Arquivo de Maio, 2009

A falta de experiência de uma empresa especializada!

Fomos, a família toda, acompanhar o pequeno para assistir o filme Uma Noite no Museu 2 com o divertido Ben Stiller. A grande sensação foi ir à região central de São Paulo para ver a reabertura do Cine Marabá em plena avenida Ipiranga. O cinema foi um dos maiores da cidade e lembro muito bem em ter assistido ali, durante minha varonil adolescência, várias películas. Depois veio o período negro do fechamento dos cinemas de rua a ascensão dos de shoppings.

Só para constar: no edifício em cima do cinema fica o Hotel Marabá, que merece ser visitado pois foi um dos últimos trabalhos da arquiteta Janete Costa, que subiu para o segundo andar em dezembro de 2008.

Bem, fomos lá e infelizmente nem tudo era como antes, a começar pela falta de estacionamentos descentes. Existem vários que ocuparam antigos pontos comerciais como restaurantes e lojas – o saudoso Museu do Disco na Conselheiro Crispiniano virou um deles – e sinceramente não inspiram nenhuma segurança, primeiro porque o espaço deles é apertado e os manobristas ficam pra lá e pra cá com os carros dos clientes. A solução encontrada foi pedir uma vaga pra Santa Terezinha* e parar na rua mesmo.

Aí começa um outro problema, típico da região central de sampa. Caminhar meia quadra até o cinema não é algo prazeroso, muita sujeira na rua, mendigos mil, lixo acumulado embaixo dos postes centenários, enfim um descaso! Bom, chegamos ao Cine Marabá! O grande lustre de cristal bem no meio do saguão, onde fica a exagerada bomboniere, de um lado os guichês e do outro a entrada. Uma verdadeira confusão. Para comprar nossos ingressos foram sete minutos, pois o atendente que além de se concentrar em dar treinamento ao seu colega, me perguntou três vezes a quantidade de ingressos que eu queria -  juro que eu respondi com calma todas as vezes!
- En-tão se-nhor, são três me-ias e du-as in-tei-ras?
- Sim!
30 segundos depois:
- En-tão se-nhor, são três me-ias e du-as in-tei-ras?
- Sim!
90 segundos depois:
- En-tão se-nhor, são três me-ias e du-as in-tei-ras?
- Sim!
Depois, na hora de pagar, faltou troco… mais demora!
Com os ingressos na mão, tivemos que atrapalhar as outras filas para tentar chegar do outro lado, entre esbarrões pipoquiais e pedidos de “com licença” e “me desculpe”, conseguimos! A simpática e educada controladora de ingressos nos indicou o caminho e subimos as escadarias para chegar na sala 5. Mais um lance e estávamos dentro da sala que tinha metade das cadeiras nas laterais pois as escadas ficam bem no meio dela. Queria saber quem projetou a reforma. Sentamos na lateral e, enquanto as luzes não se apagavam, ficamos escutando o filme na sala vizinha e, mesmo depois do nosso filme ter começado, podíamos às vezes escutar um estrondo ou outro…

Resumindo: a impressão que tive é que era a estréia da Playarte na administração de um cinema: falta de treinamento, logística impensada e projeto mal feito. C’est la vie! La vie brésilien! Ah, o filme? Meu filho de seis anos adorou! Boa semana e um feliz mês de junho para todos! 

* Ver no post Qual será o santo dos hoteleiros?

Klaatu barada nikto!*

Ontem asssiti o remake do filme O Dia em que a Terra Parou – The Day the Earth Stood Still, com Keanu Reeves. Tenho o DVD da primeria versão de 1951, em preto e branco, e acho bem mais legal. O novo filme não é ruim, apesar da atuação mecânica de Keanu, que lembra muito o personagem da trilogia Matrix.

No primeiro filme, o alienígena Klaatu interpretado por Michael Rennie (1909-1971), vem ao nosso planeta para fazer, em nome de todas as civilizações interplanetárias, um alerta aos líderes terráqueos: “parem com as guerras porque elas causam um desiquilíbrio no Universo. Se continuarem, teremos que intervir.”

