Arquivo de Julho 5th, 2009

Os pequenos diretores de empresas extra grandes

A mulher de um amigo foi despedida de uma grande operadora na semana passada após dez anos de serviços prestados. Quando a colaboradora foi chamada pelo DP para ser comunicada de sua saída, ela, normalmente, indagou:
- Mas o que aconteceu, por que estou sendo mandada embora?
- Desculpe mas estou aqui somente para lhe comunicar, não sei os motivos, respondeu o algoz funcionário.
Junto com ela foram demitidos cerca de duas dúzias de outros colaboradores, todos na sua maioria com muitos anos de dedicação na empresa, 15, 20 anos…
- Se ao menos soubesse o motivo, estaria satisfeita!
Grande engano. Todos saíram sem saber os motivos, sem nenhuma satisfação ou agradecimento.

Muito triste esta atitude feudal e de empresa que não dá a mínima para seus colaboradores e muito menos para os hotéis que vende, aos destinos que atende de forma predatória e sem a mínima preocupação com a sustentabilidade. O que custaria um dos diretores vir falar, agradecer e explicar que a empresa está se restruturando?

Falando em atitude, sexta-feira às 20h30 resolvi fazer as compras da semana no hipermercado Extra da Marginal Pinheiros – ah que saudades da época do Paes Mendonça! Depois de 50 minutos de tira-da-prateleira-põe-no-carrinho-e-risca-o-item-da-lista, fui pra fila em terceiro lugar. O casal que estava passando suas compras parecia estar sozinho no local, ele tirava um item de cada vez e entregava para o caixa, depois, coçava a cabeça, falava algo para a mulher e lentamente pegava outra mercadoria, depois de 15 minutos, perdi a paciência e falei pro cidadão:
- Será que não dá para para você ir pouquinho mais rápido?
- Você tem que aprender a esperar! Eu quando estou na fila, espero!
- Você deveria morar numa ilha sozinho pois não tem respeito pelos outros. Acha que está sozinho? Não pode ser normal e passar suas compras em uma velocidade aceitável?
Depois de uns vá-va-vás e caras feias em ambas direções, reparei que apenas 30% dos caixas estavam operando. Sem dúvida, fui em busca do gerente.
- Por que existem poucos caixas?
- Realmente nesta noite faltaram alguns funcionários, pedimos desculpas pelo incoveniente, me respondeu a gerente.
- E por que não há empacotadores?
- Eles trabalham apenas até as 21h.

Os hipermercados estão parecendo bancos, você paga para eles guardarem seu dinheiro e você é quem faz tudo. Entra na internet, paga as contas ou vai no caixa eletrônico para fazer a mesma coisa. Nos caixas, apenas três gatos pingados que trabalham mais ou menos, como se lhe fizessem o favor em atender a sua pessoa. Cansei do Extra, mesmo sendo da mesma empresa, prefiro ir no Pão de Açúcar, não me importo em pagar um pouco mais e ter um atendimento de acordo com minha expectativa.

Alguns hóspedes têm o mesmo pensamento. Preferem pagar mais e ter suas expectativas no mínimo atendidas. Emiliano, Fasano e outros hotéis-boutique atuam assim e vivem lotados. De outro lado, os econômicos – não estou fazendo uma comparação com o caso Extra – não prometem nada além de um bom atendimento. Isso é o mínimo exigido. O hipermercado do Morumbi em questão é um popularzão, mesmo que 85% de seus clientes sejam da classe média.

Confesso que, quando nos acostumamos com o conforto (ainda mais quando estamos passando pelo cabo da boa esperança), fica dífícil aceitarmos qualquer coisa. Mas, vai aí uma dica, reclamem, exijam seus direitos e procurem sempre aprimorar tudo. Assim, a vida melhora para todos! Boas semana e votos de um bom feriado na quinta-feira!


Os mais clicados

 

Julho 2009
S T Q Q S S D
« Jun   Ago »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.