paz na Califórnia!

Sair de casa (de carro) está cada dia mais difícil. O volume de automóveis tem aumentado consideravelmente ano após ano e a nossa querida Califórnia, no trecho onde moramos entre a Padre Antônio e a Indiana é um caos total. A rua estreita com veículos estacionados do dois lados e ainda por cima com duas mãos, além do trânsito constante de grandes SUVs, caminhões e micro-ônibus escolares, faz com que as pessoas se estressem cada vez mais. O semáforo da esquina está fechado mas, mesmo assim, os egoístas motoristas não permitem passagem. E olha que sempre vamos ao lado oposto! Ou seja, é só deixar passar para seguirem adiante, não serão atrapalhados na suas miseráveis e egoístas vidas. Qualquer dia dou uma de Michael Douglas no filme Falling Down (Um Dia de Fúria), de 1993, e saio atirando ovos nos parabrisas deles. Quero paz na Califórnia, senão… Saio dela!

As pessoas não estão aí para nada, dirigem como loucos, cruzam, atravessam, buzinam, xingam, brigam, se matam (às vezes), ignoram idosos e crianças, só querem saber de si mesmos. Na verdade esses seres não são humanos, porque ser humano está relacionado em ter ímpetos solidários, se importar com o próximo, ajudar sempre que for possível, viver em harmonia e buscar na vida o “saber bem viver”.

A (quase) mesma situação acontece em alguns grandes meios de hospedagem do planeta. Para esclarecer, vamos voltar no tempo: data estelar, maio de 1991; recepção de um cinco estrelas paulistano. Seis recepcionistas, uma concierge, dois caixas, além dos seis mensageiros, três porteiros, uns quatro manobristas, duas telefonistas e um order taker. Esses eram a maioria dos responsáveis pelo atendimento direto às centenas de hóspedes que chegavam e saíam do imponente hotel. Os recepcionistas tinha como objetivo receber os clientes e encaminhá-los para os locais certos.

Quase 20 anos depois, o número de colaboradores diminuiu drasticamente, os recepcionistas têm que fazer check in e check out, atender as ligações externas (e internas), além de outras atividades que os impedem de fazer um atendimento esperado pelos clientes. Como numa rua estreita, eles têm que se virar nos 30 para tentar realizar os procedimentos burocráticos e, também, os de protocolo. O desafio é grande e as recompensas continuam com números dos anos 90.

Gestores, entendam que a recepção é o coração da operação hoteleira. Paguem salários condizentes com o nível de atendimento que exigem de seus profissionais. Desburocratizem os seus procedimentos e deixem-nos livres para poderem equiparar seus olhos com os dos hóspedes.

Aproveitando o Dia Mundial do Turismo, esse grandioso e belo negócio que alimenta e desenvolve a cultura, educação, o relacionamento e a alegria de viajar e ter experiências para a vida toda. Governantes desse Brasil: abram seus corações e escutem os técnicos, transformem este país em um dos mais turísticos deste planeta! Viva! Boa semana! Ahôu!

Quanto vale o seu hóspede?

Na sexta-feira (18) os judeus iniciaram a comemoração do seu Ano Novo, o Rosh Hashanah, Shana Tová!. No mesmo dia o presidente do Irã declarou novamente que o genocídio, que exterminou milhões de judeus durante a 2ª grande guerra, é uma farsa.
- Quanto será que ele recebeu para fazer este comentário?
- Como assim?
- É óbvio que essa declaração é uma mentira! Afinal qual é a verdadeira intenção em afirmar algo dessa magnitude? Fazer uma provocação desse tipo? À toa!? Você não imagina nada?
- Uma teoria da conspiração?
- Não, algo mais simples, mais marketeiro.
- Uma ação de marketing? Em prol de quem?
- Pense. Quem seria o maior interessado? O que pode acontecer com essas declarações?
- Um confronto?
- Tá esquentando…
- Imagine que você seja um empresário da indústria armamentista, como você ganha dinheiro?
- Vendendo armas, mísseis, bombas…
- E qual a forma de vender mais? Ganhar mais?
- Promovendo guerras?!
- Exatamente! O presidente do Irã é um garoto propaganda pago para incitar a provocação. Quem sabe não sai uma guerrinha e os caras desovam o estoque de mísseis? Movimentam milhares de pessoas, aí é só fazer o pedido: granadas, fuzis, rádios, tanques, etc e etc.
- Money, money, money, money…

