A expectativa pode levar tudo por água abaixo

Quando me comentaram de que o show Le Rêve é o melhor em cartaz em Las Vegas, superando inclusive o “O” do Cirque du Soleil, confesso que a expectativa foi lá pro alto. Da penúltima vez que estivemos na Sin City, em junho, durante o Pmweb Hit the Road, o Le Rêve estava em recesso por motivo de férias de seus integrantes. Vimos o “O” e eu gostei muito. Primeiro, porque a água é um dos elementos mais importantes de nossas vidas, segundo porque o show é fenomenal.

O Cirque é algo fabuloso e não dá para imaginar como eles conseguem ter idéias tão mirabolantes. No fundo são simples mas de  difícil execução. Palcos que giram, sobem, somem, simplesmente fantástico!

Mas voltando ao Le Rêve, eu ainda prefiro o “O”. Sem sombra de dúvidas. Não sou crítico de shows, mas posso garantir que o segundo é mais trabalhado, o roteiro é completo e condizente. Há essência e história. Um começo, meio e fim. O final do Le Rêve descamba para uma rumba salseada, onde os dançarinos parecem sair de um outro show, ou seja, pisaram no tomate no final. Aliás, quantos filmes vamos assistir que até que vão bem, mas no final a coisa despenca pro chão, nos deixando com aquela sensação de vazio. O Le Rêve é meio assim, desmorona no final. Sim, existem momentos mágicos no espetáculo em cartaz no Wynn, mas não compensam o restante do show. O Le Rêve estreou no dia 6 de maio de 2005, ou seja, sete anos depois da estreia do “O”. É preciso dizer algo mais? Copiar, tudo bem! Mas copiar para melhor, inovar! Para finalizar, digo o seguinte: com certeza vou assistir de novo o espetáculo do Cirque, mas o Le Rêve… Definitely not!

Por isso, temos que manter a expectativa sempre lá embaixo. Quanto maior, mais chance de desapontamento temos. É por isso também que não adianta prometer algo para não cumprir depois. Tem muito “vendedor” que promete e diz tanto que os hóspedes chegam no empreendimento com a expectativa lá em cima. Se algo sai errado ou eles sentem-se decepcionados, sabe quando eles voltarão? Nunca! E sabe o quanto eles falarão mal do lugar? Ui!

Ah, ía me esquecendo em dar uma satisfação por não ter escrito nas últimas duas semanas. Viajei e simplesmente não consegui! Sorry! Desejo uma excelente semana! Fui, aho!

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O prazer em ser pai!

Lembro muito bem quando a Giulia nasceu, estava dentro do centro cirúrgico da maternidade São Luiz, em São Paulo. Não sabíamos se ía ser menino ou menina, mas já tínhamos escolhido os nomes caso fossem um ou outro. Seria Matheus, se a Giuiia não tivesse escolhido em vir e ser nossa filha. O parto foi uma cesariana. Assim que o Dr. Marcelo tirou o neném da Solange, ele disse:
– Bem-vinda Giulia!
Ficamos muito felizes e assim que trouxeram ela para perto da mãe, reparei nas suas grandes mãos com dedos compridos!
– Será que ela será pianista?
A Giulia cresceu, hoje tem 20 anos, faz pedagogia e em breve se formará como professora. Uma das profissões de que mais me orgulho nesse mundo. Parabéns Giulia!

O Gian Luca veio três anos depois. Menino dotado de uma sensibilidade tremenda e muito carinhoso. Também assisti o parto, porém, já sabíamos que seria ele. Um barato! Ter duas crianças em casa, uma com quase quatro e outra com meses, preencheu nossas vidas com muita alegria. O Gian ainda não decidiu o que quer fazer, mas tudo bem. Cada um tem seu tempo para decidir a sua vida. Aliás, cada um…cada um! Gian, você tem o seu tempo, por isso não se preocupe em ter que fazer isso ou aquilo, o importante é descobrir o que teu coração deseja, quando saber a resposta, todas as portas se abrirão! Parabéns Gian!

E o Giorgio? Ah, esse menino temporão, chegou dez anos depois, e nos fez vivenciar tudo novo. Já tínhamos ficados desacostumados em segurar um bebê no colo, ver engatinhar, aprender a andar, falar… Que legal!! Esse Giorgio, grande figura…! Um verdadeiro artista, que tem tudo para ser o que quiser! Assisti o parto, claro! Parabéns Giorgio!

