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Gerentes Gerais oriundos do Comercial X apenas do Operacional: qual deles você contrataria?

Os perfis estão mudando. E já faz tempo, mais de dez anos. Antigamente o gerente geral era formado com base nas áreas operacionais do hotel. Tinha ao seu mando, de um lado a governanta e do outro, o controller. Os dois continuam do seu lado, firme e fortes e tão necessários quanto outrora. Desses tempos pra cá outro profissional se uniu ao trio, o gerente de Vendas, formando então o quadrante solar dos meios de hospedagem de médio porte para cima – me refiro ao faturamento e não ao tamanho do hotel.

O profissional de Vendas leva consigo uma significativa vantagem sob o profissional de Operações. As viagens que faz indo para feiras e eventos no seu país ou em meandros internacionais permite que visite outros hotéis concorrentes, saiba das novidades com maior rapidez e, claro, esteja com a cabeça voltada para as vendas, tão necessárias nos dias atuais.

Óbvio que não é possível generalizar, cada caso é diferente, mas hoje em dia se você precisar contratar um diretor ou gerente geral, de qual área você prefere que ele seja?

Aliás falando na nomenclatura do cargo, na semana passada cheguei na redação e exclamei para todos:
- Gente, boas novidades, a Daniela Pereira foi promovida para gerente geral do Staybridge Suites São Paulo!
- Promovida? Mas ela não era diretora de Marketing e Vendas do InterContinental São Paulo? Quem manda mais o diretor ou o gerente?, indagou a Bel!

E não é que é lógico? Então fica a dica: se o seu hotel tem um gerente geral, tenha um gerente de Vendas, e se tiver um diretor de Vendas, que tenha um diretor geral. Easy!

Escrevo este post de Porto Alegre a caminho de Caxias e depois Montevidéu! Aho!

Hoteleiro: mude suas tarifas diariamente!

Tem gerente geral que ainda trabalha com tarifários semestrais, ou seja muda os preços apenas duas vezes por ano. Isso me faz lembrar aquela piada dos dois homens que vão à farmácia comprar camisinhas. O mais jovem, solteiro, pede o kit com seis e sai gabando-se que é para a semana toda (segunda à sábado), o outro, um pouco mais velho e casado, escolhe a caixa com 12 e sai triste, pois é para o ano todo.

Hoteleiro, o sistema mudou! Nos dias de hoje tem hotel que muda seu tarifário três vezes por dia! Claro depende da demanda, se ela sobe, aumenta a tarifa, se cai, diminui o preço, nada mais lógico, certo?

Puxa, mas como consigo controlar as tarifas e disponibilizá-las nos diferentes sites de venda?
Hoje existem ferramentas que possibilitam controlar todas ações com um simples “enter”.

E o que faço com as operadoras que me pressionam para dar tarifas baixas e ainda comissioná-las em 30%?
Trabalhe com as tarifas que você desejar e não as que elas querem. O hotel é seu, ou delas? Me desculpe, mas comissionar tarifas em 30% é coisa pra sócio, elas são sócias do hotel? Dividem as despesas com você?

E com as tarifas corporativas? Como subimos as tarifas delas?
Primeiro, ofereça tarifas acordo para aquelas empresas que comprem um número mínimo no mês. Não vá abrindo as portas (para não dizer as pernas) logo de cara só porque é uma empresa. Por que é preciso dar tarifas especiais para elas? Elas nos dão tarifas especiais quando vamos comprar carros, roupas? O Abílio Diniz nos dá preços especiais já que somos clientes fixos de seus supermercados? As companhias aéreas dão descontos especiais se formos lá bater em suas portas? Aliás, onde é que ficam as portas delas? Quando vamos comer em um restaurante pela décima vez, ganhamos algo? Só algumas pizzarias delivery é que imprimem seus cuponzinhos de “junte dez e troque por uma pizza”. Mas, de resto, pagamos o que eles pedem! E por que temos que oferecer tarifas especiais para empresas que ficam brincando de leilão com os hotéis?

Hoteleiro, valorize-se! Cobre preços justos que possam permitir o investimento constante em seu empreendimento. Tarifas justas se transformam em implementações de serviços e amenidades, que puxam as tarifas para cima! Lembre-se: particar tarifas baixas é assinar o documento de concordata!

Treine seus colaboradores, ofereça o melhor serviço e orgulhe-se em cobrar uma tarifa justa e digna! Repito o que escrevi no post passado: venda suas tarifas mais baratas no teu site, se alguém ligar para teu 0800, cobre mais caro! A tarifa no site não custa quase nada para você, já na tua central de reservas, no mínimo, custa o que você paga de salário para teu colaborador que pode estar dando uma atenção especial para teu hóspede! Fui. Aho!

Tarifas pizzativas

Tenho escrito freqüentemente neste blog sobre a necessidade dos hoteleiros trabalharem em prol de tarifas condizentes com os serviços oferecidos em seus meios de hospedagem. Confesso que para você leitor, às vezes o assunto possa ficar repetitivo, mas percebo que ainda temos que bater nesta tecla.

Escrevo dentro do avião, voltando para São Paulo, após ficar uma semana no Rio Grande do Sul, onde na sua capital visitei alguns hotéis, reencontrei amigos e conheci novos profissionais da hotelaria. O objetivo principal da viagem foi o Festival do Turismo de Gramado, feira que fecha o calendário de eventos grandes do ano, neste magnífico país.

Como não conseguimos hotel na cidade do Natal Luz, optamos por ficar em Caxias do Sul e, como sempre, os parceiros da Rede InterCity nos brindaram com a hospitalidade na cidade (e em POA também), distante 70km de Gramado e com cerca de 500 mil habitantes.

Pois bem, relatos me deixaram perplexo em relação às tarifas aplicadas pelo mais novo hotel mid-scale aberto na região. O empreendimento, que é operado por rede, entrou no mercado oferecendo tarifas soft opening e permaneceu com elas por quase um ano. Já escrevi em outro post: o momento de abertura de um hotel, dependendo de sua categoria, é o melhor para ajudar a aprimorar o mercado. A fórmula é simples: hotel novo já se difere dos outros por ser simplesmente, novo! E por que, ó raios, tem que se abrir com tarifas mais baixas? E o pior, o que os hotéis independentes vão pensar dos empreendimentos de rede? Que são vilões? Que acabam com o mercado ao invés de aprimorá-lo? Obviamente não são todas as redes que trabalham assim e por isso deve-se criar comitês visando a união do segmento, onde a troca de informações serve principalmente para a melhoria.

E foi isso que foi feito. Explicaram aos investidores do hotel que a prática de tarifas baixas servem apenas para direcionar o empreendimento ladeira abaixo. Como pode-se, por exemplo, praticar a manutenção preventiva se não há como ter budget? E a capacitação? Com treinar colaboradores se não há verba? Eles entenderam o recado e agora, a rede não pode alterar as tarifas (para baixo) sem o aval do conselho. Ótimo! É isso! E ai daquele que vier abrir um hotel da mesma categoria praticando tarifas menores. Capacitação nele!

As tarifas em Caxias ainda estão baixas, e a comparação é triste. Ir comer uma pizza em um dos melhores restaurantes da cidade custa quase o preço de uma diária com café da manhã num mid scale. É mole? Dá para comparar? E pra finalizar: quando vamos comprar passagens aéreas, seja para onde for, aceitamos o que as companhias aéreas oferecem. Não damos um pio! Será que a solução seria vender diárias apenas on-line? Ah, e se ligar para o hotel para comprar, que seja mais caro! Fui! Aho!

Transformar a pousada em motel na baixa estação?

Outro dia fui convidado a participar de um painel. Um dia antes do evento, analisando os tópicos vi um que me chamou (muito) a atenção: transformando a pousada em motel durante a baixa estação. Achei um absurdo alguém pensar em misturar duas estações energéticas em um mesmo local. Imagine a cena.

O diretor grita: take 1, tomada 1, silêncio!

A família acorda de manhã (isso se conseguiu dormir) para tomar o desjejum matinal, no caminho do restaurante se depara com o um casal fazendo check out: ela, uma garota, loira platinum turbinada, de programa, com botas e minissaia, casaquinho de onça, e ele, um veiaco com correntes de ouro, óculos e sapatos brancos, blazer de veludo e pulseirinha de cobre dos anos 80 com uma caixa de viagra no bolso.

A menina, filha e parte integrante da família vira e pergunta:
- Mãe, o carnaval já começou?
- Quieta filha!

Mais uma: take 2, tomada 220V, silêncio!

A mãe diz ao filho de 4 anos que está deitado no sofá-cama do chalé conjugado (sabe aqueles chalés juntos de pousada?).
- Tá bom Beto, vou contar uma história pra você dormir
Ela sai da cama, enquanto que o marido lê seu livro e vai até a cama do Beto, senta-se na beira e começa:
- Era uma vez um…
De repente, escutam um grito vindo do chalé ao lado, a princípio todos ficam preocupados, mas o grito se transforma num gemido alto (daqueles mesmo), que a vizinha não consegue controlar enquanto seu parceiro lhe proporciona prazer. Os gritos e gemidos aumentam, a cama deles começa a fazer nhec-nhec-nhec e tum-tum-tum na parede, ele começa a soltar alguns gemidos também, verdadeira onda de uma torrente sexual daquelas de fumar dois cigarros ao mesmo tempo depois do ato, que nos deixa com aquela sensação de ‘somos deuses ou não?’.
O pai, desesperado, levanta e liga a TV num volume mais alto do que o costume, a mãe, sem saber o que fazer fala pro filho ao mesmo tempo que põe as duas mãos, uma em cada orelha do menino, que começa a chorar…
- Dorme querido, dorme!