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Paulo Silva é o gerente de um hotel, ele está sentado em sua confortável cadeira tipo presidente navegando na internet.
- Dr. Paulo, tem um hóspede querendo falar com o senhor
- O que ele quer?
- Não sei, ele pediu para falar com o gerente e como o gerente é o senhor, vim chamá-lo…
- Já te falei mil vezes para perguntar antes qual é o problema! Você acha que não tenho mais o que fazer? Tenho que terminar este relatório!
- Vou perguntar Dr. Paulo!
33 segundos depois…
- Dr. Paulo, o cara tá fulo da vida, disse que não conseguiu dormir por causa de barulho do quarto ao lado, além disso…
- Quem é o cara?
- É aquele gerente da fábrica que se hospeda sempre aqui.
- Aquele chato que reclama de tudo?
- Ele mesmo, da última vez ele reclamou do pão do café da manhã, disse que tava seco. E já chiou também sobre a limpeza do quarto, da…
- Eu sei, eu sei… Olha, muda ele de quarto. Diz que eu tive que sair pois meu filho está doente ou manda o Jonas atender ele, diz que eu não tô!
- Mas Dr. Paulo, ele sabe que o seu carro está aí na frente, a mentira não vai colar e…
- Não me interessa! Diz que eu saí com o carro do hotel…

Dr. Paulo perdeu a oportunidade em falar com o hóspede e acabou perdendo a conta da fábrica que preferiu hospedar sua equipe no hotel que abriu na região semanas depois, mesmo que as tarifas lá sejam mais altas.
- Eu não me importo em pagar mais para ser melhor atendido. Meu conforto e tranquilidade não têm preço. Agora estou feliz, sou bem atendido e o gerente está sempre pelo lobby. Conversamos bastante e quase somos amigos. Ah, o Paulo? Ele tentou me ligar para me convidar para almoçar… Eu pedi para dizer que não estava…

O contato com o hóspede é a melhor ferramenta de marketing, não tem preço! O bom gerente gosta de estar com seus clientes, conversar, escutar sugestões e melhorar sempre os serviços e infraestrutura de seu hotel. A oportunidade em conhecer o hóspede é única pois ele já está lá. Acredito que os gerentes devem incluir em seus currículos aulas específicas de vendas. Foi-se o tempo que o gerente geral era formado pela área operacional, agora, quem não tiver o pé em vendas, é carta fora do baralho!

Pergunte para si mesmo todos os dias: quanto vale o seu hóspede?

Boa semana! Feliz ano novo! Afinal todo dia é o primeiro dia do 365 dias que virão pela frente! Viva! Ahôu!

A volta do seu amado hóspede!

Dizem que é uma utopia, que o mundo é assim desde a sua existência, mas acredito piamente que ainda conseguiremos de uma forma, ou de outra, superar as necessidades materiais para focá-las nas espirituais. Tenho absoluta certeza que o projeto da raça humana ainda dará certo. Dizem também que o tempo está esvaindo e o ciclo terminando. Na dúvida, melhor respeitar do que ignorar, pelo menos poderemos fazer alguma mudança favorável.

Digo fazer para aqueles que realmente conseguem enxergar ou sentir que dentro de seus corações existe a verdadeira chama do amor e do respeito. Respeito por si em primeiro lugar para depois conseguir olhar aos terceiros. Tudo o que fazemos com esses dois sentimentos fazemos bem e aí os resultados são alcançados.

“Esse não gosta do que faz”. Quantas vezes escutamos, pensamos ou até comentamos com quem está ao nosso lado sobre uma atitude de algum profissional que está nos atendendo em um determinado momento. A notoriedade da atuação forçada e esmagada por alguma necessidade material gera, com certeza, um resultado abaixo da expectativa de quem está sendo atendido e do próprio atendente.

O ser humano precisa aprender a escutar o seu coração. As conversas com meu guru e grande irmão me fizerem relembrar os sentimentos que eu vivenciei na adolescência, o período que considero ser o mais importante em nossa evolução. As ações do jovem naquele momento são baseadas nas sensações e aptidões que afloram diretamente das suas necessidades mais sinceras, ou seja, vindas diretamente do seu coração, são puras! É naquele momento que ele descobre suas reais intenções de crescimento e amadurecimento. Em seguida, as razões vomitadas por terceiros sepultam esses valores. A mente sobrepõe-se ao coração e é aí que começa a lambança.

As necessidades em alcançar valores de consumo, descarregados torrencialmente pelos artifícios da comunicação visual durante a maioria dos programas exibidos pelas estações, nos enganam e nos fazem querer ser “melhores” que os outros, simplesmente pela aparência.