Nesse Dia dos Pais, tenho que agradecer pela oportunidade em sê-lo e ter como filhos, amigos e pessoas tão especiais! Agradeço pela vivência, pelo aprendizado e por terem escolhido em estar conosco. Sim, acredito piamente que são os filhos que escolhem seus pais! Eles é que “baixam” e vêm nos ajudar a crescer. É o ciclo que não tem fim! Sejamos todos felizes! Aho! Ah, quase ía me esquecendo: velho Yuri, feliz dia para você! Agradeço por tudo! Fui!

Os presidenciáveis e o Turismo

Lembro muito bem quando o Brizola, na época pré-candidato à presidência da República em 1998, chegou no final da noite, comecinho da madrugada, para se hospedar no saudoso Gran Meliá WTC, hoje, o não tão menos imponente Sheraton WTC. O cinco estrelas finalizava o dia lotado, e à medida que os hóspedes iam chegando, ganhavam automaticamente up-grade. Todas as suítes já haviam sido ocupadas e restava apenas a Presidencial, com seus 350m².

Fiz questão em acompanhar o político, talvez um dos mais polêmicos do país, atrás, é claro, de Jânio Quadros. Quando entrou, parou e disse:
– Será que isso é um aviso do destino?
Fomos até o bar, para que conferisse e assinasse a FNRH. Nesse instante, perguntei pra ele:
– Governador, por que não se investe mais em Turismo nesse país?
Ele assinou a ficha, entregou, sem olhar para mim, e disse:
– Obrigado, boa noite.
Nem respondi, peguei a FNRH, “cuspi” uma boa estada e saí.
O resto da história? Ele não foi candidato e eu estou sem resposta até hoje.

Quatro anos depois, outro candidato se hospedou no atual Tryp Itaim. Era Ciro Gomes, que veio se passar uma noite. Dèjá vu! Subimos para um dos apartamentos duplex, no final, esperei ele devolver a FNRH para soltar a pergunta:
– Sr. Gomes, por que não se investe mais em Turismo nesse país?
Ele deu uma entortada no corpo, esticou o braço para o lado, virou os olhos e desconversou. Saí da UH frustrado. Ele não ganhou as eleições. E eu, continuo sem resposta. Fui! Aho!

Os Novos Hoteleiros do Brasil: um momento histórico!

Na sexta-feira (23) aconteceu em São Paulo, num dos salões do Sofitel São Paulo, a primeira reunião entre alguns dos associados da HSMAI Brazilian Chapter (HBC). A notícia saiu no HN e foi destaque da newsletter enviada no sábado. Naquele momento me caiu a ficha de que uma nova geração de hoteleiros estava despontando no país: Os Novos Hoteleiros do Brasil! Preocupados em aprimorar o setor, trazer mais resultados por meio do Revenue Management (RM) e do Marketing, setores que passaram a ser os mais importantes dos meios de hospedagem nos últimos anos.

Os Novos Hoteleiros do Brasil vêm para profissionalizar, aprimorar e ensinar a geração que ainda vive nos primórdios de uma hotelaria amadora, que não se preocupa no gerenciamento de suas receitas, preferindo preguiçosamente ofertar diárias baratas para intermediários, ao invés de ir à luta!

A instauração do RM no meio do hospedagem traz resultados a curto prazo para o meio de hospedagem, em seis meses já pode-se começar a recuperar o capital investido. Como? É simples, muito mais simples do que se imagina. Resumindo bem, o processo é administrar diariamente, com base na demanda, as tarifas a serem aplicadas.

Vamos chegar lá! Estou muito feliz participar desse momento histórico na nossa hotelaria. Os Novos Hoteleiros do Brasil chegaram para mudar essa história. Estão dispostos a aprimorar e ensinar. Você, que é um profissional da hotelaria, seja de Marketing, A&B, Administrativo ou Operacional, faça parte dessa onda! Estude, invente, participe, defenda, assuma e ponha também essa meta de aprimoramento no seu dia-a-dia! Viva a Hotelaria!

Com o aumentos de suas receitas, os hoteleiros poderão garantir mais recursos que devem ser revertidos na sustentabilidade, no trabalho social, na garantia de qualidade de vida de seus colaboradores, respeitando assim os conceitos que nossa Mãe Terra nos ensina. Aho!