As cenas burlescas descritas acima podem até acontecer dentro de um meio de hospedagem que de repente perde sua verdadeira alma, ou melhor, sua categoria, o segmento para qual foi projetado. Ou será que ele já nasceu sem categoria mesmo? É mais provável! Já que muitas pousadas são construídas sem o(s) proprietário(s) ter(em) a noção exata de quem será o cliente, qual tarifa a ser aplicada, trabalhando apenas com foco na sazonalidade indolente.
- Mas, como vamos fazer para trazer os clientes para a pousada, querido?
- Eles virão meu amor, temos mais de 50 casais amigos e estes têm mais um montão de conhecidos, um indica ao outro e assim eles virão, você vai ver, a pousada será um sucesso!
Seis meses depois, o pousadeiro está desesperado, não aguenta mais pagar os gastos fixos.
- Esse país é uma porcaria mesmo! Investi um monte de dinheiro nessa pousada e nada acontece!
- Eu bem que avisei, né bem?

É a mesma coisa que acontece quando a família vai almoçar na tua casa e você resolve inovar cozinhando um prato diferente, que agrada a todos, até a sogra elogia!
- Você deveria abrir um restaurante Amadeu, diz o cunhado.
- É verdade meu filho, você cozinha tão bem!
- Vai ser um sucesso! Completa o avô.
Um ano depois, o Amadeu se…

Na vida, tudo é simples. Você tem problemas com o carro, leva na oficina mecânica; dor de dente, vai ao dentista; precisa de dinheiro, vai ao banco; brigou na rua com um maluco do trânsito, liga pro advogado; a gastrite aperta, vai no médico; tá com encosto, vai no centro de umbanda e assim por diante. Mas, contratar um consultor de hotelaria quando tem problemas de ocupação e nem sabe calcular o custo de sua diária, nem pensar né? Pra quê? E o medo do consultor chegar e falar que fez tudo errado e que gastou o que não precisava? E por que não contrata a consultoria antes de começar a assinar as folhas de cheque?
- Não precisa de consultoria coisa nenhuma, querido! Administrar uma pousada é a mesma coisa que tomar conta de casa, é ter uma pessoa para limpar, outra para cozinhar. A Vandinha pode ficar na recepção e o Arnoldinho pode até fazer o site! Pra que gastar dinheiro com um consultor?

Infelizmente, tem gente que pensa que economiza 30 mil dinheiros em consultoria e gasta 60 mil em banheiras de hidromassagem que são instaladas no meio de hospedagem, ao ar livre, situado em uma cidade que só chove e faz frio. Gastam tulhões na decoração da recepção, compram obras de arte de milhares de reais para fazer bonito à decoradora e negociam centavos no salário do gerente. Constroem uma cascata de pedras e compram a bomba mais barata do mercado.

E na hora que o índice da ocupação cai, ao invés dos hoteleiros se reunirem para dialogar, estudar cases ou mesmo contratar um consultor para o grupo, pensam em transformar suas pousadas em motéis! Acho que meu filho de 8 anos daria uma solução melhor! Como dizia o velho Yuri: por favor! Aho!

Se o Turismo fosse prioridade…

Se o segmento do turismo fosse realmente prioridade no Brasil, cujo potencial para a área é o maior no planeta – não canso de repetir isso -, as notícias ruins não seriam publicadas e, assim, a imagem do país não seria tão negativa no exterior.
- Quando morava na Bahia, meus familiares que vivem na França ficavam sabendo dos assaltos com turistas em Salvador antes do que eu!
É o que relata Jérôme Dardillac, chef executivo do Sofitel La Reserva Cardales, na Argentina. Minha pergunta para ele foi a seguinte:
- E em Paris, turistas também são assaltados?
- Infelizmente isso acontece por lá, mas não é divulgado.

Sabem por que não é divulgado? A municipalidade de Paris tem orgulho em administrar a cidade que mais recebe turistas no mundo. De acordo com o site eHow, mais de 70 milhões de pessoas visitam a Cidade Luz, só a Torre Eiffel é visitada anualmente por 6 milhões de turistas. É mais do que o Brasil recebe de estrangeiros por ano. OK, a pergunta é a seguinte: qual é a prioridade do governo francês? O turismo, é claro!

E no ímpeto em preservar a cidade, o que se faz? Qual seria o diálogo com os donos dos principais jornais de Paris, e até da França, com o governo?
- Senhores, peço que não publiquem nada sobre assuntos negativos relacionados ao turismo. Dependemos desse segmento para nosso desenvolvimento e vocês estão inclusos nessa engrenagem. Peço que antes de tomarem qualquer decisão, escutem o patriotismo contido em seus corações!

Do outro lado do Atlântico, a primeira ação que se faz é publicar tudo que acontece com os turistas, roubos, assassinatos. E vocês pensam que as notas são singelas e discretas, que nada! São escancaradas mesmo.
- Todos os dias antes de enviar o jornal para nossos hóspedes, tenho que ver a capa para poder escolher qual deles deve subir para os apartamentos. O Globo, nem parece que faz parte das mesmas organizações, pois na novela da oito, o Rio é mostrado em imagens lindas e no jornal é o inverso. A declaração é de um gerente geral que prefere não ter o nome revelado.

Se o turismo fosse prioridade dos governos que já passaram por Brasília ou pelas capitais de todos os estados – exceto a Bahia dos bons tempos -, as atitudes seriam outras. Se o turismo fosse prioridade neste Brasil, as ações seriam outras… Quando será que isso será possível?

Em Buenos Aires, de onde voltei na sexta-feira após vivenciar a festa de 100 anos do Marriott Plaza, um evento imperdível, a zona turística é preservada com afinco. Recoleta, Retiro, calle Florida e outras áreas são tratadas com prioridade, pois é lá que a maioria dos turistas estão.

Enquanto isso, em Copacabana, uma das praias mais famosas do mundo, nada ou quase nada é feito. Quanto custaria por hotel para implementar um serviço de limpeza e segurança na orla e nas três quadras internas, até a Barata Ribeiro, por exemplo? E no Pelourinho então? E na região central de São Paulo, ou em Olinda, São Luiz e outros destinos brasileiros? Mãos à obra hoteleiros, operadoras e outras engrenagens do Turismo! O tempo urge, o momento de reversão é agora! 2014 é o ano em que o Brasil pode ser recolocado na rota do turismo intenacional, com era antes da ditadura e da grande corrupção avassalar nosso lindo país!

Fui, com votos de uma excelente semana para todos! Aho!

Desbravando fronteiras e transformando donos de hotéis em Hoteleiros

Muito prazeroso poder estar na primeira edição da Fispal Bahia Hotel dentro da 1ª Fispal Bahia, realizada entre 27 e 30 na capital baiana. Parabéns ao Marco Antonio Mastrondonakis, presidente da Brazil Trade Shows (BTS), promotora e organizadora do evento. Ele teve a visão de iniciar um processo que trará excelentes possibilidades para o desenvolvimento da hotelaria da região do Nordeste.

Neste ano, o espaço foi modesto, mas a ideia, no ano que vem, é ampliar até 2.500 m² de área para o segmento hoteleiro, sem contar as duas dezenas de estandes que também oferecem produtos para os hotéis e que estão inseridas em uma área de 7 mil m². Ou seja, em poucos anos, a Fispal Bahia Hotel terá ajudado a escrever a história da tão desejada e necessária transformação dos donos de meios de hospedagens em Hoteleiros.

Junto com a feira virão palestras, talvez congressos e o melhor, a expertise necessária para que todos possam participar do aprimoramento do setor. Há muito que fazer, do lado da BTS, um trabalho árduo de divulgação, venda e organização, mas se comparado com a outra face da moeda, a dos donos de hotéis, o desafio é muito maior. Querer sair da acomodação e zona de conforto para alçar voo a uma nova e pujante fase de profissionalização.

O momento de iniciar a Fispal Bahia Hotel não poderia ser mais apropriado, faltam pouco mais de quatro anos e meio para a tão esperada e sonhada realização da Copa do Mundo em terras tupiniquins. Hora para os donos de hotéis começarem a contratar consultores para norteá-los nas tomadas de decisões para que os recursos sejam apropriadamente utilizados nas reformas ou implantações, além, é claro, de capacitá-los.

O momento também é oportuno para investir e preparar o cronograma de treinamentos que transformarão os trabalhadores em profissionais da hotelaria. Tudo precisa ser revisto, trabalhado e aprimorado para que a padronização seja implantada nos meios de hospedagem, criando assim a base de um turismo sólido e pertinente a este país magnífico.

Do outro lado, esperamos (rezando) para que nossos governantes se conscientizem da verdadeira vocação exigida para os seus cargos. Exigimos que não haja superfaturamento nas obras que serão realizadas para melhoria das infraestruturas aeroportuárias, rodoviárias e em outras estruturas, tão fundamentais para o turismo, que segundo um amigo meu, não dá voto e é por isso que não há investimento no setor.

Estou cansado de escutar ministros da área dizerem que o governo considera o turismo importante, para ver o pouco que ainda é feito, ao contrário, verbas são cortadas e destinos cujo potencial é tão grande causam inveja aos profissionais do segmento de outros países como a Espanha, França, Itália e Inglaterra, e que ficam largados para que corajosos empresários ergam seus hotéis esperando por um desenvolvimento que não chega.

Parabéns ao governo baiano que iniciou há vários anos um movimento de divulgação, investiu no turismo e hoje está colhendo frutos. Por que será que a Bahia é o Estado que mais recebe investimentos hoteleiros do Nordeste? Sim, o destino é grande, mas se não tivessem plantado ações, trabalhado com afinco e espalhado aos quatro ventos os incentivos e atribuições naturais da terra de Caymmi, talvez hoje não houvesse tanto investimento por ali.

Ave imperador Marco Antonio! Estaremos juntos nesse trabalho! Vamos pra frente! Excelente semana para todos e aho!

Renovar, é preciso!