Ainda bem que as novas gerações estão chegando com mais ímpeto, negando esses valores, que começaram no pós-guerra da metade do século passado, e descobrindo que nossas reais necessidades estão baseadas simplesmente na vontade de nosso coração.

Quando fazemos algo com amor e para nós mesmos, fazemos bem! Minha sincera sugestão nesta linda manhã domenical paulistana é que você, na primeira oportunidade que tiver, pare e analise. Sua vida atual está baseada nas reais vontades que você tem? Você é verdadeiramente feliz? Deslique o rádio, seu iPod ou a sua TV e escute apenas o seu coração. Pergunte pra ele: eu estou fazendo o que realmente é o meu mais puro e real desejo? Estou fazendo para mim ou para o outro? Estou sendo eu? Ou estou fazendo algo porque alguém me disse que assim é melhor? Dedique este momento para ti. Você merece! Tu és o ser mais lindo que você conhece! Ame-se! Os resultados serão inacreditáveis!

Esta é a verdadeira vocação do verdadeiro hoteleiro, do anfitrião, que abre as portas de sua casa, oferece o melhor possível e é retribuído pela volta do seu amado hóspede! Seja feliz!  Boa semana! Ahôu!

Estaremos voltando às nossas origens?

Estamos voltando às origens, alguém percebeu isso? Explico: há milhares de anos alguns dos habitantes deste lindo planetinha azul viviam em perfeita harmonia com o meio ambiente. Índios peles-vermelha no hemisfério norte-americano, aborígenes na Austrália e outras milhares de tribos espalhadas pelos outros continentes. Como esses povos viviam? Plantavam e caçavam para comer e respeitavam o solo sagrado ou seja a mãe terra, revereciavam as estrelas e os “deuses” que delas desciam.

O tempo passou… Cavalos, bigas, caravelas, armaduras, aviões, tanques, navios, metralhadoras, motoserras e outras invenções utilizadas para conquistar, massacrar e ganhar poder e dinheiro atravessaram pelos séculos. Os deuses foram substituídos pelos cifrões que passaram a ter mais importância que a maior riqueza existente no universo: conhecimento, amor incondicional,  vida animal e natureza!

Temos uma ligação muito forte com este planeta, estamos aqui aprendendendo e evoluindo, partir para outras galáxias para mostrar às outras civilizações todos os nossos sentimentos e sensações, valores que já ouvi dizer que somos os únicos seres da galáxia a possuir. Somos seres privilegiados, estamos sendo formados para sermos professores intergalácticos, excitante né?

Pois bem, voltando a minha explicação, há uns 20 anos, começamos a nos preocupar com a natureza, o meio ambiente, a palavra ecologia começou a ser valorizada e estamos, mais do que nunca, tentando salvar a Terra. A cada dia, um número maior de pessoas está querendo ter uma vida mais simples, sem apegos materiais exagerados, o valor do status “eu tenho” está sendo substituído por sentimentos de fraternidade, amor e paz. Voltaremos a ser como os índios, que hoje são tão valorizados? Aprenderemos a equilibrar nossas emoções para sermos eternos seres da felicidade? Conseguiremos ultrapassar as barreiras da necessidade do poder e da ganância exagerada? Trataremos este ser vivo, a mãe terra, que nos alimenta com amor e respeito? Poderemos um dia parar de fabricar armas e plantar flores?

Ainda temos tempo para retomar o nosso verdadeiro caminho. É só querer! Se quiser fazer uma leitura interessante, procure pela publicação Mensageiros do Amanhecer, de Barbara Marciniak.

Nós, profissionais da hotelaria e do turismo, pelo menos trabalhamos em prover a alegria e bem-estar de nossos clientes, isso já é um avanço. Sei que nada é perfeito e que em nosso meio existem também aqueles que atuam de forma predadora, não se preocupando em fazê-lo de uma forma sustentável. Mas, quem é perfeito? Fui com votos de uma excelente semana para você! Ahô!

A vida não cessa, é uma evolução constante!

Na última quarta-feira (26), logo pela manhã, recebi uma ligação que me trouxe uma notícia inesperada. Sempre que algo repentino acontece e que aparenta estar fora da ordem, ficamos assim meio desnorteados. Depois, com o tempo aceitamos, pois nada está fora da ordem, tudo que acontece em nosso infinito universo está sendo regido. Talvez exista um limite infinito. Tenho recebido várias mensagens que estamos chegando no final de um ciclo cósmico mas, isso é outra história.

