A passagem do tempo anda esquisita. Não é de agora que ouvimos as pessoas comentarem: nossa, como o tempo está passando rápido! Caraca, estamos quase no mês X! Pois é, e eu completo dizendo que parece que o penúltimo show do U2 no Brasil, da turnê Vertigo, foi há dois anos e não cinco (2006). Realmente, a impressão é de vertigem mesmo.
Fomos assistir o 360º, atual turnê da banda irlandesa. Já havíamos registrado em nossas mentes e corações as outras duas edições (Pop e Vertigo) e nossa expectativa era grande, conseguimos comprar ingressos para a Red Zone, ficando a dois metros da passarela. E foi só isso. Tirando os desfiles de Larry, Adam, Edge e Bono, o show foi menos emocionante do que o de 2006. Faltou energia, garra, até o público aplaudiu menos. Não que não tenha sido válido, foi sim, mas a emoção e energia foram menores.
A mega estrutura do palco, que parecia uma aranha de quatro patas, além do telão circular, que na metade do show desceu até o chão. Hipermegablaster. Mas e a música? As canções que o Bono tão bem sabe cantar? E a sinergia entre ele e o público? Será que foi porque estávamos na lateral? E a energia era direcionada pra frente? Conversei com a Miriam (Torres), que foi no mesmo dia e ela concordou: o show anterior foi melhor.
Muita gente criticou também a visão de marketing aplicada justamente no conceito do palco, que permite a venda de ingressos na suposta área de trás do palco. Isso é a pura aplicação de revenue management, além de deixar mais gente assistir o show (business).
Mas a essência da banda se dissipou, tanto é que mesmo tendo ingressos para o dia 13, resolvi repassá-los para meu filho e minha sobrinha. Comparando o show com a hotelaria, é a mesma coisa que ter um hotel de luxo sem serviço, sem glamour. Faltou algo. E o recorde registrado como sendo a maior turnê (em arrecadação) de todos os tempos, demonstra que a preocupação realmente foi econômica. Vou assistir o DVD e relembrar melhores momentos ‘cos this time I didn’t found what I was looking for. Aho!
Well, well mas uma coisa eu esqueci de te comentar.
Estávamos eu e minha amiga observando o relógio. Logo percebemos que o tempo estava mais rápido. Logo minha ficha caiu e fiz a observação prá ela:
A banda não é boba nem nada e alerta no relógio: O tempo de fato está passando mais rápido e vc não tá percebendo?
O palco era uma grande nave. E na entrada, guess what, pegaram um dos caras mais marcianos que já cantaram nesta história, David Bowie e na nave aparecem os caras chegando… e na nave eles partem no som de Elton John.
Outro grande alerta de muitos tempos: One, a música, a ONG. Somos todos Um.
A arte imita a vida. Os artistas inspirados pelo Divino.
Olhos para quem quer ver. Ouvidos para quem quer ouvir.
É verdade Miriam! Eu senti isso também, além disso, o discurso do líder africano foi bem enfático. Sem dúvida o U2 recebe inspiracões divinas, assim como outras bandas e artistas. Quer mais inspiração do que Imagine de Lennon?