Hotelaria e os navios. Parte 2

Entre 2006 e 2007, vários hoteleiros incluindo suas entidades representativas fizeram vários manifestos contra os navios de companhias que realizam cruzeiros pela costa brasileira. Foi uma grande chiadeira que afirmava a injustiça das embarcações pelo fato de não pagarem impostos e não gerarem nenhum insumo nas economias dos destinos atracados. OK, uns tinham razão em certos aspectos e outros também não deixavam em ter as suas.

Durante a última edição do Congresso Nacional de Hotelaria (Conotel), realizado na semana passada no Rio de Janeiro, um dos assuntos mais discutidos foi a candidatura da cidade para os jogos olímpicos de 2016. Um dos problemas apontados pela Comissão Olímpica Internacional (Coi) é a falta de leitos da cidade. Construir mais meios de hospedagem para o evento é assinar o atestado de estupidez, pois o Rio – leia-se Barra da Tijuca, pois é onde ainda há espaço – não possui um índice de ocupação que permite sonhar com um esse desenvolvimento. Uma das sugestões da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), organizadora do Conotel, é trazer navios e transformá-los em hotéis flutuantes, devidamente ancorados nos cais outrora guinleanas.

Muitos congressistas e participantes deram risada e alguns relembraram o velho provérbio, “quem cospe para cima acaba sendo atingido pelo próprio cuspe!”. Eu não vejo dessa forma. Tudo bem, a gestão era outra e às vezes falamos o que não queremos. Eu sempre procuro analisar os dois lados, pensar com a cabeça dos envolvidos e chegar a um acordo que satisfaça a ambos. Se o Rio vai sediar as olimpíadas, tudo bem, mas desconheço na história um país que tenha sediado um Copa e dois anos depois ter organizado uma Olímpiada. Minha intuição diz que Chicago ou Tóquio serão um dos ganhadores. Nada contra o Rio, ao contrário, adoro a cidade e já escrevi que ainda vou morar nela, mas visualizo que talvez nos jogos de 2020 ou 2024 estaremos mais preparados. O negócio é se concentrar na Copa, fazer um excelente trabalho, limpar as cidades, melhorar seus entornos e colocar em nosso portfólio uma perfeita organização de um evento que sem dúvida é muito mais economicamente vantajoso para todos. E, a final do torneio obviamente tem que ser no novo Maracanã! Boa semana!

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1 Comentário

  1. Peter, parabéns pelo seu texto. Concordo com o seu pensamento.
    Grande abraço,
    Mauricio

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