A Solange gentilmente atendeu a ligação, pois eu ainda não havia descido. Quando entrei na cozinha, ela estava desligando. Quando me viu, se aproximou e carinhosamente me disse:
- Não tenho uma boa notícia pra te dar.
- O que aconteceu, quem era?
- Era a Sheila. É sobre tua amiga, a Cibele.
- O que aconteceu?
- Ela desencarnou!
- O quê?
- Teve um mal súbito ontem a noite, um enfarte fulminante.
Minha ficha demorou pra cair, só aconteceu depois que o sepultamento acabou e me vi caminhando pela alameda do cemitério junto com a Grazi. O sentimento de perda de uma grande amiga invadiu meu coração. Engraçado como o céu ficou azul sem nenhuma nuvem quando o cortejo saiu para o momento final da vida desta missão. O sol prestou sua homenagem também, se pondo no horizonte entre as árvores. A grande bola de energia foi iluminar outros povos e outras terras.

Desde que parei de brincar com os carrinhos Matchbox e Lego – putz já faz mais de 35 anos! – sempre acreditei que a vida não acaba quando o caixão desce. A vida é tão forte e o universo tão grande! Quando olhamos para o céu, seja de dia ou de noite, podemos sentir uma energia plena. O sol vem e vai, o bulbo da orquídea floresce e seca, depois volta a florescer. Uma árvore podada também volta a crescer, então por que devemos dizer que morremos quando as cortinas se fecham? O show da nossa vida continua, somos todos imortais e estamos no caminho de evolução, todos sem exceção. Cada um tem seu tempo e precisamos saber respeitar esse momento.

Fica minha eterna torcida para que a Ci esteja sempre bem, que mantenha seu fantástico astral, seu sorriso espontâneo e o coração do tamanho do mundo. Aprendi muito com a sua amizade. Agradeço e abençôo por tê-la conhecido! Dedico a canção abaixo pra você Ci! Até breve!

Walk on (U2) – Clique aqui para escutar

(Intro)
And love is not the easy thing
The only baggage that you can bring…
And love is not the easy thing…
The only baggage you can bring
Is all that you can’t leave behind

And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it’s a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong

Walk on, walk on
What you got they can’t steal it
No they can’t even feel it
Walk on, walk on…
Stay safe tonight

You’re packing a suitcase for a place none of us has been
A place that has to be believed to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly for freedom

Walk on, walk on
What you’ve got they can’t deny it
Can’t sell it, or buy it
Walk on, walk on
Stay safe tonight

And I know it aches
And your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on, walk on

Home… hard to know what it is if you’ve never had one
Home… I can’t say where it is but I know I’m going home
That’s where the hurt is

I know it aches
How your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on, walk on
Leave it behind
You got to leave it behind
All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you feel
All this you can leave behind
All that you reason
All that you sense
All that you speak
All you dress-up
All that you scheme…

O descaso com o Turismo: falta de visão ou incompetência?

Incompetência talvez não seja, pois os brasileiros são criativos, versáteis e inteligentes. É falta de visão mesmo aliada a um aspecto cultural. A abundância – se preferir leia excesso, a primeira palavra realmente é esquisita – de atrativos turísticos neste país é tanta que o povo não dá o devido valor. Veja o caso dos alemães e ingleses. Os fabricantes das melhores salsichas não tem costa e consequentemente praia, já os inventores do futebol moderno estão numa ilha mas o clima não ajuda. Qual é o sonho de consumo turístico deles? Praia! Para onde eles íam nas férias na época das vacas gordas? Caribe, Espanha, Nova Zelândia. Brasil? Muito longe, além disso, as únicas coisas que suas mentes recordam quando se fala o nome do país é Cohpácahbahnah, caipirrrinha, mulahtá, rronaldinha. E francamente não dá pra atrair turista com esses temas velhacos.

O visitante chega em qualquer cidade brasileira e encontra uma orla bonita, um clima fantástico e povo simpático, mas que ainda o explora, furta e põe em risco sua vida. Nesta semana, turistas foram assaltados em hotel de Salvador. O pelourinho, um dos bairros com maior potencial para ser a eterna sensação do Nordeste está abandonado, não se pode caminhar sem ser abordado por mendigos e drogados. O que antes foi um orgulho turístico, hoje é uma vergonha.

Vergonha maior é a maneira que a maioria dos nossos governantes atuam. Eles não têm amor pela pátria, pensam apenas em encher seus bolsos com milhões de dinheiros, não sabem cantar o hino e desejam apenas tomar uísque escocês de primeira e comer tudo que encontram pela frente. Infelizmente é assim desde a época da colonização. Para entender melhor, sugiro a leitura da trilogia literária de Eduardo Bueno.