Na produção de 2008, o motivo da vinda de Klaatu é mais radical, ele vem para parar de vez com o principal problema da Terra ou seja, nós! Os infames seres humanos que estão destruindo o planeta com a poluição gerada em nome do de$envolvimento.

Não é de hoje que acredito em outras civilizações interplanetárias. É uma questão de lógica, o Universo sendo infinito abriga milhões de estrelas e planetas, é óbvio que existem outros seres! As negações feitas por várias pessoas podem estar baseadas em ignorância, egoísmo, medo e interesses próprios. O que aconteceria se os EUA admitissem a existência deles? Teriam que dizer que a energia nuclear e outros avanços tecnológicos foram ensinados por eles? Roswell e muitos outros casos seriam desmascarados e a revolta seria grande. As instituições religiosas perderiam o foco, pois afinal, eles não disseram sempre que somos a imagem e semelhança do Grande Organizador Divino (God)? E aí, como explicariam a imagem e semelhança dos extra-terrestres? Provavelmente, quando vierem para salvar o planeta, vão ser chamados de filhos do demo e serão recebidos com chumbo.

Precisamos aprender a olhar para o céu e não aos nossos sapatos, precisamos aprender a escutar o coração, olhar com amor para os outros! Aí, sisters & brothers, poderemos mudar finalmente a nossa história.

Uma coisa é certa, os hotéis poderão aproveitar a vinda deles e criar pacotes com experiências realmente únicas para os ETs, ou não? Bom, vou nessa! Ótima semana pra você!

*Klaatu barada nikto é o que o personagem Klaatu diz ao robô Gort para ele não sair matando todo mundo. No primeiro filme, esse momento é muito mais emocionante!

Gripes políticas e governos suínos

Primeiramente quero deixar claro que o título não visa degradar a classe animal suína, que tem sido massacrada desde os primórdios momentos da civilização – ou será anticivilização? – para a fabricação de salsichas, linguiças, pururucas, torresmos e tantos outros subsídios gastronômicos. Me refiro aos seres humanos que vivem na lama, aqueles que usam ternos de dez mil euros e fazem sujeira para obter recursos indevidos que deveriam ser utilizados para sanar a pobreza e fome, as doenças, promover a educação e melhoria constante… Continuo às vezes preferindo os animais do que os humanos.

Tenho pensado sobre essa gripe que chegou num momento crítico da economia mundial e penso que deve ser outra “doença” plantada com interesses que desconheço mas que posso imaginar muito bem qual seria o propósito de sua difusão.

Vamos escolher o exemplo da grande depressão norte-americana dos anos 30 do século passado. O grande banqueiro John Pierpont Morgan, conhecido como JP, inicia a crise divulgando na mídia que alguns bancos pequenos estariam à beira da falência, a notícia levou milhares de pessoas às portas das instituições financeiras para sacar suas moedas, conduzindo assim os pequenos realmente à bancarrota. O que fez o JP depois? Comprou a maioria dos bancos e fez crescer ainda mais a sua querida instituição.

Lembre-se portanto que as crises sempre beneficiam um terceiro.

Outro exemplo são os Rockefellers, poderosa família também norte-americana, que durante a 2ª Guerra mundial vendia armas aos russos. E por aí vamos. Deixo claro também que quando me refiro aos Estados Unidos, não estou de maneira nenhuma fazendo uma alusão à toda nação. A maioria dos cidadãos norte-americanos são “gente boa”, assim como nós brasileiros ou ingleses, franceses, chineses, turcos, armênios, judeus, árabes, iranianos, japoneses e outros “eses”. Infelizmente são os governanantes que acabam estragando nossa verdadeira missão planetária: a convivência pacífica e amorosa entre todos. Viver é tão fácil! Basta amar! E falando em amor, outro dia vi um adesivo num carro que reproduzo aqui:

“If people chose the power of love over the love of power,
the world would know peace”.
A tradução é:
“Se as pessoas preferissem o poder do amor ao invés do amor pelo poder,
o mundo poderia conhecer a paz”

(Jimi Hendrix)

Mas, voltando ao nosso assunto, quem está ganhando com a crise? Os bancos que sobraram? Alguns governos? Quem está definhando? Se estivessem jogando o Banco Imobiliário, qual tática usariam para enfraquecer um país ou continente? Vamos difundir uma doença no México para depois sermos seu anjo? Já sei! A gente dissemina uma gripezinha fajuta, a economia deles cai, o turismo acaba, ninguém vai querer ir prá lá, não é verdade? O país entra numa depressão tremenda e aí a gente assume eles! O Canadá já o nosso 51º estado. Se fizermos bú pra eles, nos entregam o salmão e o cheesecake! Nem exército eles têm! Aí criamos uma super-potência de novo, com uma nova moeda, mais forte que o euro e a coisa com a China muda de figura, afinal os chineses estão crescendo! Não podemos permitir isso!

O fictício diálogo acima pode ser não tão fictício assim. Pois para ter poder os escrúpulos são meros coadjuvantes que são varridos pra baixo da cama. E quando eu falo dos governos, não estou me referindo ao Obama ou ao Lulinha, que nada! Eles não governam nada! Quem manda são outras pessoas. As famílias da grana, dos remédios, das grandes mídias… E por aí vai. Vivemos numa realidade projetada por eles, assistimos, sonhamos, comemos o que eles querem. Somos apenas formigas comendo um pouco do mel derramado propositadamente na pia da cozinha e o pior, nos deliciamos com isso! Que a semana seja próspera! Fui!

O aprimoramento do mercado, acima de tudo!

Lembro bem quando resolvemos criar o Hôtelier News há seis anos. A ideia fundamental em poder divulgar notícias que resultem no aprimoramento da hotelaria e consequentemente do turismo também.

Publicar novidades e ações que façam os hoteleiros pensar e criar novas soluções baseadas em ações realizadas seja pelo mercado nacional ou internacional. Continuamos fazendo exatamente isso e digo mais: de maneira ética, sem matérias pagas, com apuração constante, resultando em credibilidade.

É verdade que a hotelaria lá dos EUA e da Europa caminha com a vantagem de algumas décadas, principalmente da América do Norte, pois não é de hoje que sabemos quem criou o marketing e o maneja tão bem. As novas marcas lançadas nos últimos cinco anos ainda não chegaram por aqui. Aloft, W, Hyatt’s Place entre outras não conseguiram galgar investidores ainda. Espero que em breve possamos ter o orgulho em divulgar a abertura de hotéis com conceitos e valores atuais.

Bom, voltando ao nosso assunto, em agosto de 2004, ou seja um pouco mais de um ano após termos lançado o Hôtelier News, resolvemos organizar nosso primeiro evento, o Hotel Internet Marketing, que foi realizado no dia 9 de setembro – para ler a matéria basta clicar aqui. Admitimos, agora, que talvez o momento não fosse aquele, pois convencer um hoteleiro independente a instalar um sistema de reserva online em seu site parecia ser coisa do outro mundo.

Pois bem, na sexta-feira da semana passada, decidimos organizar a segunda edição do evento e, é óbvio, com temas ainda mais atualizados. Consultamos alguns parceiros da tecnologia que concordaram com a ideia. Ao nos reunirmos com um deles, uma das principais empresas de tecnologia internetiana do país, ele me disse:
- acabei de sair de uma reunião onde me convidaram também para participar de um evento similar que será realizado no dia 7 de julho, falando sobre e-commerce.
- Não acredito, que concidência! Vamos unir os esforços e fazer um evento só? Assim ganhamos tempo e público? Sugeri.
No mesmo instante, o parceiro ligou para o mentor do outro evento e marcou uma reunião para dali a três horas para discutirmos a situação.