Domingo de pilaf da Mama!

As Mamas cozinham muito bem! Têm comidas que só elas sabem fazer! A minha, por exemplo, é especialista em comidas do Oriente Médio. Nasceu no Irã, mas com ascendëncia armênia, iuguslava, tcheca e italiana. Acho que são os todos esses genes que devem fazer que sua mão seja tão especial. Acabei de sair da mesa, onde degustamos um prato tipicamente iraniano, o Barralí Pilaf, que é um arroz (tudo na gastronomia daquele país leva arroz/pilaf) com favas, açafrão e dil, uma verdurinha simpática e saborosa. Para acompanhar, peito de frango cozido em seu próprio caldo. Delicioso!

Outro prato que gosto muito é a berinjela com frango e arroz/pilaf. Para quem não conhece, o pilaf é bem diferente do nosso arroz. Ele é mais solto, saboroso e é feito da seguinte maneira:
– Enche-se uma panela com água e sal, deixando ferver;
– Joga-se o arroz lavado e espera que cozinhe até que esteja 70% pronto (al dente);
– Escoa-se tudo. Volta o arroz pra panela e o arruma como uma montanha, tipo o monte japonês Fuji;
– Aí, coloca-se sobre o arroz, como se fossem pranchas de skybunda, fatias de manteiga. Pega-se um pano de prato limpo dobrado e que cubra o diâmetro da panela na totalidade. Aí põe se a tampa;
– O fogo nesse momento deve ser o mais baixo possível e se houver uma chapa, coloque-a entre a chama do gás e da panela.
– Depois esperamos alguns minutos e para saber se está pronto, molhamos a ponta do dedo e batemos na lateral da panela, se fizer aquele barulinho, assim como testamos o ferro de passar roupa, aquele tsch, tsch, está pronto! Bom apetite! Qualquer dúvida, escreva!

Já, lá em casa, a Mama dos meus filhos, a Sô, cozinha muito bem, também. Risotos, muquecas, caldeiradas, pastas são a especialidade dela. Os risotos ficam como os italianos, bem úmidos. Azeite de primeira e um queijo ralado… Mmmm, delicious!

Acho que nunca vi um Festival Armênio ou Iraniano sendo organizado nos hotéis de São Paulo. Mexicano, Chileno e Peruano são os mais tradicionais. Será que algum se habilita? Olha que a comunidade armênia em SP é muito grande, se fizerem uma boa divulgação, com certeza será um sucesso! Bom, vai aí a sugestão! Aho!

Despedidas, problemas idiomáticos e bandeirinhas

Mais uma viagem!
Ontem nos despedimos temporariamente da Tia Helena, que viveu 87 anos. Conheci-a em 1986 quando casei com uma de suas sobrinhas, a Solange. Serena e de uma tranqüilidade, paz e harmonia contagiantes,  sempre me pareceu uma santa, mesmo que eu nunca tenha conhecido uma, mas imagino que elas devam ser assim. Todas as vezes que nos encontrávamos, ao cumprimentá-la, sua energia me transmitia uma sensação muito boa, repleta de adjetivos como os acima citados.

Tenho certeza que ela ficará OK, continuando a ser o que sempre foi: uma pessoa do bem, simples e sempre de alto astral. Parabéns Helena pela sua vida e por ter deixado sementes tão especiais quanto seus filhos Chiquinho, Nanci, Márcia e Edison, seus netos Wander, Wagner, Wania, Leonardo, Carolina e Victor, além de seu bisneto Diego, sem esquecer da nora Suely, dos genros Ari e Antonio e dos pares de cada neto, Tatiane, Luciano, Fabiana e Thiago. Sei também que sua evolução será plena de conquistas nos âmbitos da paz e amor! Agradeço! Viva!

