Dizem que é uma utopia, que o mundo é assim desde a sua existência, mas acredito piamente que ainda conseguiremos de uma forma, ou de outra, superar as necessidades materiais para focá-las nas espirituais. Tenho absoluta certeza que o projeto da raça humana ainda dará certo. Dizem também que o tempo está esvaindo e o ciclo terminando. Na dúvida, melhor respeitar do que ignorar, pelo menos poderemos fazer alguma mudança favorável.
Digo fazer para aqueles que realmente conseguem enxergar ou sentir que dentro de seus corações existe a verdadeira chama do amor e do respeito. Respeito por si em primeiro lugar para depois conseguir olhar aos terceiros. Tudo o que fazemos com esses dois sentimentos fazemos bem e aí os resultados são alcançados.
“Esse não gosta do que faz”. Quantas vezes escutamos, pensamos ou até comentamos com quem está ao nosso lado sobre uma atitude de algum profissional que está nos atendendo em um determinado momento. A notoriedade da atuação forçada e esmagada por alguma necessidade material gera, com certeza, um resultado abaixo da expectativa de quem está sendo atendido e do próprio atendente.
O ser humano precisa aprender a escutar o seu coração. As conversas com meu guru e grande irmão me fizerem relembrar os sentimentos que eu vivenciei na adolescência, o período que considero ser o mais importante em nossa evolução. As ações do jovem naquele momento são baseadas nas sensações e aptidões que afloram diretamente das suas necessidades mais sinceras, ou seja, vindas diretamente do seu coração, são puras! É naquele momento que ele descobre suas reais intenções de crescimento e amadurecimento. Em seguida, as razões vomitadas por terceiros sepultam esses valores. A mente sobrepõe-se ao coração e é aí que começa a lambança.
As necessidades em alcançar valores de consumo, descarregados torrencialmente pelos artifícios da comunicação visual durante a maioria dos programas exibidos pelas estações, nos enganam e nos fazem querer ser “melhores” que os outros, simplesmente pela aparência.
Ainda bem que as novas gerações estão chegando com mais ímpeto, negando esses valores, que começaram no pós-guerra da metade do século passado, e descobrindo que nossas reais necessidades estão baseadas simplesmente na vontade de nosso coração.
Quando fazemos algo com amor e para nós mesmos, fazemos bem! Minha sincera sugestão nesta linda manhã domenical paulistana é que você, na primeira oportunidade que tiver, pare e analise. Sua vida atual está baseada nas reais vontades que você tem? Você é verdadeiramente feliz? Deslique o rádio, seu iPod ou a sua TV e escute apenas o seu coração. Pergunte pra ele: eu estou fazendo o que realmente é o meu mais puro e real desejo? Estou fazendo para mim ou para o outro? Estou sendo eu? Ou estou fazendo algo porque alguém me disse que assim é melhor? Dedique este momento para ti. Você merece! Tu és o ser mais lindo que você conhece! Ame-se! Os resultados serão inacreditáveis!
Esta é a verdadeira vocação do verdadeiro hoteleiro, do anfitrião, que abre as portas de sua casa, oferece o melhor possível e é retribuído pela volta do seu amado hóspede! Seja feliz! Boa semana! Ahôu!
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