Já não é de hoje que escrevo sobre o tema da renovação, e não me refiro apenas nas reformas de hotéis mas sim, da maneira de atendimento, gerenciamento, do modo de organizar feiras, de vender, enfim, aprimorar sempre! E, querido leitor, deixo claro que todos somos falhos, inclusive eu, afinal graças aos projetistas deste planeta e da nossa forma, que somos nós mesmos, e como estamos em constante evolução, erramos quase o tempo todo. Mas a gana de melhorar precisar estar imbuída em nossas reais vontades de crescimento o tempo todo! Vamos à luta! Reconhecer os erros já é um passo importante!

Voltei da minha sétima Feira das Américas e, verdade seja dita, desde 2003 que não sinto uma mudança na feira. O mesmo formato, quase os mesmos estandes, alguns desistiram de participar, principalmente as redes internacionais como Hyatt, Marriott e Starwood. A Hilton retornou creio que com o incentivo do pessoal do Conrad do Uruguai, que sempre esteve presente no evento. É óbvio que é muito bom rever os hoteleiros, amigos e clientes, colocar o papo em dia, e ficar cinco dias no Rio de Janeiro, mesmo não tendo tempo de passear pelo calçadão ou ir a pontos turístico-gastronômicos, mas o clima da cidade, mesmo com tempo nublado, é uma delícia. Mas e o business? Ter um estande na feira não é um investimento que possa ser considerado barato, ao contrário, é muito caro. As taxas de limpeza, segurança, etc, já quase valem um estande pequeno em outras feiras.

Pelo que vi e ouvi, os expositores não se preocupam em investir alto, desde que tenham um retorno significativo, ou seja visitantes qualificados que gerem a prospecção de negócios, é o mínimo que esperam. Muitos reclamam da distância do Rio Centro e eu fico imaginando por que escolheram aquele local tão distante na época (1977) e não em um ponto mais próximo do canal da Barra, já que havia espaço ali. Muitos hoteleiros também reclamaram, este ano, da falta de infraestrutura de acomodações para os agentes de viagem que visitaram a feira, vindos de outros Estados. Diárias com preços abusivos e problemas de trafégo foram as questões mais comentadas.

Outra reclamação é a falta de intinerância da feira, há sete anos que ela acontece no Rio de Janeiro e isso acaba “cansando” os agentes que sempre prestigiam o evento e nesta edição muitos não vieram. Outros destinos devem sediar a Feira das Américas, desde que tenham infraestrutura. Sou a favor que ela mude a cada par de anos. Manaus deveria estar entre as cidades que poderiam recebê-la, já pensou quantos agentes internacionais viriam? E não adianta dizer que não há infra, é preciso criá-la!

Outro ponto que deveria mudar é esse formato estande padrão que acaba cansando. Como disse o Rui Manuel de Oliveira, da Sol Meliá, falta a alma da hospitalidade e do turismo, e esses dois aspectos são imprescendíveis. Vamos melhorar, aprimorar, unir as classes, entidades e seguir adiante com ímpetos para transformar de vez o Brasil no principal país do turismo mundial! Fui com votos de uma boa semana! Aho!

One, two, three… Em qual hotel posso ouvir Jazz?

Fui assistir (de novo) a Tito Martino Jazz Band (TMJB) na Livraria Cultura da avenida Paulista, o grupo se apresenta lá todas as terças das 12h30 às 13h30, nada mais gostoso do que ouvir uma música que levanta a alegria e a espiritualidade.

Tito é um excelente clarinetista e showman, além disso, foi o fundador da Tradicional Jazz Band e da saudosa casa Opus 2004, a primeira e única especializada em Jazz no Brasil por muitos anos. Nas vezes que “almoçei” sua música o teatro estava lotado.

Depois do show almoçamos (comida) juntos, a maior parte da banda e eu, e conversamos sobre como seria bom se a TMJB pudesse tocar em algum hotel. Afinal, hotéis e jazz sempre estiveram juntos na história. Vale lembrar que eles tocam no bar do Ca’d'oro nas noites das sextas-feiras, mas o antigo five star não faz nenhuma divulgação e a audiência é fraca.

Enumeramos alguns cinco estrelas de SP e chegamos a triste conclusão que não existem mais tantos empreendimentos assim que possam recebê-los. Onde estão os antigos bares que viviam cheios? Saudades do 150 Night Club do Maksoud, onde até Frank Sinatra cantou! Em apenas uma mão contamos o Upstairs Lounge do Grand Hyatt, o Havana Club do Renaissance, o…o…? Que mais? Mais nada?! O bar do InterContinental fica junto ao restaurante Tarsila… No Sheraton WTC o espaço do lobby bar é pequeno, assim como no Hilton e Sofitel, ou seja os cinco estrelas, exceto os dois primeiros dessa lista não tem um local de entretenimento que possa criar um clima showbariano. Talvez no Novotel Jaraguá, a ideia de um pacote tipo show no teatro e um jantar seja interessante, mas não é a mesma coisa.

O must é entrar no bar, sentir o clima, a atmosfera, poder unir o útil ao agradável, tomar a bebida preferida que ao longo do show vai auxiliando na ativação da sensibilidade musical, depois a música vai entrando n’alma, criando aquela sensação única, prazerosa e indescritível. Como dizia o Frank, o Zappa: music is the best! E o que é melhor do que unir a música ao hotel, depois do show no bar, seguir para o restaurante para deliciar uma gastronomia de primeira e depois terminar (ou começar) a noite em uma suíte primorosa ao lado de quem você tá a fim? Isso não tem preço! Isso é a essência da vida, aquilo que nos faz nos sentir vivos! Capisce? Fui, com votos de uma boa semana! Aho!

Em tempo! Vibramos lá na Redação acompanhando a escolha da minha segunda cidade preferida – a primeira é SP – para sediar as Olimpíadas de 2016! Parabéns Rio de Janeiro, maravilhosa! Que os governantes e a população entendam que esta é uma oportunidade de ouro! Transformar e melhorar um dos principais destinos do turismo mundial! Viva!

O descaso com o Turismo: falta de visão ou incompetência?

Incompetência talvez não seja, pois os brasileiros são criativos, versáteis e inteligentes. É falta de visão mesmo aliada a um aspecto cultural. A abundância – se preferir leia excesso, a primeira palavra realmente é esquisita – de atrativos turísticos neste país é tanta que o povo não dá o devido valor. Veja o caso dos alemães e ingleses. Os fabricantes das melhores salsichas não tem costa e consequentemente praia, já os inventores do futebol moderno estão numa ilha mas o clima não ajuda. Qual é o sonho de consumo turístico deles? Praia! Para onde eles íam nas férias na época das vacas gordas? Caribe, Espanha, Nova Zelândia. Brasil? Muito longe, além disso, as únicas coisas que suas mentes recordam quando se fala o nome do país é Cohpácahbahnah, caipirrrinha, mulahtá, rronaldinha. E francamente não dá pra atrair turista com esses temas velhacos.

O visitante chega em qualquer cidade brasileira e encontra uma orla bonita, um clima fantástico e povo simpático, mas que ainda o explora, furta e põe em risco sua vida. Nesta semana, turistas foram assaltados em hotel de Salvador. O pelourinho, um dos bairros com maior potencial para ser a eterna sensação do Nordeste está abandonado, não se pode caminhar sem ser abordado por mendigos e drogados. O que antes foi um orgulho turístico, hoje é uma vergonha.

Vergonha maior é a maneira que a maioria dos nossos governantes atuam. Eles não têm amor pela pátria, pensam apenas em encher seus bolsos com milhões de dinheiros, não sabem cantar o hino e desejam apenas tomar uísque escocês de primeira e comer tudo que encontram pela frente. Infelizmente é assim desde a época da colonização. Para entender melhor, sugiro a leitura da trilogia literária de Eduardo Bueno.

Subimos mais e chegamos à São Luis, no Maranhão. Seu centro histórico é precário, largado e também necessitado. A uma hora dali, de barco, pode-se chegar à Alcântara, que aí sim, meu querido leitor, é um município que pode sem dúvida ser a Búzios da região. Lá o tempo parou, os casarios e ruas estão prontos para receber hotéis, pousadas, restaurantes, lojas, centros culturais, feiras, shows folclóricos e uma gama de outros atrativos, que aliados a uma infraestrutura de chegada com voos e divulgação correta no exterior, trariam milhares de turistas o ano todo.

Ficamos no mesmo Estado e vamos para Barreirinhas, uma das portas de entrada para o inesquecível destino de Lençóis Maranhenses, um lugar mágico, único, onde podemos encontrar com nós mesmos e ver nosso ser supremo. Tente chegar lá com a família, custa mais caro do que ir para Londres.

Não vou cansar de repetir: o Brasil tem o potencial para ser o maior destino turístico do planeta. Podemos viver apenas do turismo, que é o melhor negócio do mundo, o segmento traz melhorias, desenvolve a cultura, transforma pessoas, é da paz, da alegria!

Empresários do setor, unam-se! Sejam vocês os patriotas e finquem suas bandeiras em todos os pontos deste Brasil. Unam-se e criem representações pelo mundo afora e tragam mais turistas para cá. Ajudem a manter os brasileiros aqui para que conheçam seu país antes de cruzar os mares. Pensem primeiro em nossa terra, trabalhem com amor e não apenas no cunho comercial. Defendam e respeitem o meio-ambiente! O momento de mudar é agora. Mexam-se!

Um presente hoteleiro para o Dia dos Pais!

Hoje o caçula acordou e disse:
- Bom dia Peter! Um feliz Dia dos Pais pra você!
- Com filhos que tenho, sem demagogia, todos os dias são como se fossem o meu dia! Obrigado!, devolvi.
- O que é demagogia?
- É quando falamos algo apenas para agradar os outros, quando não somos sinceros.
- Ah!
E saiu correndo para brincar com seus Legos.

Aproveito para desejar um feliz dia para todos os papais! Especialmente para o meu, que já subiu para o segundo andar. Espero que a mente Crística dele possa estar no centramento correto e, assim, continuar a sua jornada evolutiva. Aprendi muito com ele e tentei ensinar algo de novo também, afinal dizem as boas línguas que os filhos vêm para auxiliar os pais, é o que sinto com os meus filhos. É uma corrente evolutiva, um leva e trás positivo.