Le côfré no work!
Minha prima e o marido fizeram a estréia na Europa. Foram de excursão e, em 12 dias, conheceram 5 ou 6 cidades. O detalhe é que eles quase não falam nada além do idioma português. No hotel de Paris, o cofre resolveu não funcionar  e ele sem saber o que dizer, aceitou a sugestão da esposa:
– É côfré, Tchuco (o apelido carinhoso que ela deu pra ele). Diz que o côfré está quebrado!
Madam, le côfré no work! Disse, segurando o fone.
Obviamente a atendente não entendeu nada. Ele desceu e tentou explicar para ela. Fez algumas mímicas tentando mostrar o que estava quebrado. Depois dele ter achado que ela tinha entendido, subiu e resolveu esperar.
– E aí Tchuco?
– Acho que entendeu! Vamos deixar a porta aberta para ver se passa alguém. E lá se foi ele esperar na porta do quarto. Eis que surge o garçom com uma bandeja com dois cafezinhos, além de uma chaleira elétrica. Entrega tudo pra ele, que acha muito simpática a sua atitude.
– Olha Cá, eles trouxeram um café pra gente de cortesia e mais uma chaleira!
– Ué, mas por que trouxeram outra chaleira se já temos uma?
Ele resolve descer e conversar com a madam da recepção.
No final das contas e da ópera, ele entendeu o que ela tinha entendido. O côfré seria café e a mímica  foi entendida como chaleira quebrada… Uhú!

Cadê as bandeirinha mano?
Pois é, onde estão as bandeirinhas que tremulavam nos automóveis do Brasil? A seleção saiu da Copa e 90% delas foi para o lixo. A conclusão, portanto, é que a bandeira serve apenas para causas esportivas. O patriotismo (tenho dúvidas se esta palavra está em nosso dicionário) está vinculado apenas aos prováveis gols de um jogador.

Bom, o exemplo vem de cima e o que se pode fazer? Eu digo que podemos aprender a votar e depois das eleições ficar em cima dos elegidos, pelos menos fique em cima daquele que você mandou para a câmara, senado, município, governo estadual e presidência.

Muito triste ver nosso presidente discursando palavras desconexas sobre o Brasil, citando sucuris, mímicas e ladrões de carro. Tirando sarro de seu próprio país, rebaixando todo o esforço que ele mesmo fez, na criação do ministério do Turismo.

Aliás, o logotipo da Copa 2014, lembra muito a imagem de Chico Xavier, o cabelo e a palma da mão são notórios. Agora, algo que não entendi e que me foi colocado pelo primo Maurício, é por que o 2014 está escrito em vermelho? Onde existe essa cor em nossa bandeira? Tudo bem que o designer gráfico Alexandre Wollner diz que não precisa colocar as cores do país, pois o evento é mundial, mas, realmente, nos faz lembrar quando o Lula foi pela primeira vez para os EUA e teve que escutar do Bush:
– O que é esse pin de estrela vermelha no seu peito?
– É o símbolo do meu partido!
– Ah é? E você é apenas presidente de um partido ou de uma nação…?

Uma excelente semana, com bons negócios e muita diversão! Aho!

A grande universidade hoteleira de Las Vegas

Universidade talvez seja um pouco exagerado, maybe a MBA, mas para a maioria dos hoteleiros deste Brasil o título é verossímel, afinal muitos deles mal sabem calcular tarifas, promover e vender. É claro que estou exagerando, mas a carapuça vai servir para os empresários que querem ser hoteleiros e para as donas-de-casa que desejam ser pousadeiras…

Bem, voltando a Las Vegas, também conhecida como Sin City (cidade do pecado), cujo slogan atual é What happens in Las Vegas, stay in Las Vegas (O que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas) – tem conotação dupla ou não? -, a cidade parece que expulsou a máfia de seus hotéis e cassinos. O destino está evoluindo e deseja se transformar na capital mundial de entretenimento. Deseja ter turistas que venham assistir espetáculos – só como exemplo, existem sete shows do Cirque du Soleil rolando ao mesmo tempo em Vegas, todos em alguns dos 13 hotéis da MGM, que agora é uma empresa com ações na bolsa norte-americana.

Entre os resorts da MGM, se destacam o recém-inaugurado Aria e o sempre alto astral Bellagio, aquele da magnífica fonte e do filme 11 homens e um segredo, sem esquecer o Caesars Palace. Mas um empreendimento chama muito a atenção em Vegas, trata-se do Wynn e do Encore, dois hotéis cujas fachadas se destoam do restante dos famosos meios de hospedagem e que foram construídos para serem os melhores de Vegas, é o que garante o proprietário Steve Wynn.

Tudo bem, a esta altura você deve estar perguntando o que o título tem a ver com tudo isso. Posso dizer com certeza absoluta: Las Vegas é um grande palco de ensino para qualquer hoteleiro. Hotéis com mais de 4 mil habitações, dezenas de restaurantes, um CVB que arrecada 500 milhões de dólares ao ano com a cobrança (invisível para o turista) de 12% de cada room  night.

