Criar, é preciso!

Minha paixão pelos Beatles me levou até a loja Blackbird localizada na avenida Paulista. Isso me faz lembrar das minhas andanças pelos sebos e pelas feiras da praça Benedito Calixto e do Bexiga. Aos sábados, pela manhã, eu ía atrás dos LPs dos quatro cabeludos de Liverpool para montar a minha coleção brasileira, que está quase completa – faltam dois LPs e um compacto. Não tive coragem em colecionar as edições inglesas, já que cada um dos albuns lançados na época custa hoje entre 250 500 doletas. Há casos, como o LP norte-americano Yesterday and Today que chega a valer mais de US$ 2 mil. Mas, isso é outra história.

Já são mais de cinco anos que conheço o proprietário da Blackbird, Vladimir Dantas. Atualmente nos vemos quase diariamente, pois sua loja fica a poucos passos do escritório do Hôtelier News. Às vezes até almoçamos juntos. Na sexta-feira fiz uma visitinha e conversamos bastante. Enquanto o som dos Fleet Foxes rolava nas caixas – a banda é muito boa, nova e de Seattle – conversávamos sobre os planos de Vladimir sobre a Blackbird. Ele me dizia que suas vendas acontecem muito mais pela internet ou pelo telefone. “Se eu colocar na ponta do lápis, a loja me dá prejuízo. Tem dia que não vale a pena abrir, pois todas as vendas são feitas online ou por telefone”, explica. “O único dia que vale a pena vir é o sábado. A loja virou point e sempre está cheia. Além do que, uma vez por mês, uma banda vem tocar Beatles. Por isso penso em achar um espaço para atender somente aos sábados”.

Sugeri a ele então que busque uma sala em um dos hotéis da região pois geralmente aos sábados a ocupação do departamento de eventos é tranqüila. Além disso, existe segurança e infra-estrutura de alimentos & bebidas para atender seus clientes. “Poxa legal, acho que vou fazer isso mesmo!”, disse.

Eu, se tivesse um hotel, convidava o Vladimir para montar sua loja lá. Até fiquei viajando e pensando num espaço que reunisse um café transado, bar, loja de livros e de música. Poderia ter até uma área para exposições e aí sim, estaria criado em point cultural que atrairia com certeza hóspedes e vizinhos. Os hotéis podem criar atrações novas, mudar um pouco, sair do arroz-e-feijão, inovar e vender mais! Será que é tão difícil? Será que todos estão engessados, travados ou perdidos? Vamos lá gente! Nós brasileiros somos muito criativos. Vamos virar a mesa e inovar nossa hotelaria!!! Desejo uma boa semana cheia de idéias! Fui!

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