Turismo x caminhões

Como seria bom se pudéssemos reunir a esposa e as crianças, encher o porta-malas e ir viajar nas férias para um destino fora de nossa cidade ou estado. Lembro a última vez que fizemos isso. Foi em 2001 e decidimos fazer uma visitinha para o nosso amigo Garcia que naquela época era o gerente de Manutenção do Transamérica Comandatuba, lá na Bahia. Saímos numa madrugada e a idéia foi seguir direto para Vitória no Espírito Santo. A viagem de ida e volta foi tranquila exceto pela preocupação nas ultrapassagens que sempre éramos obrigados a fazer nos enormes caminhões-cargueiros e, é claro, na buraqueira das estradas.

É impressionante como quase 8 anos depois dessa viagem, que nos possibiltou conhecer locais e praias lindas, nada foi feito para inibir o aumento dos caminhões que circulam nas rodovias e conseqüentemente o número de buracos, provocado pelo excesso de carga, velocidade nas frenagens e qualidade ruim do asfalto.

Para quem leu Mauá, o empresário do século, fica mais fácil entender porque a malha ferroviária não cresceu no país. Naquele período, quando o Barão de Mauá quis iniciar a construção de ferrovias por todo o Brasil, principalmente, entre o Nordeste e Sul, encontrou uma barreira muito forte e egoísta. Os “empresários” que dominavam a economia daquele tempo eram os proprietários dos navios que faziam o tráfico de pessoas. Com o fim da escravatura, esses negociantes se viram parados com inúmeras embarcações sem ter o que fazer. Decidiram então transportar mercadorias para as capitais brasileiras e assim, quando Mauá chegou e quis desenvolver um transporte que traria o desenvolvimento correto para o país, essa gente fez pressão e inibiu o início de uma era que poderia ter mudado os rumos do Brasil.

Passados mais de 200 anos, parece que alguma luz no final do túnel começa a cintilar. Há promessas de construir duas linhas para trens de velocidade rápida entre São Paulo e Rio de Janeiro e entre Campinas e a capital paulista. Isso alanvacará a ida de turistas para o Rio e vice-versa, e quem sabe outros estados também imitem a iniciativa. Já, os caminhões continuarão a imperar nas rodovias, pois existem muitas empresas que vivem dessa onda como seguradoras, fabricantes de autopeças, petrolíferas, marginais que assaltam os caminhões, empresas de segurança que fazem escolta aos mesmos, entre tantas outras.

Volto a repetir: se começarmos a pensar no país primeiro e depois em nós, teremos grandes chances de transformar este Brasil em uma das principais potências do mundo. Como dizia aquela canção… “Depende de nós…” Boa semana!

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