A criatividade para criar hotéis temáticos, que lado a lado convivem com uma concorrência profissional. Aqui no Brasil, saindo do eixo Rio-SP, donos de hotéis com cabeças diminutas não querem dividir informações técnicas como índices de ocupação e DM. Acham infantilmente que estão defendendo algo que nem sabem o que e para qual finalidade é utilizado.

Todo hoteleiro deveria ir para Las Vegas conhecer os vários hotéis goliasianos. Assim, talvez, ficariam embasbacados e parariam de achar que o mundo está baseado apenas em seus meios de hospedagem. Hoteleiros e empresários de Buenos Aires, por exemplo, poderiam ir lá e aprender como se constrói um convention bureau, algo que a cidade – ridiculamente – ainda não tem.

Os hoteleiros do Brasil querem aprender, tenho notado isso nos seminários que começamos a organizar no ano passado. A Copa 2014 está batendo em nossa porta e a chance de avançarmos alguns anos é essa. Vamos aprender, escutar os mais velhos e correr com os mais jovens. Vamos pra frente!

Pra frente hoteleiros do Brasil, vamos ser o melhor país no âmbito turístico deste lindo planetinha. Produtos naturais temos de monte, é só olhar no mapa. Fico imaginando como seria ter um complexo temático na Amazônia, com hotéis baseados na cultura dos Incas, índios e caboclos. Com boa uma divulgação no exterior, poderíamos ser o destino number one, certo?

Não deixe que as eleições atrapalhem os negócios, corra paralelamente e busque novos mercados, aprendizados e seja o exemplo da sua cidade. Una-se aos outros hoteleiros e trabalhe o destino. Destino bem trabalhado é sinônimo de hotel cheio. Pra frente! Aho!

Hotelaria precisa colocar produtos na prateleira!

Por que milhões de brasileiros fazem suas compras nos hipermercados? Será pela razão dos preços serem melhores do que outros estabelecimentos? Pela propaganda massiva nos meios de comunicação? Comodidade? Infra-estrutura? Ou será também pelo principal motivo do qual a decisão lá em casa é tomada: pela variedade e por (quase) sempre encontrarmos o que buscamos? Raramente falta algum produto e assim, voltamos satisfeitos para casa, pois conseguimos economizar tempo, um dos bens mais preciosos dos dias de hoje.

Pois bem, o quanto se vende depende de quanto oferece-se. Quanto mais produtos oferecermos mais venderemos, certo? Quase, pois para se vender não basta apenas dispor os produtos, mas ter também toda a técnica em atrair os consumidores. É um ciclo lógico.

Outro fator importante é o planejamento. Estar dois semestres no mínimo à frente, até mais. Por exemplo, estamos em junho, quase no meio do ano. Quantos hotéis já dispõe em suas prateleiras pacotes de réveillon para este ano? O que faz o consumidor quando quer comprar e não encontra o que está buscando? Vai atrás de outra opção!

Tenho notado com maior freqüência os hotéis trabalharem com certo planejamento. Acaba o feriado e já anunciam o próximo. A reposição do produto é quase que instantânea. A ação faz com que também o consumidor passe a se acostumar com isso.

A hotelaria precisa se basear nas ações dos fabricantes de câmeras digitais e de celulares. A cada seis meses lançam aparelhos diferentes, as câmeras recebem um número cada vez maior de pixels.

Abrindo um parênteses, a quantidade de pixels após um certo número, a diferença fica apenas se precisar imprimir a foto. Ou seja, entre 7 e 14 megapixels,se for para ver a foto na tela do computador, é a quase a mesma coisa, agora se você quer imprimir pôsteres, compre uma de 14. No caso dos celulares, todas as empresas já têm em em suas prateleiras de seus laboratórios modelos que serão lançados em breve, prontos, testados e quase embalados.

Fica, então a sugestão para que os hoteleiros criem em seus laboratórios de marketing produtos para serem colocados na prateleira. Apartamentos temáticos, pacotes de réveillon de 2011, 2012, pacotes da Copa do Mundo 2014, das Olimpíadas do Rio

Quanto maior for a antecedência, maior o tempo de “exposição” do produto e consequentemente maior a chance de venda dele. Vamos lá, crie, desenvolva, faça acontecer. Aho!

Transformar a pousada em motel na baixa estação?