O Brasil está, desde a sexta-feira (7), com uma nova hotelaria, mais madura, unida e com grandes possibilidades de angariar valores que farão com que o turismo nacional tenha uma evolução digna e merecida!

As principais entidades do segmento hoteleiro estiveram reunidas em Salvador para apresentarem suas necessidades a um grupo de deputados federais. Fohb, FNHRBS, Resorts Brasil e ABIH, representadas por seus presidentes, decidiram criar várias frentes de trabalho para tratar dos principais assuntos e apresentar a Carta de Salvador até o dia 20 de setembro.

Foi muito gratificante poder estar lá nesse momento histórico e ver a felicidade estampada nos rostos de Rafael Guaspari, Norton Lenhart, Rubens Régis e Álvaro Bezerra de Mello. Mais felizes ainda quando escutamos Afonso Hamm, presidente da Comissão de Turismo da Câmara, dizer:
- A hotelaria é o segmento mais importante do turismo, sem hotéis não há como viajar, por isso queremos fazer todo o possível para ajudar vocês hoteleiros nas questões que os preocupam.

Entre essas questões, destacam-se: a flexibilização das Leis Trabalhistas, a redução de impostos, a criação de regulamentações para os navios de cruzeiros e o que se fará para a realização da Copa de 2014.

Sem querer puxar o sushi pro meu lado, sempre falei que a união faz a força, que é necessário pensar nas questões globais e não apenas de um único setor. Agora, vamos ver se as outras entidades do turismo podem se unir também! Abav, Braztoa, Aviesp, Avirrp, todas juntas em prol do desenvolvimento sustentável do Turismo Brasileiro! Um viva para todos! Fui!

Dar tiro no pé é fácil, difícil é fazer o curativo!

Isso que dá ser otimista. Quando vemos algo errado ou denegrido, ficamos chateados. Dizem que é melhor é ser pessimista pois se a coisa dá errado, a expectativa foi alcançada e se der certo, ela foi ultrapassada. Nesta semana dois hoteleiros de Estados diferentes me contataram – Eduardo Camps, proprietário do Panamby, em Guarulhos e Gilles Grinberg, gerente geral do Deville Rayon, em Curitiba -, para falar do mesmo assunto: hotéis que ainda continuam reduzindo tarifas pensando que podem melhorar a ocupação.

Há quase uma década quando o boom hoteleiro ocorreu, era possível ver faixas em frentes aos hotéis com o valor de suas diárias escancaradas para o mundo. Até parece que o hóspede estaria por ali, de carro procurando um hotel.
- Olha querido, achamos! Um hotel baratinho!
- Doutor, olha só aquele hotel, vamos ficar ali?
- Cristina, por favor faça uma reserva imediatamente no hotel X, estou em frente e parece que o preço é bom!
Ora, por favor! Pensávamos como um meio de hospedagem poderia permanecer aberto praticando aqueles preços.
- É dar um tiro no próprio pé, pois com tarifas baixas não se pode investir no produto, se algo quebrar não será possível consertar, como fazer para renovar o enxoval? Como capacitar os colaboradores ou criar um plano de carreira para eles? Como manter o nível dos serviços oferecidos e, principalmente, como melhorá-los?

Depois, quando muitos hotéis fecharam, colocaram a culpa nas grandes redes.
- É, agora a cidade está cheia de hotéis novos praticando tarifas competitivas, meu amigo fechou um hotel lá na região central, não conseguiu aguentar a pressão.

Outro no bairro dos Jardins, pertinho da avenida Paulista também bateu as botas, fechou as portas. Durante vários anos nunca reformou, renovou, melhorou ou se preocupou em aprimorar o nível de seu staff, nunca quis trocar as TVs, nem a louça do banheiro, muito menos as torneiras. O queijo oferecido no café da manhã era da mesma marca havia anos, o pãozinho comprado na padaria da esquina era o mesmo. O uniforme do garçom – seu Mário – idem, foi branco um dia e já estava meio cinza, o sapatinho velho número 39 era um Vulcabrás, tadinho do seu Mário, se aposentou e está vendo o programa da Ana, de pijama, todos os dias. Ainda não entende o que aconteceu, por que o hotel teve que fechar?

Do outro lado da avenida, o Sr. Silva investiu 80% dos lucros em reformas, transformou o hotel e manteve sua equipe sempre capacitada. Trocou as janelas, portas, depois o piso, renovou os banheiros, trocou os colchões, substituiu lustres, arandelas, aparelhos de ar e TVs, comprou rádios-CDs-relógio, mudou o cardápio, trouxe uma nutricionista para fazer uma consultoria, viajou todos os dias pela internet buscando novidades e formas que outros hoteleiros operavam, ouviu muito seus hóspedes que viajavam constantemente e também contavam o que mais gostavam dos outros hotéis que conheciam nas viagens de negócios. Hoje ele está lá na cesta competitiva dos hotéis de rede e é um exemplo. Várias operadoras já sobrevoaram sobre ele querendo fincar suas bandeiras.
 
- Prefiro trabalhar sem marca mas com minhas marcas estampadas em todo o hotel. Trabalhamos em equipe, quase como uma família e estamos sempre tentando melhorar o serviço. Ao invés de trocar o carro por um do ano ou comprar casa na praia, o que acho uma estupidez enorme, preferi investir no negócio. Logo, logo poderei realizar um sonho antigo. Dar a volta no mundo e conhecer os melhores hotéis de todos os continentes! Já estou pensando na segunda unidade…

Uma pequena parcela da população utiliza a inteligência plena na tomada de decisões ou no desenvolvimento de novos negócios. Quase tudo é movimentado por impulso, inércia e o pior, copiando outros e se baseando em colocações feitas por amigos que também não entendem nada de nada… A vida não precisa ser assim, basta saber fazer a coisa certa não se importando com o que os outros pensam, aliás o pensar deve ser sempre com o coração, pois assim as intuições baseadas nos cases de sucesso são os exemplos que estão aí para qualquer um, é só googlear!

Ótima semana para todos e vamos torcer para que a reunião dos hoteleiros em Salvador seja um sucesso! Fui….

Em tempo: o acidente com o Felipe ontem em razão de um desprendimento de uma peça do carro do Rubinho e o outro ocorrido no dia 19 que matou o piloto da F2, Henry Surtees, depois que a roda de um outro carro bateu em sua cabeça, são um alerta para que as estruturas dos capacetes sejam repensadas e por que não proteger os pilotos com uma bolha plástica sobre os cockpits?

A falta de experiência de uma empresa especializada!

Fomos, a família toda, acompanhar o pequeno para assistir o filme Uma Noite no Museu 2 com o divertido Ben Stiller. A grande sensação foi ir à região central de São Paulo para ver a reabertura do Cine Marabá em plena avenida Ipiranga. O cinema foi um dos maiores da cidade e lembro muito bem em ter assistido ali, durante minha varonil adolescência, várias películas. Depois veio o período negro do fechamento dos cinemas de rua a ascensão dos de shoppings.

Só para constar: no edifício em cima do cinema fica o Hotel Marabá, que merece ser visitado pois foi um dos últimos trabalhos da arquiteta Janete Costa, que subiu para o segundo andar em dezembro de 2008.

Bem, fomos lá e infelizmente nem tudo era como antes, a começar pela falta de estacionamentos descentes. Existem vários que ocuparam antigos pontos comerciais como restaurantes e lojas – o saudoso Museu do Disco na Conselheiro Crispiniano virou um deles – e sinceramente não inspiram nenhuma segurança, primeiro porque o espaço deles é apertado e os manobristas ficam pra lá e pra cá com os carros dos clientes. A solução encontrada foi pedir uma vaga pra Santa Terezinha* e parar na rua mesmo.

Aí começa um outro problema, típico da região central de sampa. Caminhar meia quadra até o cinema não é algo prazeroso, muita sujeira na rua, mendigos mil, lixo acumulado embaixo dos postes centenários, enfim um descaso! Bom, chegamos ao Cine Marabá! O grande lustre de cristal bem no meio do saguão, onde fica a exagerada bomboniere, de um lado os guichês e do outro a entrada. Uma verdadeira confusão. Para comprar nossos ingressos foram sete minutos, pois o atendente que além de se concentrar em dar treinamento ao seu colega, me perguntou três vezes a quantidade de ingressos que eu queria -  juro que eu respondi com calma todas as vezes!
- En-tão se-nhor, são três me-ias e du-as in-tei-ras?
- Sim!
30 segundos depois:
- En-tão se-nhor, são três me-ias e du-as in-tei-ras?
- Sim!
90 segundos depois:
- En-tão se-nhor, são três me-ias e du-as in-tei-ras?
- Sim!
Depois, na hora de pagar, faltou troco… mais demora!
Com os ingressos na mão, tivemos que atrapalhar as outras filas para tentar chegar do outro lado, entre esbarrões pipoquiais e pedidos de “com licença” e “me desculpe”, conseguimos! A simpática e educada controladora de ingressos nos indicou o caminho e subimos as escadarias para chegar na sala 5. Mais um lance e estávamos dentro da sala que tinha metade das cadeiras nas laterais pois as escadas ficam bem no meio dela. Queria saber quem projetou a reforma. Sentamos na lateral e, enquanto as luzes não se apagavam, ficamos escutando o filme na sala vizinha e, mesmo depois do nosso filme ter começado, podíamos às vezes escutar um estrondo ou outro…

Resumindo: a impressão que tive é que era a estréia da Playarte na administração de um cinema: falta de treinamento, logística impensada e projeto mal feito. C’est la vie! La vie brésilien! Ah, o filme? Meu filho de seis anos adorou! Boa semana e um feliz mês de junho para todos! 

* Ver no post Qual será o santo dos hoteleiros?

O aprimoramento do mercado, acima de tudo!

