Estamos quase há uma década no século XXI. No primeiro dia de 2009, a internet, o maior invento de todos os tempos, completará apenas 13 anos de história. O ano marca também os 20 anos da queda do muro de Berlim. Os Estados Unidos estão descendo a ladeira enquanto que a China está no caminho para assumir o posto número 1 da economia terráquea.
Os ciclos sempre mudam. Apesar de algumas derrapadas como Talibã, Bucho e Mensalão, além de outras coisinhas nefastas que poderiam ser colocadas todas juntas num cargueiro interestelar e despachadas pro planeta certo, estamos indo pra frente.
Acordo todo dia pensando em o que fazer de novo, o que inventar, criar, mudar, melhorar…Ir adiante! Aí na segunda-feira passada recebo a ligação de um grande amigo: “Acabei de ser despedido!”, me disse. O que aconteceu?, perguntei. “A história é longa, vou passar aí amanhã e te explicar”, respondeu. Fiquei imaginando o que poderia ter acontecido com o Roberto Silver*, profissional respeitado do mercado. Minha intuição é aguçada, me concentrei e a luz veio. Já sei o que aconteceu, pensei.
No dia seguinte, quando cheguei na redação um pouco atrasado (coisas do trânsito paulistano), ele já me aguardava. O que contou me deixou de queixo caído. “Não me deram nenhuma satisfação, mas acredito que duas situações acontecidas recentemente foram a causa. Um dia o gerente geral me chamou e disse para eu criar um caixa dois do extra oriundo do contrato de um fornecedor”, revelou. A resposta do Roberto foi que nunca havia feito isso. Não tem problema, eu te ensino: pede para um amigo receber na conta bancária dele e depois dividimos, rebateu o GG.
A segunda veio alguns dias depois. O braço-direito do GG pediu ao Roberto um recibo de R$ 5 mil. “O que posso fazer é comprar um bloco na papelaria e te dar. Ai você mesmo preenche o que quiser”, respondeu Roberto.
“O pior de tudo, Peter, é o assédio moral que sofríamos o tempo todo. Nas reuniões semanais do cômite com o gerente-geral, ele dizia absurdos, palavrões e ofendia os colaboradores. Trabalhar num clima assim é terrível!”, contou o ex-colaborador.
No fundo, acredito que a saída do Roberto foi a melhor coisa que aconteceu para ele. Tenho certeza que conseguirá uma recolocação em breve e num local que mereça sua pessoa.
Em relação ao gerente geral, tenho muita dó dele. Espero que mude e se transforme numa pessoa digna e merecedora da posição em que se encontra. Caso ele prefira continuar assim, com essa postura nazista e corrupta, desejo que colha o que está plantando. O mundo dá muitas voltas. Às vezes erramos, mas quando descobrimos que estamos agindo dessa maneira, temos a oportunidade de evoluir. O mundo se transformará quando descobrimos que dinheiro não é tudo. Boa semana para todos!
* Nome real preservado.
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