Outro dia fui convidado a participar de um painel. Um dia antes do evento, analisando os tópicos vi um que me chamou (muito) a atenção: transformando a pousada em motel durante a baixa estação. Achei um absurdo alguém pensar em misturar duas estações energéticas em um mesmo local. Imagine a cena.

O diretor grita: take 1, tomada 1, silêncio!

A família acorda de manhã (isso se conseguiu dormir) para tomar o desjejum matinal, no caminho do restaurante se depara com o um casal fazendo check out: ela, uma garota, loira platinum turbinada, de programa, com botas e minissaia, casaquinho de onça, e ele, um veiaco com correntes de ouro, óculos e sapatos brancos, blazer de veludo e pulseirinha de cobre dos anos 80 com uma caixa de viagra no bolso.

A menina, filha e parte integrante da família vira e pergunta:
– Mãe, o carnaval já começou?
– Quieta filha!

Mais uma: take 2, tomada 220V, silêncio!

A mãe diz ao filho de 4 anos que está deitado no sofá-cama do chalé conjugado (sabe aqueles chalés juntos de pousada?).
– Tá bom Beto, vou contar uma história pra você dormir
Ela sai da cama, enquanto que o marido lê seu livro e vai até a cama do Beto, senta-se na beira e começa:
– Era uma vez um…
De repente, escutam um grito vindo do chalé ao lado, a princípio todos ficam preocupados, mas o grito se transforma num gemido alto (daqueles mesmo), que a vizinha não consegue controlar enquanto seu parceiro lhe proporciona prazer. Os gritos e gemidos aumentam, a cama deles começa a fazer nhec-nhec-nhec e tum-tum-tum na parede, ele começa a soltar alguns gemidos também, verdadeira onda de uma torrente sexual daquelas de fumar dois cigarros ao mesmo tempo depois do ato, que nos deixa com aquela sensação de ‘somos deuses ou não?’.
O pai, desesperado, levanta e liga a TV num volume mais alto do que o costume, a mãe, sem saber o que fazer fala pro filho ao mesmo tempo que põe as duas mãos, uma em cada orelha do menino, que começa a chorar…
– Dorme querido, dorme!

As cenas burlescas descritas acima podem até acontecer dentro de um meio de hospedagem que de repente perde sua verdadeira alma, ou melhor, sua categoria, o segmento para qual foi projetado. Ou será que ele já nasceu sem categoria mesmo? É mais provável! Já que muitas pousadas são construídas sem o(s) proprietário(s) ter(em) a noção exata de quem será o cliente, qual tarifa a ser aplicada, trabalhando apenas com foco na sazonalidade indolente.
– Mas, como vamos fazer para trazer os clientes para a pousada, querido?
– Eles virão meu amor, temos mais de 50 casais amigos e estes têm mais um montão de conhecidos, um indica ao outro e assim eles virão, você vai ver, a pousada será um sucesso!
Seis meses depois, o pousadeiro está desesperado, não aguenta mais pagar os gastos fixos.
– Esse país é uma porcaria mesmo! Investi um monte de dinheiro nessa pousada e nada acontece!
– Eu bem que avisei, né bem?

É a mesma coisa que acontece quando a família vai almoçar na tua casa e você resolve inovar cozinhando um prato diferente, que agrada a todos, até a sogra elogia!
– Você deveria abrir um restaurante Amadeu, diz o cunhado.
– É verdade meu filho, você cozinha tão bem!
– Vai ser um sucesso! Completa o avô.
Um ano depois, o Amadeu se…

Na vida, tudo é simples. Você tem problemas com o carro, leva na oficina mecânica; dor de dente, vai ao dentista; precisa de dinheiro, vai ao banco; brigou na rua com um maluco do trânsito, liga pro advogado; a gastrite aperta, vai no médico; tá com encosto, vai no centro de umbanda e assim por diante. Mas, contratar um consultor de hotelaria quando tem problemas de ocupação e nem sabe calcular o custo de sua diária, nem pensar né? Pra quê? E o medo do consultor chegar e falar que fez tudo errado e que gastou o que não precisava? E por que não contrata a consultoria antes de começar a assinar as folhas de cheque?
– Não precisa de consultoria coisa nenhuma, querido! Administrar uma pousada é a mesma coisa que tomar conta de casa, é ter uma pessoa para limpar, outra para cozinhar. A Vandinha pode ficar na recepção e o Arnoldinho pode até fazer o site! Pra que gastar dinheiro com um consultor?

