Aéreas X Hotéis: anos luz à frente!

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A história toda começou com a demanda de um amigo para comprar uma passagem para Paris, pois ele sabe que tenho amigos trabalhando em agências de viagens. Dei um skype para um velho e conhecido amigo e o melhor que consegui foi R$ 15 mais caro (incluindo taxas) do que o próprio site da companhia aérea, em busca feita pela ferramenta Skyscanner – available para android e iOS, que ele mesmo tinha pesquisado antes de me ligar.

Eu já tinha “baixado” o app, mas nunca tinha pesquisado a fundo. Fiz a mesma busca que ele tinha feito e acabei caindo dentro do site da companhia aérea com o preço mais barato do que a da agência de viagens, que me passou o valor de custo. Fiz outras pesquisas, de São Paulo para Salvador, por exemplo, e depois de escolher o voo o aplicativo sempre direcionava para o site da aérea. O app deixa claro que não cobra nada pelo “serviço”.

Ótimo. Baixei também o Skyscanner Hotéis para ver como funciona. Inseri alguns dados de uma suposta viagem à capital baiana. Rapidamente e com um visual clean o app me apresentou uma lista com mais de 200 meios de hospedagem. OK, escolhi um hotel, cliquei, a página deu uma viradinha e apresentou os preços em alguns canais como booking, logitravel, easytobook, hotels. E o site do hotel, está disponível? Não.

OK, é muito difícil você fazer a integração com milhares de sites de hotéis independentes, muitos deles nem tem um CRM instalado ali, então, tecnicamente se torna complicado. As companhias aéreas podem ter um número que ultrapasse os dois dígitos, mas e as redes hoteleiras? Por que elas não estão com a sua venda direta ofertada por meio de seus sites, seus canais próprios? Venda limpa, sem comissões, podendo ser até 20% mais atrativas?

Uns falam em paridade tarifária, que é preciso respeitar a equivalência em todos os canais. Na semana passada, a Marina Julio comentou que na Alemanha a paridade tarifária já está sendo questionada e alterada. Pois é, eu não chego na St. Marché, peço um pão rústico e digo, quanto custa? Ah, tá pago 30% menos, pode ser? Por que então os hotéis permitem que os canais digitais estipulem preços mínimos? Ah, porque eles vendem bastante… Alguns respondem.

A solução é capacitar investidores, diretores, gerentes e fazer as contas. Investir X e ter o retorno em Y tempo. Ou ainda tem hotel que imprime tarifário? O pior é que tem… 

Arar a terra, semear, regar, podar, tratar, cuidar, colher… Sim, dá muito trabalho, porém com toda a tecnologia existente hoje, qualquer demanda se faz possível no universo da informática. Basta querer. A união faz a força e o hoteleiro precisa entender que o destino vem antes de qualquer meio de hospedagem. E se o destino vem antes, então é preciso se unir em torno dele e aí sim incitar a criatividade e se diferenciar do restante. Cada um fazendo o melhor sempre! E aí o mercado cresce, se aprimora, se valoriza… 

Não perdi as esperanças, tenho a bandeira da hotelaria hasteada e um dia chegaremos lá. 

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2 comentários

  1. Infelizmente e verdade, já fazem anos que a emissão diretamente pelo passageiro com a cia aérea via site e de alguns hotéis que as tarifas são baixas ou promocionais e são mais elevadas quando emitidas pelo agente de viagens.

    • Olá Menache! Há quanto tempo! Pois é, a forma de pensar o novo se torna necessária!
      Um abraço

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