Lembro bem quando resolvemos criar o Hôtelier News há seis anos. A ideia fundamental em poder divulgar notícias que resultem no aprimoramento da hotelaria e consequentemente do turismo também.

Publicar novidades e ações que façam os hoteleiros pensar e criar novas soluções baseadas em ações realizadas seja pelo mercado nacional ou internacional. Continuamos fazendo exatamente isso e digo mais: de maneira ética, sem matérias pagas, com apuração constante, resultando em credibilidade.

É verdade que a hotelaria lá dos EUA e da Europa caminha com a vantagem de algumas décadas, principalmente da América do Norte, pois não é de hoje que sabemos quem criou o marketing e o maneja tão bem. As novas marcas lançadas nos últimos cinco anos ainda não chegaram por aqui. Aloft, W, Hyatt’s Place entre outras não conseguiram galgar investidores ainda. Espero que em breve possamos ter o orgulho em divulgar a abertura de hotéis com conceitos e valores atuais.

Bom, voltando ao nosso assunto, em agosto de 2004, ou seja um pouco mais de um ano após termos lançado o Hôtelier News, resolvemos organizar nosso primeiro evento, o Hotel Internet Marketing, que foi realizado no dia 9 de setembro – para ler a matéria basta clicar aqui. Admitimos, agora, que talvez o momento não fosse aquele, pois convencer um hoteleiro independente a instalar um sistema de reserva online em seu site parecia ser coisa do outro mundo.

Pois bem, na sexta-feira da semana passada, decidimos organizar a segunda edição do evento e, é óbvio, com temas ainda mais atualizados. Consultamos alguns parceiros da tecnologia que concordaram com a ideia. Ao nos reunirmos com um deles, uma das principais empresas de tecnologia internetiana do país, ele me disse:
- acabei de sair de uma reunião onde me convidaram também para participar de um evento similar que será realizado no dia 7 de julho, falando sobre e-commerce.
- Não acredito, que concidência! Vamos unir os esforços e fazer um evento só? Assim ganhamos tempo e público? Sugeri.
No mesmo instante, o parceiro ligou para o mentor do outro evento e marcou uma reunião para dali a três horas para discutirmos a situação.

Quando cheguei ao encontro, fui apresentado a ele que depois de me ouvir, comentou:
- Puxa que pena! Se você tivesse me procurado há duas semanas, poderíamos ter feito algo juntos! O problema é que já conversei com o pessoal de um outro veículo de imprensa e acho que eles não vão querer partilhar o evento.
- Não tem nenhum problema, podemos compatilhar a divulgação e o que vocês já decidiram comercialmente continua valendo, não nos metemos no assunto, queremos apenas divulgar, respondi.
- Não sei, preciso conversar com eles, retrucou.
- O que é mais importante? O mercado ou o evento? Quem está acima de nós, veículos de imprensa, não é o mercado? Eu não me importo em divulgar o evento em conjunto com a outra mídia, pois o que me importa é aprimorar o mercado, só isso.
- O que você pretende ganhar com o evento? Me perguntou o jovem rapaz.
- O aprimoramento do mercado, apenas isso! Respondi.

Bom para resumir, ele ficou de conversar com o pessoal do outro veículo, que tem mais de três décadas de estrada mas, sem querer ofender, a mentalidade da idade média.
- Aposto que eles não vão topar, disse para a Solange quando saímos da reunião. Dito e feito. A postura egoísta se comprovou.

Agora, eu pergunto para vocês o que é mais importante: o aprimoramento do mercado está acima de tudo e de todos? O desenvolvimento de todos para o bem de todos? É impressionante como, mesmo estando no século 21, ainda existam senhores feudais que acham que estão ganhando não sei o que com ações tão mínimas e egoístas. Tenho orgulho em ser assim e agir ao contrário dessa vã filosofia. Durmo em paz todos os dias!

Aproveitando, desejo a todas as mães, especialmente à minha por ter me ensinado o verdadeiro valor da vida junto com meu pai: a honestidade, decência, ética e a busca do aprimoramento de todos! Fui, com desejos de um Dia das Mães com muito amor e alegria! Vivam felizes sempre mamães!

Recepcionista ou hóspede, quem deve sorrir primeiro?

Acredito que para iniciarmos o desenvolvimento de um raciocínio e chegarmos a uma possível conclusão, devemos analisar sempre todas as questões ou pessoas envolvidas no processo.

Outro dia cheguei, após viagem de mais seis horas iniciada no lar-doce-lar, entre transfer, aeroporto e voo, ao nosso destino: mais um glorioso hotel. Abro um parênteses e deixo claro que para o meu gratificante trabalho atual, todo meio de hospedagem é glorioso. Não precisa ser um cinco estrelas necessariamente, mas um empreendimento que trabalhe a hospitalidade, o bem estar, a simpatia e o acolhimento.

Pois bem, me aproximo do balcão e minha expectativa é escutar: bom dia, bem-vindo ao…!!! A primeira frase que sai da boca do recepcionista postado atrás da grande muralha de segurança, o impenetrável balcão é: o senhor veio para o evento? Antes da minha resposta ele aponta para a mesa do outro lado do lobby onde três recepcionistas aguardam a chegada dos participantes de uma convenção. Respondo com uma negativa. O que o recepa faz? Abaixa a cabeça e começa a digitar algo no teclado com seus olhos voltados ao seu melhor amigo, o monitor. Espero cinco segundos e digo: tenho reserva e meu nome é… Sem dizer nada ele vai até uma ponta da nave mãe e olha alguns envelopes, minha mente sorri ironicamente e saio dali em direção de uma mesa com sucos e outros líquidos de boas vindas aos congressistas. Bebo uns dois copos de água de coco (com gelo) sem pressa. Volto para a recepção e a FNRH está colocada de forma exata e paralela com a caneta em posição reta, tudo com perfeição geométrica. Mato a charada! O recepcionista é do signo ou com ascendente em virgem e deveria estar trabalhando na controladoria. Obviamente, não digo isso a ele, afinal posso ser mal compreendido. Nesse instante chega o diretor de Vendas para nos cumprimentar. Conversamos outros cinco minutos. Termino de preencher o formulário e o recepcionista me entrega o envelope e diz tardiamente: seja bem vindo!

Tudo errado, é o meu pensamento. Cadê a capacitação, o treinamento, a boa vontade e iniciativa? Algumas horas depois, deitado na espreguiçadeira olhando o glorioso complexo aquático e os coqueiros ao som do U2 performando No line on the horizon nos fones do meu tocador de música compactada pensei: será que seu viesse em direção do recepcionista com um sorriso escancarado e dissese a ele, puxa, como estou feliz de chegar ao seu hotel!, ele me respondesse, então seja bem vindo!? Será que eu estava com a cara fechada e isso inibiu o comportamento espontâneo dele? Será que seu eu chegasse com um mimo para ele, o tratamento seria outro? Oh, my god, o que devo fazer para ganhar um sincero bem vindo? Por que não ganho um sorriso?! Ai, não posso nem sonhar em comentar isso com meu analista, vai ser pano pra manga para vinte ou mais sessões. Dá para ir pra a Índia com esse dinheiro!

Comparando: outro dia fui almoçar com a diretora de Marketing de um cinco estrelas localizado também no Brasil. Me aproximei do balcão e a atendente saiu de trás da recepção e se postou com um sorriso apaixonante em minha frente: bom dia! Bem vindo! Posso lhe ajudar, meu nome é… Viva! Ganhei o dia! Fiquei feliz, me senti num hotel, missão cumprida!

Recepcionistas, a saudação é primordial! Sejam sorridentes e deem as boas vindas sempre! Se apresentem e deixem de lado o monitor, atendam como se atendia antes, olhando nos olhos, sem pressa!

Hoteleiros, capacitem, motivem, paguem bons salários para os recepcionistas e para todos aqueles que têm contato com os hóspedes. O investimento é retorno garantido! Fui, com votos de uma excelente semana!

Acredite: 2009 será um ano de prosperidade!

Talvez o título deste post esteja um pouco atrasado, afinal já estamos entrando na segunda semana de fevereiro. Pra variar janeiro voou e o carnaval é um dos dead lines que ajudam fevereiro a voar mais rápido ainda. Por uma outra ótica, acredito que recebemos as mensagens que nos inspiram a escrever no momento certo. Aprendi que não podemos forçar a inspiração, se o texto não sai ligamos para um amigo, lemos um texto, pensamos nos acontecimentos da semana e tentamos escrever algo que passe bons fluídos para os leitores.

A ligação cósmica que (todos) temos com o ser maior pode ser instaurada apenas com o pensamento aliado ao nosso orgão mais importante: o coração! Quantas vezes você deitou na cama e de repente escutou ele batendo? Tem gente que acha até que está passando mal e confunde com a taquicardia. Não é nada disso, o querido Irineu Deliberalli, por meio de seus estudos, ensina que esse momento é mágico! É nesse instante que nosso orgão-maior deseja fazer contato conosco e permitir que a conexão vislumbre momentos de meditação em prol dos aprimoramentos espirituais e materiais que tanto necessitamos no dia-a-dia. Quando seguimos nosso coração, tudo parece caminhar com mais facilidade! Ontem (sábado 7), recebemos, a Solange e eu, uma mensagem dizendo que 2009 será um ano de muita prosperidade. Os caminhos estão sendo abertos, por isso pense positivamente e não dê atenção na maioria das manchetes negativas que circulam nos jornais e TVs.

Mesmo que alguns países deste planeta estejam atravessando um momento econômico turbulento, minha intuição diz que, em breve, esses sintomas serão revertidos com a aplicação dos remédios necessários para o restart da economia. Na próxima terça-feira, as medidas sugeridas pelo presidente Obama serão aprovadas, uma nova onda de energia positiva atingirá as sociedades e os rumos dos gráfícos começarão a mirar o teto de novo.

