A vida como ela é… Mas, e o mercado? É claro que está sabendo!

Não quero de forma nenhuma plagiar o saudoso Nelson Rodrigues – aliás aí vai uma dica para quem gosta de uma boa biografia: o Anjo Pornográfico, do meu escritor preferido Ruy Castro, que é sobre a vida do Nelson -, mas a vida as vezes nos prega algumas peças, nada teatrais e infelizmente muito reais!

Não vou entrar em detalhes, mas as vezes o sistema nos desanima. Estou cada vez mais pdavida com a normalidade da indiferença das pessoas com algumas ações e da indiferença da normalidade em outras questões relativas ao coletivo. Parece bobagem, mas não é. O exemplo pode ser fraco, mas retrata fielmente o quero dizer: todos os dias caminho até o estacionamento pela alameda Santos, e em frente ao Sesi tem um buraco quase no meio fio, sempre cheio d’água, alguns carros desviam e outros não estão nem aí. Passam com seus potentes suvs (as peruas grandes) e chuá nos pedestres. É o descaso da indiferença humana. Onde vamos parar? Fico pensando. Qual será o destino dos destinados a ficarem com essa indiferença coletiva? Em qual planeta serão exilados desta vez?

E falando em exílio, as coisas não andam muito bem em um meio de hospedagem paulistano, lembram do post publicado em dezembro Ele foi despedido. A causa? não entrou no esquema! Pois é, seis meses depois, a coisa piorou bastante e o mercado está comentando, o assunto saiu da esfera hoteleira e já chegou no nível dos fornecedores. Conversei com um deles que confirmou tudo. Sim, parece que estão cobrando uma “caixinha extra” para poder assinar novos contratos. Coisa feia!

Além disso, há indícios de racismo, pois um dos ex-colaboradores me confidenciou que o gerente mór do empreendimento pediu para ele despedir um de seus executivos apenas por ele ser afro-descendente. “E não é só isso, se ele (o gerente) invocasse com algo em uma pessoa, tipo o nariz ou outro setor anatômico, ele simplesmente virava e dizia, manda embora!”. Triste, muito triste, ai que dó que me dá!

Outro assunto que também incomoda é o super-faturamento. Um dos ex-colaboradores da área administrativa disse que houve um aumento de mais de 50% sobre a previsão de gasto do orçamento inicial. Além do assédio moral – leia no post antigo – e da corrupção que parece ser algo natural na vida de dois ou três executivos desse meio de hospedagem, é a total falta de competência para gerenciar o empreendimento. O break even é muito alto e não sabemos até quando o hotel conseguirá se manter. Só se tiver um banco por trás.

Uma coisa é certa, o atual gerente geral já passou pela implantação de um ex-futuro hotel de luxo no Nordeste. O rombo dizem que foi tanto, que até hoje não abriu, os investidores desistiram pois não conseguem ver uma luz no final do túnel, pois não há meios em recuperar o que foi gasto. Agora, me expliquem uma coisinha: como é que um executivo desses consegue ser contratado e continuar no mercado? Será que há algo de podre no reino de…? Fui, com votos de uma excelente semana com feriado na quinta! Abraços!

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3 comentários

  1. Felipe Ricardo

    Pior que o caixa dois, são os abusos autoritários, a arrogância desmedida,o caráter preconceituoso deste “líder” que humilha e ofende os seus, que destaca de forma cruel e maliciosa as características físicas da equipe que trabalha em seu hotel.

    Como um monstro, sim porque aos meus olhos esta pessoa asquerosa é um monstro, pode conviver livremente em meio a sociedade e pior, representar um hotel tradicional de porte e renome?

    Algumas coisas nós não iremos entender nunca, porque não existem explicações plausiveis para tais.

  2. Dado Dolabela

    Amigo Peter,

    esta é uma prática comum em muitos hotéis. Caixa 2, pagamento “under the table” e superfaturamento são fáceis de observar. E os leitores que se atreverem a comentar certamente vão corroborar isto. Eu mesmo passei por alguns hotéis e enxerguei irregularidades em todos eles. Hoje sou um simples consultor e não tenho mais que suportar esta falta de ética aliada a comportamento “nazistas” como você citou em outro post.
    DD

  3. Adolpho Cyriaco

    Meu caro Peter,

    Temática muito bem levantada, pois a frequência dos “czares” que entendem um pouco de operação hoteleira mas quase nada de condução administrativa e efetiva liderança é assustadora neste ramo hoteleiro.

    Vício de origem, pois grande parte do setor independente e a maioria das operadoras ainda estão na idade da pedra em termos de gestão e modernidade administrativa.

    Quanto à corrupção disseminada, ela decorre do modelo centralizado e centralizador da gerência geral e a maioria das administradoras/operadoras faz vista grossa (o dinheiro em risco não é delas), e pede “provas” cabais quando as evidências são gritantes e flagrantes. Como se os investidores/donos do hotel tivessem que se transformar em detetives.

    Como recursos humanos realmente qualificados são escassos, os pseudo-profissionais acabam sobrevivendo, recolocando-se e gerando mais prejuízos. Sou contrário à elaboração de qualquer tipo de “lista negra”, mas precisaria haver mais cuidado nas contratações.

    O setor hoteleiro precisa se atualizar em termos de gestão.

    Abraços.

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