Subimos mais e chegamos à São Luis, no Maranhão. Seu centro histórico é precário, largado e também necessitado. A uma hora dali, de barco, pode-se chegar à Alcântara, que aí sim, meu querido leitor, é um município que pode sem dúvida ser a Búzios da região. Lá o tempo parou, os casarios e ruas estão prontos para receber hotéis, pousadas, restaurantes, lojas, centros culturais, feiras, shows folclóricos e uma gama de outros atrativos, que aliados a uma infraestrutura de chegada com voos e divulgação correta no exterior, trariam milhares de turistas o ano todo.

Ficamos no mesmo Estado e vamos para Barreirinhas, uma das portas de entrada para o inesquecível destino de Lençóis Maranhenses, um lugar mágico, único, onde podemos encontrar com nós mesmos e ver nosso ser supremo. Tente chegar lá com a família, custa mais caro do que ir para Londres.

Não vou cansar de repetir: o Brasil tem o potencial para ser o maior destino turístico do planeta. Podemos viver apenas do turismo, que é o melhor negócio do mundo, o segmento traz melhorias, desenvolve a cultura, transforma pessoas, é da paz, da alegria!

Empresários do setor, unam-se! Sejam vocês os patriotas e finquem suas bandeiras em todos os pontos deste Brasil. Unam-se e criem representações pelo mundo afora e tragam mais turistas para cá. Ajudem a manter os brasileiros aqui para que conheçam seu país antes de cruzar os mares. Pensem primeiro em nossa terra, trabalhem com amor e não apenas no cunho comercial. Defendam e respeitem o meio-ambiente! O momento de mudar é agora. Mexam-se!

A caixa de sabão e o novo diretor de marketing

Meu grande amigo Luis Saini anda com uma caixa de sabão em pó no porta-malas de seu carro. A novidade foi contada ontem (15) durante o reencontro que tivemos com o Luiz Antônio Vendramini, o Totonho, a quem não víamos há mais de 20 anos.

Fomos jantar com nossas mulheres no Juca Alemão da Alvaro Rodrigues, no Brooklin – comida excelente, atendimento não tão bom.
- Mas por que você anda com a caixa de sabão em pó no teu carro?
- Adoro o cheiro do Omo e ao invés de comprar esses sachezinhos que custam caro e acabam logo, gasto apenas R$ 5 na caixa que depois pode ser aproveitada em casa! respondeu o convicto descendente de libaneses.
- Mas tem que ser Omo?
- Olha eu nunca experimentei o Ariel!
- E qual a técnica?
- Nenhuma, é só abrir o porta-malas e jogar a caixa lá dentro! O cheirinho de roupa lavada se espalha logo!
Virei pro Totonho, que é publicitário e dono da agência Law Comunicação, e disse:
- Bola aí um sachezinho com a caixinha da Omo e apresenta pra eles!
Mais gargalhadas dos três casais…

É muito bom ter e estar com os amigos. Rever o Totonho foi muito bom, pena que o Denis e Gi não puderam estar conosco, ele é um dos maiores workaholics que conheço e não pode parar duas horas para estar com a gente… Too Bad!

Fiquei sabendo que a direção de um grande hotel está trazendo um estrangeiro para ser o novo diretor de Marketing (DM) – nenhum brasileiro quer trabalhar lá, por que será?

Parece que o profissional é inglês, o que me faz lembrar do Alan Love – foi o primeiro DM do Grand Hyatt SP – que não entendia bulhufas do mercado nacional. O hotel ofereceu um jantar (2002) para seus clientes internos e nós da Gipsy Tours – na época eu trabalhava para o Oto – sentamos juntos com o Alan na mesa e tentamos convencê-lo para que trabalhasse com tarifas net ou diferenciadas.
- Aqui neste hotel as tarifas são iguais para todos. Não iremos diferenciar nada, quem quiser se hospedar pagará R$ 499!
Eu e o Oto nos olhávamos e não acreditávamos na visão dele. Bom, depois todo mundo sabe o que aconteceu… O hotel demorou para decolar, sofreu com a situação toda e quando o Sílvio Araújo assumiu o lugar deles, as coisas começaram a melhorar. E o Alan? Ele está muito bem! É o DM do Mandarin Oriental Riviera Maya e está morando em Miami. Um abraço Alan!