Quando cheguei ao encontro, fui apresentado a ele que depois de me ouvir, comentou:
- Puxa que pena! Se você tivesse me procurado há duas semanas, poderíamos ter feito algo juntos! O problema é que já conversei com o pessoal de um outro veículo de imprensa e acho que eles não vão querer partilhar o evento.
- Não tem nenhum problema, podemos compatilhar a divulgação e o que vocês já decidiram comercialmente continua valendo, não nos metemos no assunto, queremos apenas divulgar, respondi.
- Não sei, preciso conversar com eles, retrucou.
- O que é mais importante? O mercado ou o evento? Quem está acima de nós, veículos de imprensa, não é o mercado? Eu não me importo em divulgar o evento em conjunto com a outra mídia, pois o que me importa é aprimorar o mercado, só isso.
- O que você pretende ganhar com o evento? Me perguntou o jovem rapaz.
- O aprimoramento do mercado, apenas isso! Respondi.

Bom para resumir, ele ficou de conversar com o pessoal do outro veículo, que tem mais de três décadas de estrada mas, sem querer ofender, a mentalidade da idade média.
- Aposto que eles não vão topar, disse para a Solange quando saímos da reunião. Dito e feito. A postura egoísta se comprovou.

Agora, eu pergunto para vocês o que é mais importante: o aprimoramento do mercado está acima de tudo e de todos? O desenvolvimento de todos para o bem de todos? É impressionante como, mesmo estando no século 21, ainda existam senhores feudais que acham que estão ganhando não sei o que com ações tão mínimas e egoístas. Tenho orgulho em ser assim e agir ao contrário dessa vã filosofia. Durmo em paz todos os dias!

Aproveitando, desejo a todas as mães, especialmente à minha por ter me ensinado o verdadeiro valor da vida junto com meu pai: a honestidade, decência, ética e a busca do aprimoramento de todos! Fui, com desejos de um Dia das Mães com muito amor e alegria! Vivam felizes sempre mamães!

Ser feliz é ser infantil, por isso não cresça!

O post de hoje é dedicado a você ser humano e minha sugestão é que todos nós utilizemos esta oportunidade para avaliar tudo que temos feito até este momento e, principalmente, o que planejamos fazer daqui pra frente.

O que passou virou história e as experiências que deram ou não certo servem para ajudar nas próximas decisões. Não há certo nem errado, porque naquele momento que você decidiu fazer a ação estava 100% convencido que estava tomando a decisão correta! É e isso que está valendo.

Tudo faz parte da nossa evolução, do aprendizado. Então, respire fundo, concentre-se e siga adiante!

Durante toda a nossa existência fomos julgados e avaliados pela nossa aparência. A sociedade sempre esteve mais ligada na casca e não no interior de cada um. Temos sido futéis acreditando que os bens materiais estão acima das qualidades do caráter. A maioria se vangloria pela Mercedes na garagem e se esquece da essência do ser humano. Os papéis estão invertidos e lutamos todos os dias em busca dessa Mercedes. Felizmente existem exceções.

 Algumas sociedades gastam bilhões de dinheiros para fabricar armas e incitam guerras para depois vendê-las e assim encher suas contas bancárias com somas que são mais do que necessárias para alimentar todos os famintos. Amarga ilusão. Conheço uma figura milionária que já passou dos 80 e vive apenas com R$ 3 mil por mês. Pergunto para ela: para que você mantém essa grana toda? Ela não responde, não sabe a resposta. Cresceu e foi educada com os valores invertidos.

Como disse, não existem culpas, apenas experiências. O mais importante é você saber que são dois caminhos a seguir. Essa noção vai facilitar na sua decisão para a escolha deles no futuro. Siga o exemplo das crianças que nascem puras e depois acabam sendo contaminadas pelos valores inversos quando chegam aos sete anos. Vamos seguir o exemplo delas e ser crianças para sempre? Com certeza o planeta ficará numa situação diferente! Boa semana para todos!


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