E enquanto isso não acontece, não podemos ficar parados esperando as coisas acontecerem, ao contrário, precisamos mais do que nunca investir em ações que perimitam atingir o maior número de clientes potenciais e vender, vender e vender! Hoteleiros, usem a imaginação. Este é o momento de fazer novas parcerias com todos que podem trazer mais hóspedes: empresas de receptivo, operadoras, agências, casas de show, times de futebol, mídias e outros que nunca antes foram trabalhados. É preciso investir para aparecer mais e conquistar novos clientes. É o momento para saber escutar a idéia de seus colaboradores, clientes e fornecedores. Temos todos a mesma meta, certo? É tempo de união! E guardem o que escrevo: no próximo trimestre o mercado já estará reagindo! Mas, não fique aí sentado esperando, faça como aquele velho comercial (ou seria uma canção?). Mexa-se! Reaja, inove, CRIE!!! Boa semana e até quarta no workshop da CVC! Fui!

Ibirapuera em preto e branco

Ontem, 28, demos uma chegadinha no parque do Ibirapuera, também conhecido como o Central Park paulistano. Abrindo um parênteses aqui, o Ibira tem 1,6 km² e o CP, 3,4 km². O paulistano foi inaugurado em 1954 e o nova-iorquino em 1857.

Comparações a parte, o Ibirapuera – em guarani significa árvore (ibira) apodrecida (puera) – é o maior parque da cidade e recebe milhares de cidadãos nos finais de semana. Na época da colonização, a região era ocupada por uma aldeia indígena.

Fiz algumas fotos em preto branco com meu celular. Veja se gostam e aproveito para desejar um bom final de ano e um 2009 repleto de AMOR = PAZ = SAÚDE = PROSPERIDADE

Campos do Jordão x Gramado

Em diversos bate-papos pelo mundo da hotelaria, muitas pessoas têm comparado o município paulista de Campos do Jordão com Gramado, no Rio Grande do Sul. Para aqueles que já estiveram nas duas cidades, a comparação é inevitável: por que Campos do Jordão não decola como Gramado?

Uns afirmam que Gramado é mais bonita, o que de certa forma é verdade, pois o centro comercial desta é maior e mais centralizado, um verdadeiro shopping a céu aberto. Todas as ruas, não apenas o bairro de Capivari em Campos, são muito charmosas. Outros dizem que Campos é privilegiada por estar próxima a capital do estado e de outras cidades do interior e merece estar melhor ranqueada. Quando entramos em Campos do Jordão, o acesso é pelo lado mais feinho, sem graça. Depois, lá na frente, chegando em Capivari o aspecto muda de figura e a lembrança de Gramado vem em nossa mente.

O fator mais importante do município gaúcho é que lá a população, os hoteleiros, empresários e comerciantes, não necessariamente nessa ordem, chegaram a conclusão que o turismo é a melhor fonte de renda para a cidade. Com isso, todos se uniram e começaram a trabalhar em prol do destino e não apenas do umbigo de cada um.

Já em Campos, o objetivo é diferente, mas infelizmente muito comum: cada um por si e nenhum por todos. A prefeitura parece não conseguir convencer os moradores locais e apenas o Festival é que lota a cidade a partir de junho até o começo de agosto. No resto do ano, com exceção do Natal, Réveillon e dos finais de semana, o destino não vê a cara dos turistas.

Como mencionei algumas linhas acima, as pessoas se preocupam apenas com elas mesmos. São poucas as que pensam no macro, preferindo permanecer apenas no micromundo. É preciso sempre levar em conta quem é o maior beneficiado e tentar participar do bolo e não desejar tudo para um só. Se a comunidade de Campos resolver se unir, todos irão ganhar.

Tem uma fórmula que é bem simples: (união + visão) – ganância = desenvolvimento.

Enquanto isso, em São Paulo, a maioria dos vereadores municipais votaram contra a portaria baixada pelo prefeito que possibilta a regulamentação de quase 120 flats, que representa quase a metade da hospedagem paulista. Se a portaria não for confirmada, a cidade vai perder muito, mas muito mesmo. A preferência dos 34 vereadores põe em risco a continuidade de operação dos empreendimentos, gerando desemprego e impossibilitando a cidade em continuar sendo o destino número um da América Latina na realização de grandes eventos como a Fórmula 1. Por que será que esses políticos votaram contra? O que eles ganham com isso e o que eles sabem de turismo? Fui, com votos de muita saúde, consciência e bom senso!

Ensinar para crescer

Existem muitos executivos que ensinam verdadeiramente os profissionais que estão sob sua coordenação. Não conduzem apenas o trabalho, mas mostram qual é a verdadeira ciência, linha de pensamento e alguns segredos para o sucesso. Já, do outro lado de uma possível mesa diretiva, um outro tipo de executivo centraliza tudo sob seu comando. Não expande seus pensamentos, suas ações e trabalha praticamente sozinho, mesmo que esteja situado nas três primeiras filas do organograma da empresa em que trabalha e tenha abaixo de si um número x de colaboradores.

Nas gestões em que participei sempre procurei conduzir o trabalho numa administração sem pirâmide, e preferencialmente horizontal e no máximo na forma egípcia invertida, ou seja, colocando na mesma linha ou no topo os colaboradores das áreas diretamente ligadas ao cliente. E mais ainda, fazer com que o negócio não dependesse da minha presença. Sempre tive meus braços direitos e esquerdos por dentro do negócio e com autonomia nas tomadas de decisões. E essas ações não impediam de que eu estivesse por fora dos procedimentos ou que não soubesse o que estava acontecendo, ao contrário todos, incluindo o cômite executivo estavam sempre por dentro de tudo.

Acredito na filosofia em ter sempre um backup pensante. Esse procedimento nos permite ter mais chance no crescimento profissional. Fica mais fácil para a presidência e diretoria tomarem a decisão na promoção do executivo. Enquanto que o gerente centralizador e não compartilhador faz todo o ciclo de produção depender dele e, mesmo que seja promovido ou em uma hipótese pior, tenha que se afastar por qualquer motivo, a tal linha de produção poderá ser prejudicada, ou seja, sair da padronização.

Os executivos que não ensinam geralmente são inseguros e têm medo de serem ultrapassados na curva. O segredo de tudo é ensinar e não ficar parado, aprender mais e estar sempre um passo à frente dos outros. Alguns acham que fazer um MBA ou uma pós é o ideal e outros tiram períodos sabáticos para viajar e se aprimorar em outras praias. Todas as formas são válidas pois o mais importante é estar aprendendo constantemente. Fui com desejos de uma boa semana para todos!

Criar, é preciso!

Minha paixão pelos Beatles me levou até a loja Blackbird localizada na avenida Paulista. Isso me faz lembrar das minhas andanças pelos sebos e pelas feiras da praça Benedito Calixto e do Bexiga. Aos sábados, pela manhã, eu ía atrás dos LPs dos quatro cabeludos de Liverpool para montar a minha coleção brasileira, que está quase completa – faltam dois LPs e um compacto. Não tive coragem em colecionar as edições inglesas, já que cada um dos albuns lançados na época custa hoje entre 250 500 doletas. Há casos, como o LP norte-americano Yesterday and Today que chega a valer mais de US$ 2 mil. Mas, isso é outra história.

Já são mais de cinco anos que conheço o proprietário da Blackbird, Vladimir Dantas. Atualmente nos vemos quase diariamente, pois sua loja fica a poucos passos do escritório do Hôtelier News. Às vezes até almoçamos juntos. Na sexta-feira fiz uma visitinha e conversamos bastante. Enquanto o som dos Fleet Foxes rolava nas caixas – a banda é muito boa, nova e de Seattle – conversávamos sobre os planos de Vladimir sobre a Blackbird. Ele me dizia que suas vendas acontecem muito mais pela internet ou pelo telefone. “Se eu colocar na ponta do lápis, a loja me dá prejuízo. Tem dia que não vale a pena abrir, pois todas as vendas são feitas online ou por telefone”, explica. “O único dia que vale a pena vir é o sábado. A loja virou point e sempre está cheia. Além do que, uma vez por mês, uma banda vem tocar Beatles. Por isso penso em achar um espaço para atender somente aos sábados”.

Sugeri a ele então que busque uma sala em um dos hotéis da região pois geralmente aos sábados a ocupação do departamento de eventos é tranqüila. Além disso, existe segurança e infra-estrutura de alimentos & bebidas para atender seus clientes. “Poxa legal, acho que vou fazer isso mesmo!”, disse.

Eu, se tivesse um hotel, convidava o Vladimir para montar sua loja lá. Até fiquei viajando e pensando num espaço que reunisse um café transado, bar, loja de livros e de música. Poderia ter até uma área para exposições e aí sim, estaria criado em point cultural que atrairia com certeza hóspedes e vizinhos. Os hotéis podem criar atrações novas, mudar um pouco, sair do arroz-e-feijão, inovar e vender mais! Será que é tão difícil? Será que todos estão engessados, travados ou perdidos? Vamos lá gente! Nós brasileiros somos muito criativos. Vamos virar a mesa e inovar nossa hotelaria!!! Desejo uma boa semana cheia de idéias! Fui!

Cadê o RH?

Uma das coisas que mais gosto de fazer é encontrar os amigos. Seja num almoço, café, numa pizza ou mesmo até no telefone, afinal estamos nos encontrando nas linhas e fibras óticas, ou não? Outro dia, num desses encontros, o meu grande amigo-que-não-vou-dizer-o-nome-prá-não-complicar-a-vida-dele ou deveria-dizer-para-lhe-fazer-um-favor desabafou: “somos meio que obrigados a fazer plantão no final de semana. Até tudo bem, mas agora a direção do hotel veio com um memorando dizendo que a partir desta semana podemos usar o restaurante do hotel apenas uma vez ao dia e que se quisermos levar a família temos que pagar pela hospedagem e alimentação!”. Pasmei. A comida caiu da minha boca, meus olhos ficaram vidrados, minha pressão subiu…! Truta-que-pariu! Será que alguns meios de hospedagem que não visam a hospitalidade têm um departamento de Recursos Humanos? Cadê o RH, gente? Ou eles vivem na época do DP? 