Espero que o profissional que irá, talvez, assumir o hotel, entenda que é ele que deve se adaptar ao nosso mercado e não o contrário, seu desafio é grande! Good luck! Bom, um abraço para você também, caro leitor, com votos de uma excelente semana! Fui!

Um presente hoteleiro para o Dia dos Pais!

Hoje o caçula acordou e disse:
- Bom dia Peter! Um feliz Dia dos Pais pra você!
- Com filhos que tenho, sem demagogia, todos os dias são como se fossem o meu dia! Obrigado!, devolvi.
- O que é demagogia?
- É quando falamos algo apenas para agradar os outros, quando não somos sinceros.
- Ah!
E saiu correndo para brincar com seus Legos.

Aproveito para desejar um feliz dia para todos os papais! Especialmente para o meu, que já subiu para o segundo andar. Espero que a mente Crística dele possa estar no centramento correto e, assim, continuar a sua jornada evolutiva. Aprendi muito com ele e tentei ensinar algo de novo também, afinal dizem as boas línguas que os filhos vêm para auxiliar os pais, é o que sinto com os meus filhos. É uma corrente evolutiva, um leva e trás positivo.

O Brasil está, desde a sexta-feira (7), com uma nova hotelaria, mais madura, unida e com grandes possibilidades de angariar valores que farão com que o turismo nacional tenha uma evolução digna e merecida!

As principais entidades do segmento hoteleiro estiveram reunidas em Salvador para apresentarem suas necessidades a um grupo de deputados federais. Fohb, FNHRBS, Resorts Brasil e ABIH, representadas por seus presidentes, decidiram criar várias frentes de trabalho para tratar dos principais assuntos e apresentar a Carta de Salvador até o dia 20 de setembro.

Foi muito gratificante poder estar lá nesse momento histórico e ver a felicidade estampada nos rostos de Rafael Guaspari, Norton Lenhart, Rubens Régis e Álvaro Bezerra de Mello. Mais felizes ainda quando escutamos Afonso Hamm, presidente da Comissão de Turismo da Câmara, dizer:
- A hotelaria é o segmento mais importante do turismo, sem hotéis não há como viajar, por isso queremos fazer todo o possível para ajudar vocês hoteleiros nas questões que os preocupam.

Entre essas questões, destacam-se: a flexibilização das Leis Trabalhistas, a redução de impostos, a criação de regulamentações para os navios de cruzeiros e o que se fará para a realização da Copa de 2014.

Sem querer puxar o sushi pro meu lado, sempre falei que a união faz a força, que é necessário pensar nas questões globais e não apenas de um único setor. Agora, vamos ver se as outras entidades do turismo podem se unir também! Abav, Braztoa, Aviesp, Avirrp, todas juntas em prol do desenvolvimento sustentável do Turismo Brasileiro! Um viva para todos! Fui!

Feios, sujos e malvados!*

Impressionante como uma secretaria da prefeitura de São Paulo pode, em um curto espaço de tempo, bagunçar com a vida de milhares de cidadãos, com a rotina de empresas que sustentam outros milhares de colaboradores por meio de trabalho construído e conquistado ao longo dos anos. E de repente, o chão se esvai e não há para onde correr, pois tudo continua parado.

As ações ditatoriais da prefeitura vem causando polêmica – talvez seja sua tática de marketing. Foi assim, quando há mais de dois anos atrás, o prefeito resolveu “limpar” a cidade, prejudicando milhares de famílias que trabalhavam e mantinham seus lares e empregados, que de repente se viram sem o que fazer – sei de um caso que o dono da empresa de fachadas teve um infarto, depois um AVC, imaginem a situação da família dele.

Eu não acredito em ações que beneficiem apenas parte da sociedade e prejudiquem a outra. A prefeitura tem a obrigação de realizar um planejamento minuncioso, ouvir as partes envolvidas, estudar a fundo e só depois chegar a uma conclusão. Esse negócio de primeiro vir com a lei e depois ir adequando a situação conforme as necessidades não resolve nada, pois o prejuízo e a “zona” já foram instaurados.

O mais engraçado é que todos sabem que o grande problema do trânsito em São Paulo é a enorme quantidade de caminhões que circulam pela cidade em qualquer horário. Por que não se faz nada em relação a isso? Já pensou o que está por trás da grande “máfia” dos caminhões? Companhias de seguros, autopeças, petróleo, etc. Imaginem o volume de recursos que está por trás de tudo isso e quantos são “beneficiados” para não agir. No caso dos fretados, não vejo um grande mal causado pela circulação deles, mas dos caminhões, ah essa atrapalha, e muito!

