Os cinemas do centro de São Paulo

Hoje fui ao centro de São Paulo para uma reunião. Depois do almoço, junto com o amigo Agnaldo Chagas fomos visitar dois hotéis. Um deles, o Itamaraty na Vieira de Carvalho, simples na decoração mas com tecnologia que muito hotel grande não possui, como o acesso wi-fi nos apartamentos. Depois, fomos ver o Marabá, que fica em cima do cinema de mesmo nome. O hotel é muito interessante e com certeza vou fazer um In Loco nele. O mercado precisa conhecer um dos melhores empreendimentos da região central de Sampa.

Durante o almoço, que aconteceu no Estação República, na rua Aurora, conversamos sobre cinema, inspirados pela decoração do restaurante que exibe pôsteres e cartazes de famosas películas. Logo, estávamos viajando no tempo. Lembrei da época que eu tinha entre 15 e 16 anos, morava no Bom Retiro, e ía duas vezes por semana aos cinemas do centro. Naquela época, ainda não existiam as salas nos shopings. Como num filme, passaram em meu HD pessoal, que já anda meio riscado, os cines Ipiranga, Marabá, Ouro, Olido, Metro, Comodoro, Windsor, Marrocos, Espacial, Barão, República, onde assisti pela primeira vez um filme em 3D – era sobre vampiros, horroroso. Tinha uma cena que uma das personagens era transpassada por uma lança e um dos seus orgãos internos fica pendurado na ponta, e, sendo a película em três dimensões, por uns cinco minutos, enquanto ele não morria, o fígado parecia ficar bem na nossa frente. Cada coisa que a gente lembra, não?  Bom, mas voltando para os cinemas… Que saudades daquelas salas enormes – o Marabá tem uma com capacidade para três mil pessoas, a maior da cidade.

Sem saudosismos, pois não adianta ficar se lamentando e relembrando com pesar de épocas que já se foram, como será que nossos filhos irão se lembrar dos cinemas atuais? Posso até imaginar eles conversando daqui a 30 anos… “Lembra quando íamos ao cinema dentro dos shopings? Pois é, agora assistimos filmes em óculos especiais nos quais fazemos o download direto da grande rede.” O que será que vai acontecer? Os cinemas vão acabar? Acho que não. Talvez os hotéis assumam esse papel… Como num sonho bom: sair para assistir um filme no Grande Hotel, depois jantar no seu restaurante, e quem sabe esticar e dormir em alguma de suas suítes… Fui!

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