Como é que os colaboradores desses hotéis poderão sorrir e atender os hóspedes com simpatia? Como que eles vão acordar e ter vontade de ir trabalhar? E o RevPar? Com certeza vai cair. E aí, quem vão culpar? Quais cabeças irão rolar? Qual ponta da corda vai se romper?

Minha sugestão é que essas empresas contratem imediatamente uma consultoria de RH, de hotelaria ou talvez uma mãe-de-santo para ir benzer a diretoria que com certeza deve estar impregnada com fluídos maléficos da idade média. E você leitor, que pode ser um dos gerentes de plantão deste final de semana, ligue pra mim. Vou ouvir suas lamentações e tentar te ajudar! Fui!

O formato precisa mudar

Continuamos a ir às feiras e outros eventos do setor de turismo. Aviestur, Abav, Braztoa, Festival de Turismo de Gramado, Encatho, EBS, DBS… E é inacreditável como, mesmo com o advento da internet, algumas pessoas continuam indo com malas de rodinha para encher com folhetos que são distribuídos pelos expositores. Cito a internet porque tudo que você imaginar está lá. Inclusive folders de hotéis que podem ser “baixados” e impressos de acordo com a necessidade. Aliás, chega de gastar papel à toa. Imprimem-se toneladas que são inutilizadas nos lixões metropolitanos.

Chego a conclusão que o formato dessa feiras precisa mudar. Os expositores querem é fechar negócios, conhecer novos clientes e pelo menos tentar recuperar os investimentos gastos nos estandes. Conversei com o Antonio Dias, diretor executivo da The Royal Palm Hotéis. Na Abav, sua rede desembolsa cerca de R$ 100 mil no estande. “Não há retorno durante a feira desse investimento. A maioria dos visitantes vêm atrás de brindes”, lamenta. ”Infelizmente precisamos estar nas feiras. Temos que reforçar nossas marcas”, lamenta mais ainda.

As entidades ligadas ao setor de eventos deveriam pelo organizar o cronograma das feiras. Novembro é o mês das loucuras. Eventos no Sudeste, Sul e Mercosul atordoam as agendas de todos. Será que poderemos um dia ver a razão vencer os anseios e interesses pessoais? Será que um dia vamos ser racionais e nacionais? Vou nessa… Bom domingo e excelente semana!

Põe um especialista!

Já está mais do que provado que o Turismo é um grande negócio. Argentina, Espanha, França, México e tantos outros países já perceberam que os recursos provenientes desse segmento são bons prá caraca. O governo atual criou pela primeira vez assim que assumiu o poder um ministério exclusivo. O primeiro a ocupar um cargo, o Mares Guia, fez um trabalho que foi elogiado. Depois de sua saída, a Marta Suplicy foi a indicada e continuou seu legado. Em breve, ela também deixará de ser ministra para concorrer a eleição municipal de São Paulo.

Pois bem. Chegou a hora do governo contratar um especialista na área. Alguém que seja turismólogo de formação ou de vivência. Aquele que conduza o negócio e consiga quebrar as barreiras político-econômicas de vez. Que libere verbas sem pensar em outros assuntos posteriores. Converse com o trade de verdade. Não estou escrevendo aqui que os dois ministros não fizeram isso, porém é preciso fazer mais.

Vamos pra frente Brasil. Unam-se governantes do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, da Bahia, do Ceará, Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, do Pará, da Paraiba, do Paraná, de Pernambuco, do Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, de Rondônia, Rorâima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins! Vocês podem fazer esse país ser o maior do turismo mundial. Todo o trade torce por isso, bem como os cidadãos, pois além de tudo, o turismo não é um simples negócio, é o negócio do bem-estar, da paz, do bem viver! E ainda melhora todas as condições de vida. Viva! E boa semana!

Subindo à cabeça

Um dos fatores que mais atrapalham o desenvolvimento, seja de um negócio ou de um profissional, é a acomodação. Já escrevi sobre sapos-fervidos em relação às empresas. Hoje vou tentar escrever sobre os profissionais. É muito comum encontrar jovens executivos recém-formados ou com um par de anos de formação que iniciam um trabalho em uma determinada empresa. A atuação muitas vezes é exuberante. Expectativas dos empregadores são superadas e o reconhecimento surge antes do esperado. É aí que mora o perigo. Jovens executivos possuem grande habilidade em atuar com desenvoltura e força física. Possuem a arrogância necessária para não permitir que desagrados atrapalhem o caminho do sucesso. Quando começam algo vão até o fim.

O problema é quando começam a achar que são os únicos do mercado.

Começam a pensar que sabem tudo e que a empresa depende, agora, só deles para seguir o caminho. Não dialogam e preferem aceitar sugestões ou interferências externas. Pensam em abrir seu próprio negócio acreditando que a fórmula é fácil. Não vêem o passado, apenas o presente. É muito comum as pessoas pensarem que tudo é fácil e um caminho de rosas o tempo todo. Dou o exemplo de um cantor/cantora ou banda de música. Quando atingem o sucesso, todos pensam que foi da noite para o dia. Vide o exemplo dos Mamonas Assassinas, de Zezé de Camargo e Luciano. Quantos anos de estrada pelejaram para chegar às paradas de sucesso? É óbvio que não podemos generalizar, mas 99% dos cases da ascensão sou-the-best-fuck-the-rest não dão certo.

Jovens profissionais e empresários de meia-idade podem ser comparados aos adolescentes e seus pais. Os conselhos e advertências só servem para esnobar, encher o saco e etcetera. O timing quando amadurecemos é outro e a experiência continua sendo relevante. Continuo achando que deveríamos nascer velhos e morrermos nenês. Quando tivéssemos 30 e poucos anos com certeza tudo que fosse feito seria certo. Diálogo, comunicação, humildade e paciência. Isso sim deveria ser ensinado nas universidades! Vou nessa que hoje tem festa de casamento! Boa semana!

Turismo x caminhões

Como seria bom se pudéssemos reunir a esposa e as crianças, encher o porta-malas e ir viajar nas férias para um destino fora de nossa cidade ou estado. Lembro a última vez que fizemos isso. Foi em 2001 e decidimos fazer uma visitinha para o nosso amigo Garcia que naquela época era o gerente de Manutenção do Transamérica Comandatuba, lá na Bahia. Saímos numa madrugada e a idéia foi seguir direto para Vitória no Espírito Santo. A viagem de ida e volta foi tranquila exceto pela preocupação nas ultrapassagens que sempre éramos obrigados a fazer nos enormes caminhões-cargueiros e, é claro, na buraqueira das estradas.

É impressionante como quase 8 anos depois dessa viagem, que nos possibiltou conhecer locais e praias lindas, nada foi feito para inibir o aumento dos caminhões que circulam nas rodovias e conseqüentemente o número de buracos, provocado pelo excesso de carga, velocidade nas frenagens e qualidade ruim do asfalto.

Para quem leu Mauá, o empresário do século, fica mais fácil entender porque a malha ferroviária não cresceu no país. Naquele período, quando o Barão de Mauá quis iniciar a construção de ferrovias por todo o Brasil, principalmente, entre o Nordeste e Sul, encontrou uma barreira muito forte e egoísta. Os “empresários” que dominavam a economia daquele tempo eram os proprietários dos navios que faziam o tráfico de pessoas. Com o fim da escravatura, esses negociantes se viram parados com inúmeras embarcações sem ter o que fazer. Decidiram então transportar mercadorias para as capitais brasileiras e assim, quando Mauá chegou e quis desenvolver um transporte que traria o desenvolvimento correto para o país, essa gente fez pressão e inibiu o início de uma era que poderia ter mudado os rumos do Brasil.

Passados mais de 200 anos, parece que alguma luz no final do túnel começa a cintilar. Há promessas de construir duas linhas para trens de velocidade rápida entre São Paulo e Rio de Janeiro e entre Campinas e a capital paulista. Isso alanvacará a ida de turistas para o Rio e vice-versa, e quem sabe outros estados também imitem a iniciativa. Já, os caminhões continuarão a imperar nas rodovias, pois existem muitas empresas que vivem dessa onda como seguradoras, fabricantes de autopeças, petrolíferas, marginais que assaltam os caminhões, empresas de segurança que fazem escolta aos mesmos, entre tantas outras.

Volto a repetir: se começarmos a pensar no país primeiro e depois em nós, teremos grandes chances de transformar este Brasil em uma das principais potências do mundo. Como dizia aquela canção… “Depende de nós…” Boa semana!

Internet e o sapo fervido

A internet está aí para todos. Tem gente que vive só da venda de diárias em hotéis. É comprar e vender. Como um produto comum, uma mercadoria. Tem gente que ganha mais de US$ 1 milhão por ano, trabalha de bermudas em casa vendendo destinos para turistas internacionais. É claro que por trás de qualquer ação, existe uma ciência. Não é tão fácil assim. Chegar e conseguir da noite para o dia fazer milhares de dinheiros. Mas é possível sim. Basta querer, pesquisar e planejar. Saber qual é a demanda, a bola da vez. Juntar os palitos, montar o castelo com bases sólidas aliado a um bom e sério trabalho. O sucesso chega na hora certa, no momento preciso.

A internet está no ar há pouco mais de 10 anos. Começou no dia 1º de janeiro de 1996. Alguns anos depois houve a bolha, onde muita gente vendeu seus projetos por 200, 300, 400 milhões de doletas. Se deu bem prá xuxu. Depois o mundo caiu na real e viu que não era simples assim. Todos recuaram. O site Uol demorou muito tempo para sair do vermelho, a Aol se deu mal. Outros ainda batalham por um espaço no Sol. Mas, precisamos concordar que a nova bolha já está acontecendo. A geração que nasceu com a internet estará daqui a pouco assumindo e ocupando cargos de direção e utilizando a internet como nossa tia usava o caderno para escrever receitas ou a escova para pentear o cabelo. Quando a geração pré-internet se aposentar daqui a alguns anos e a pós-internet assumir de vez as rédeas do business cada vez mais globalizado, aí sim iremos ter a nova onda chegando na praia e trazendo tecnologias nunca antes vistas – alguém aí lembra do filme Minority Report do Spielberg? Pois é, daqui há pouco teremos tudo aquilo em nossas mãos.