E o turismo? As medidas têm atrapalhado muito o trânsito de turistas em São Paulo. Não se pode mais fazer city tours, levar integrantes de seminários para outras praças, não se pode trazer pessoas doentes de outras cidades e estados para serem tratadas nos hospitais paulistanos. Os operadores de receptivos reclamaram muito na semana que se passou. O pior é a principal entidade de SP ligada ao setor que não fala nem sugere nada, diz que tudo vai ser resolvido e que não vislumbrou a situação que está ocorrendo. Bem, afinal eles fazem parte da máquina e precisam receber seus salários.

É a política, é essa maldita política que atrapalha o desenvolvimento do país. É o dinheiro recolhido que se esvai para alimentar os bolsos de milhares de corruptos que vivem sem produzir nada, é a corja que denigre a o brilhantismo contido nas mentes férteis e criativas de brasileiros que desejam ver um país desenvolvido, gerando empregos, criando indústrias verdadeiras, preservando o meio-ambiente e melhorando a vida das pessoas. Políticos feios, sujos e malvados que não têm visão nenhuma do que é a vida, do que somos, de onde viemos e para onde vamos.

O momento está chegando para que tudo isso acabe. Os valores verdadeiros serão resgatados. Quem viver verá. E os que desencarnarem também. Viva a Mãe Terra, essa sim é verdadeira razão da vida! Ahô!

* Feios, sujos e malvados é um filme de Ettore Scola produzido em 1976 e ganhador do prêmio de Melhor Direção em Cannes.

Dar tiro no pé é fácil, difícil é fazer o curativo!

Isso que dá ser otimista. Quando vemos algo errado ou denegrido, ficamos chateados. Dizem que é melhor é ser pessimista pois se a coisa dá errado, a expectativa foi alcançada e se der certo, ela foi ultrapassada. Nesta semana dois hoteleiros de Estados diferentes me contataram – Eduardo Camps, proprietário do Panamby, em Guarulhos e Gilles Grinberg, gerente geral do Deville Rayon, em Curitiba -, para falar do mesmo assunto: hotéis que ainda continuam reduzindo tarifas pensando que podem melhorar a ocupação.

Há quase uma década quando o boom hoteleiro ocorreu, era possível ver faixas em frentes aos hotéis com o valor de suas diárias escancaradas para o mundo. Até parece que o hóspede estaria por ali, de carro procurando um hotel.
- Olha querido, achamos! Um hotel baratinho!
- Doutor, olha só aquele hotel, vamos ficar ali?
- Cristina, por favor faça uma reserva imediatamente no hotel X, estou em frente e parece que o preço é bom!
Ora, por favor! Pensávamos como um meio de hospedagem poderia permanecer aberto praticando aqueles preços.
- É dar um tiro no próprio pé, pois com tarifas baixas não se pode investir no produto, se algo quebrar não será possível consertar, como fazer para renovar o enxoval? Como capacitar os colaboradores ou criar um plano de carreira para eles? Como manter o nível dos serviços oferecidos e, principalmente, como melhorá-los?

Depois, quando muitos hotéis fecharam, colocaram a culpa nas grandes redes.
- É, agora a cidade está cheia de hotéis novos praticando tarifas competitivas, meu amigo fechou um hotel lá na região central, não conseguiu aguentar a pressão.

Outro no bairro dos Jardins, pertinho da avenida Paulista também bateu as botas, fechou as portas. Durante vários anos nunca reformou, renovou, melhorou ou se preocupou em aprimorar o nível de seu staff, nunca quis trocar as TVs, nem a louça do banheiro, muito menos as torneiras. O queijo oferecido no café da manhã era da mesma marca havia anos, o pãozinho comprado na padaria da esquina era o mesmo. O uniforme do garçom – seu Mário – idem, foi branco um dia e já estava meio cinza, o sapatinho velho número 39 era um Vulcabrás, tadinho do seu Mário, se aposentou e está vendo o programa da Ana, de pijama, todos os dias. Ainda não entende o que aconteceu, por que o hotel teve que fechar?

Do outro lado da avenida, o Sr. Silva investiu 80% dos lucros em reformas, transformou o hotel e manteve sua equipe sempre capacitada. Trocou as janelas, portas, depois o piso, renovou os banheiros, trocou os colchões, substituiu lustres, arandelas, aparelhos de ar e TVs, comprou rádios-CDs-relógio, mudou o cardápio, trouxe uma nutricionista para fazer uma consultoria, viajou todos os dias pela internet buscando novidades e formas que outros hoteleiros operavam, ouviu muito seus hóspedes que viajavam constantemente e também contavam o que mais gostavam dos outros hotéis que conheciam nas viagens de negócios. Hoje ele está lá na cesta competitiva dos hotéis de rede e é um exemplo. Várias operadoras já sobrevoaram sobre ele querendo fincar suas bandeiras.
 
