Tarifas pizzativas

Tenho escrito freqüentemente neste blog sobre a necessidade dos hoteleiros trabalharem em prol de tarifas condizentes com os serviços oferecidos em seus meios de hospedagem. Confesso que para você leitor, às vezes o assunto possa ficar repetitivo, mas percebo que ainda temos que bater nesta tecla.

Escrevo dentro do avião, voltando para São Paulo, após ficar uma semana no Rio Grande do Sul, onde na sua capital visitei alguns hotéis, reencontrei amigos e conheci novos profissionais da hotelaria. O objetivo principal da viagem foi o Festival do Turismo de Gramado, feira que fecha o calendário de eventos grandes do ano, neste magnífico país.

Como não conseguimos hotel na cidade do Natal Luz, optamos por ficar em Caxias do Sul e, como sempre, os parceiros da Rede InterCity nos brindaram com a hospitalidade na cidade (e em POA também), distante 70km de Gramado e com cerca de 500 mil habitantes.

Pois bem, relatos me deixaram perplexo em relação às tarifas aplicadas pelo mais novo hotel mid-scale aberto na região. O empreendimento, que é operado por rede, entrou no mercado oferecendo tarifas soft opening e permaneceu com elas por quase um ano. Já escrevi em outro post: o momento de abertura de um hotel, dependendo de sua categoria, é o melhor para ajudar a aprimorar o mercado. A fórmula é simples: hotel novo já se difere dos outros por ser simplesmente, novo! E por que, ó raios, tem que se abrir com tarifas mais baixas? E o pior, o que os hotéis independentes vão pensar dos empreendimentos de rede? Que são vilões? Que acabam com o mercado ao invés de aprimorá-lo? Obviamente não são todas as redes que trabalham assim e por isso deve-se criar comitês visando a união do segmento, onde a troca de informações serve principalmente para a melhoria.

E foi isso que foi feito. Explicaram aos investidores do hotel que a prática de tarifas baixas servem apenas para direcionar o empreendimento ladeira abaixo. Como pode-se, por exemplo, praticar a manutenção preventiva se não há como ter budget? E a capacitação? Com treinar colaboradores se não há verba? Eles entenderam o recado e agora, a rede não pode alterar as tarifas (para baixo) sem o aval do conselho. Ótimo! É isso! E ai daquele que vier abrir um hotel da mesma categoria praticando tarifas menores. Capacitação nele!

As tarifas em Caxias ainda estão baixas, e a comparação é triste. Ir comer uma pizza em um dos melhores restaurantes da cidade custa quase o preço de uma diária com café da manhã num mid scale. É mole? Dá para comparar? E pra finalizar: quando vamos comprar passagens aéreas, seja para onde for, aceitamos o que as companhias aéreas oferecem. Não damos um pio! Será que a solução seria vender diárias apenas on-line? Ah, e se ligar para o hotel para comprar, que seja mais caro! Fui! Aho!

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