O que não podemos fazer é ficar esperando os acontecimentos chegarem. Quem cursou Administração, certamente foi lecionado com o exemplo do sapo fervido: pega-se uma panela grande, coloca-se água fria e leva-se ao fogo. O único ingrediente é um sapo vivo, que fica boiando calmamente e não percebendo a água esquentar. Quando percebe já é tarde. O sapo morre. A segunda opção é pegar a mesma panela com água, esperar pela fervura e jogar o sapo vivo lá dentro. O bicho dá um baita pulo e salta fora. É a reação que precisamos ter todo os dias. Lutar pelo novo sempre! Inovar! E aí? Que sapo você é? O fervido ou o pode-vir-quente-que-eu-estou-fervendo? Fui!

Turistas em trânsito

Vejo turistas em trânsito o tempo todo. E não é no aeroporto. A expressão “em trânsito” se refere aos viajantes que esperam por conexão. Me refiro, infelizmente, aos turistas que chegam em São Paulo, cidade onde nasci, cresci e vivo atualmente – se tiver que mudar, quero morar na Nascimento Silva, em Ipanema, preferencialmente em frente ao número 107, onde residiu o mestre Tom. Sim, vejo turistas dentro de automóveis dentro de engarrafamentos caóticos na marginal Tietê ou Pinheiros. Vejo turistas presos no caos do trânsito que se agrava a cada dia nos Jardins, no Itaim, no Brooklin, em Pinheiros, Moema, Campo Belo e em outros belos bairros da maior cidade da América do Sul.

Afinal, qual é a solução do trânsito? Pedágios urbanos, dizem uns. Mais um dia de rodízio, sugerem outros. A minha primeira sugestão é que coloquem engenheiros de verdade na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A segunda, é que os recursos arrecadados com as multas permaneçam no CET e que não sejam mais enviadas para Brasília. A terceira é que parem de construir conjuntos habitacionais em ruas que não podem suportar mais um carrinho de rolemã. Imagino quando três enormes torres que estão sendo finalizadas aqui perto da minha casa no Brooklin sejam entregues. Serão cerca de 500 novos automóveis circulando na mesma rua que existe há mais 50 anos. Será que a prefeitura não enxerga isso? Acredito que ela vê apenas os mais IPTUs que serão recolhidos.

No mês que vem deverá ser inaugurado a ponte que estão chamando de novo cartão postal da cidade, também no Brooklin. Com certeza não irá resolver nada no fluxo dos automóveis que cruzam o rio. Nossos governantes não têm visão do futuro. Se a prefeita Erundina, ao invés de tapar os túneis que o Jânio Quadros fez, tivesse pensado em estender o Metrô (saindo da estação Paraíso, pela 23 de Maio e entrando direto no túnel e saindo na marginal de Pinheiros e fazendo a ligação com o trem espanhol, teríamos o subway no Itaim. Por que não fazem uma linha da estação Vila Madalena até a estação Cidade Universitária? Por que não interligam a estação Consolação à Santa Cecília? Quantos quilômetros são de distância? Dois, três, quatro no máximo? O cidadão que trabalha na Paulista e mora na Zona Leste atualmente precisa fazer duas trocas de trem para seguir ao seu destino. Ninguém faz nada, ninguém reclama. Vamos tomar uma atitude? Quem se habilita?

The Beginning

Bem que o governo poderia criar novas cidades em localidades rurais inexpressivas. Aquelas enormes fazendas que não produzem nada e que servem apenas para esquentar as escrituras empoeiradas no fundo das gavetas do móvel do avô.
A fórmula é simples, e com certeza alguém já deve ter pensado nisso:
1) Escolhe-se uma área grande já preparada para o cultivo e com atrativos turísticos;
2) Cria-se uma lei de incentivo para a instalação de grande(s) empresa(s), como por exemplo, de alimentação;
3) Incentiva-se a mudança de famílias para o local, com emprego garantido;
4) Desenvolvem-se escolas, universidades, hospital, comércio, empregos, etc;
5) Exporta-se o que for produzido
6) E ao invés do The End, teríamos o The Beginning

Os dois carnavais: business e lazer

Este assunto é de outros carnavais. Literalmente. Já não é deste século que alguns brasileiros mais sérios sugerem que o Carnaval seja comemorado uma semana após o réveillon. O Brasil não começa antes da data festiva e atrapalha os negócios. De um lado, eles têm razão, realmente o país deixa quase tudo para depois da batucada e do desfile.

Tenho conversado com executivos da hotelaria. Quem é do segmento business afirma que o carnaval neste ano sendo no começo de fevereiro fez o mês ter uma ocupação excelente. Já, os hoteleiros do lazer se queixam dizendo que o carnaval foi um fiasco. Caiu muito perto de janeiro. “Os turistas saíram de férias no primeiro mês do ano, e ainda nem haviam recebido o salário e já era carnaval. Quando o feriado é em março, o primeiro trimestre registra índices excelentes”, afirmam. O que fazer então?

Alguns destinos estão organizando, já há alguns anos, carnavais fora de época. Natal, Aracaju. Eles descobriram que o carnaval é um produto e tentam atrair turistas em períodos de baixa. E já que falamos em baixa temporada. O Brasil não pode ter baixa estação. Temos que continuar criando produtos e colocando nas prateleiras. Temos tantas festividades, tantos festivais. De Paratins, no Amazonas. Da Uva, em Caxias. Parada Gay, em São Paulo. São João… e assim por diante.

Os organizadores de eventos, as associações e o Ministério do Turismo precisam entrar em um acordo geral. Em prol do turismo brasileiro. Organizar tudo e colocar no calendário de forma business-objetiva. O turismo é o melhor negócio do mundo. E o Brasil será o país mais turístico do planeta. Podem escrever! 

Vender sempre. Atender, jamais?!

Os turistas que visitam os destinos também são compradores em potencial. Alertá-los que existem lojas que agem com descaso e má fé é nosso dever.

Existem empresas que se preocupam em vender muito bem. Investem em publicidade anunciando cadeiras giratórias. A loja em questão fez campanhas duradouras na revista Veja em São Paulo e em alguns jornais. Uma dessas lojas, e eu vou citar o nome – Casa da Prateleira – comercializou muitas dessas cadeiras no segundo semestre de 2006. Aquele que vos escreve foi um dos que adquiriu uma delas. E o que me fez comprar foi o nome da loja, que me pareceu séria e que está no ramo há um bom tempo.

Fui informado que a mercadoria era importada da China e que assim que ela chegasse me avisariam para ir retirá-la na loja. A montagem deveria ser por minha conta. OK. Dentro do prazo, me ligaram e fui retirar o produto. Montei a minha nova cadeira e começei a usá-la feliz da vida. Passados exatos 46 dias o braço esquerdo quebrou – o braço, nesse caso, é a peça que une o assento ao encosto. Levei a cadeira até a loja e informei do problema. A gerente Daniele fez pouco caso e só me atendeu depois que informei que havia comprado a cadeira havia menos de dois meses. Pedi para que trocassem a cadeira por outra com braços de ferro – eu pagaria pela diferença. Não fui atendido. Alguns dias depois, fui retirar a cadeira com a peça trocada. Avisei que o problema iria se repetir. E foi o que aconteceu.

No começo deste mês de fevereiro de 2008, a mesma peça quebrou – e olha que nesse período emagreci mais de 10 quilos. Lá fui eu de novo. Qual foi minha surpresa quando a vendedora Angela me disse que a Casa da Prateleira – por que eu fui comprar uma cadeira numa casa de prateleiras, eu não sei! - não importava mais esse tipo de produto porque tiveram muitas reclamações. Anotou a minha e disse que eu deveria ligar para a gerente Daniele que agora atendia na loja do Morumbi. Bom, para resumir a história: eles não podem fazer nada. Acabei de desligar o telefone. Conversei com a Daniele, que me sugeriu fazer uma reclamação via site. Ainda existem empresas que trabalham com a filsofia ganha-perde. Eles ganham sempre, e nós, consumidores… Fui. Pro Procon. 

Recepção triunfal

Ontem fui visitar um amigo que trabalha num hotel na região da Paulista. Assim que pus o pé dentro do lobby, olhei em direção da recepção (o que faço sempre) e vi a recepcionista olhando e sorrindo para mim. A medida que ía me aproximando, seu sorriso contagiante aumentava. Quando parei em frente ao balcão, ela me disse um bom dia de verdade e perguntou como podia ajudar. Informei que estava lá para ver o senhor-fulano-de-tal. “Pois não”, ela respondeu, e sem nunca perder o sorriso telefonou, avisou a pessoa do outro lado da linha, desligou e me direcionou, sorrindo, para um assento. De lá, fiquei observando seu trabalho. Atendeu a todos com o mesmo sorriso e cordialidade. Fiquei feliz.

Outro dia fui visitar uma amiga que trabalha num hotel na mesma região da Paulista. Assim que adentrei no lobby, olhei para a recepção. Duas recepcionistas conversavam e uma outra atendia uma pessoa. Fui me aproximando e elas continuavam conversando. Cheguei perto do balcão e a mais bonita delas olhou pra mim com uma cara de por-que-está-atrapalhando-nossa-conversa e não disse nada. Vomitei um bom dia pra ela e perguntei pela minha amiga. Sem responder, ela pegou o telefone, discou, falou, desligou e me disse: “ela já vem”. Resolvi ficar ali mesmo no balcão esperando. Fiquei triste.

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