- Prefiro trabalhar sem marca mas com minhas marcas estampadas em todo o hotel. Trabalhamos em equipe, quase como uma família e estamos sempre tentando melhorar o serviço. Ao invés de trocar o carro por um do ano ou comprar casa na praia, o que acho uma estupidez enorme, preferi investir no negócio. Logo, logo poderei realizar um sonho antigo. Dar a volta no mundo e conhecer os melhores hotéis de todos os continentes! Já estou pensando na segunda unidade…

Uma pequena parcela da população utiliza a inteligência plena na tomada de decisões ou no desenvolvimento de novos negócios. Quase tudo é movimentado por impulso, inércia e o pior, copiando outros e se baseando em colocações feitas por amigos que também não entendem nada de nada… A vida não precisa ser assim, basta saber fazer a coisa certa não se importando com o que os outros pensam, aliás o pensar deve ser sempre com o coração, pois assim as intuições baseadas nos cases de sucesso são os exemplos que estão aí para qualquer um, é só googlear!

Ótima semana para todos e vamos torcer para que a reunião dos hoteleiros em Salvador seja um sucesso! Fui….

Em tempo: o acidente com o Felipe ontem em razão de um desprendimento de uma peça do carro do Rubinho e o outro ocorrido no dia 19 que matou o piloto da F2, Henry Surtees, depois que a roda de um outro carro bateu em sua cabeça, são um alerta para que as estruturas dos capacetes sejam repensadas e por que não proteger os pilotos com uma bolha plástica sobre os cockpits?

Bombas que estão nas pontas das canetas

As explosões das bombas nos dois hotéis da rede Marriott em Jacarta, na Indonésia, são atos covardes que visam criar o pânico nas pessoas. Depois de assistir Zeitgeist acredito cada vez menos no que dizem em relação aos terroristas. É engraçado que “eles” sempre ataquem pontos como discotecas, hotéis, trens e outros lugares onde transitam ou se divertem pessoas que não têm nada a ver com o assunto.

Eu nunca tive ímpetos terroristas e não acredito que a violência possa resolver qualquer tipo de assunto, porém se eu participasse como estrategista com certeza escolheria outros alvos. Iria direto na questão. De outro lado, com tanto poder e tecnologia que os EUA possuem é ridiculamente incompreensível como que eles não conseguem “achar” os terroristas.

Para quem ainda não assitiu o filme acima referido, nele o terrorismo é tratado de forma óbvia e clara: é uma ação conjunta de alguns governos que precisam se alimentar com a venda de armas, e para comercializá-las fica muito mais fácil prover o medo e a insegurança, assim pobres terráqueos acreditam que possam se defender de ataques dormindo com suas pistolas sob seus travesseiros. Outra forma para vender mais mísseis, granadas, bombas, fuzis e outros equipamentos inventados pela “turma do mal” é fabricar guerras por aí.

Imagine se Israel e a Palestina parassem de vez com a guerra. Para nós, cidadãos do bem, será lindo e maravilhoso mas, e para aqueles que vivem disso? Iriam parar de ganhar bilhões. Para se limpar o Tietê é preciso primeiro parar de jogar detritos nele. Para se obter a paz é preciso parar de fabricar armas.

Enquanto isso no Brasil, precisamente na linda Amazônia, o governo do estado quer regularizar os hotéis de selva. Primeiro deseja mudar a nomenclatura para Hotéis de Floresta e em segundo quer, por meio de um decreto unilateral criar normas para os empreendimentos, tudo baseado em alguns escritos da ABIH-AM. Por exemplo, uma das cláusulas do documento apresentado recentemente à Associação de Hotéis de Selva da Amazônia Brasileira (AHSAB), requer que todos necessitam ter energia elétrica. Como é que pode? Já perguntaram para os hóspedes o que eles preferem? Verificaram se as condições de sustentabilidade permitem tal condição? Tenho certeza que a AHSAB apresentará o decreto certo e que o governo amazonense concordará com o que os empresários donos de hotéis de selva disserem, afinal eles são os hoteleiros! Mas, e o governo? Ah, esse não entende nada de turismo, porque se entendesse, com certeza, esse país seria muito, mas muito, muito diferente mesmo! Fui!

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