Infelizmente, tem gente que pensa que economiza 30 mil dinheiros em consultoria e gasta 60 mil em banheiras de hidromassagem que são instaladas no meio de hospedagem, ao ar livre, situado em uma cidade que só chove e faz frio. Gastam tulhões na decoração da recepção, compram obras de arte de milhares de reais para fazer bonito à decoradora e negociam centavos no salário do gerente. Constroem uma cascata de pedras e compram a bomba mais barata do mercado.

E na hora que o índice da ocupação cai, ao invés dos hoteleiros se reunirem para dialogar, estudar cases ou mesmo contratar um consultor para o grupo, pensam em transformar suas pousadas em motéis! Acho que meu filho de 8 anos daria uma solução melhor! Como dizia o velho Yuri: por favor! Aho!

O caso das jóias do apartamento 1204

O que era para ser uma simples troca de apartamento acabou virando um transtorno para todo o staff do hotel e, pior, para os hóspedes também. Você sabe que um cliente, quando passa por uma experiência negativa, comenta o fato com 17 pessoas e quando se trata de algo positivo, repassa o assunto para apenas seis.

O casal estava hospedado no 1204 mas um forte cheiro de cigarro proveniente do apartamento vizinho incomodava bastante a estada deles.
– Até quando os hóspedes do 1203 vão ficar no hotel?
– Eles deixam o hotel no domingo! Responde a recepcionista
– No mesmo dia que a gente, o marido comenta baixinho com a esposa
– Será que podemos trocar de apartamento? Sabe, o cheiro de cigarro está vindo pelo duto do ar-condicionado e isso nos incomoda bastante!
– Sim, claro que podem, um momento enquanto vejo um apartamento vago, têm preferência por algum andar?
– Um que não seja para fumantes, por favor.
– Vou lhes oferecer um up-grade para um apartamento de categoria Luxo! Querem fazer a mudança agora?
– Estamos de saída para um passeio, mas acho que dá tempo!

O casal subiu para o 1204 e cinco minutos depois o mensageiro já estava na porta para ajudar a descer as malas. Tudo pronto, eles desceram, deixaram as coisas no novo apartamento e saíram para o passeio. Eram 11h30 da manhã. Quando voltaram, oito horas depois, arrumaram as roupas no armário e os demais itens de higiene no banheiro e desceram para jantar no restaurante do hotel.

Quando voltaram para o apartamento, ele foi ver os e-mails e ela, tomar um banho. Depois da ducha, ela pegou as bijuterias que usara durante o dia para guardar no seu pequeno porta-jóias.
– Você pegou meu porta-jóias?
– Eu não, a última vez que vi estava no cofre, mas não peguei!
– Pois é, achei que você tinha guardado!
– Não.

Ela começa a procurar entre suas coisas e não encontra.
– Liga para a recepção e pergunta se a arrumadeira encontrou algo no 1204
– Oi, hoje mudamos de apartamento e acho que esqueci meu porta-jóias no cofre, que estava aberto. Pode verificar se alguém o encontrou?
– Sim, claro! Mas vocês mudaram de apartamento? Quando foi isso? (!)
– Pela manhã, perto das 11h.
– Iremos verificar e já retornamos
– Obrigada!

Cinco minutos depois…Trim, trim… Trim, trim
– Alô?
– Sim, olha conversamos com a sua esposa que disse ter perdido seu porta-jóias, verificamos com a governança e não há nada lá, nada foi encontrado. Vocês realmente mudaram de apartamento?
– Sim, mudamos do 1204 para cá por volta das 11h.
– Bem, nada foi encontrado!
– OK, obrigado. Não acharam nada!
– Muito estranho! Ela comenta.

Cinco minutos depois, ele diz:
– É impossível eles não terem encontrado o porta-jóias, o turno da tarde nem sabia que havíamos mudado de apartamento. Vou ligar de novo.
– Recepção, boa noite!
– Oi sou eu de novo. Você poderia verificar com o gerente se realmente nada foi encontrado?
– Olha, os mensageiros disseram que viram algo no seu carro.
– OK, vou descer.

– Pois bem, o que os mensageiros viram?
– Um momento que vou chamá-los, enquanto isso vou ligar para a gerente de Hospedagem para verificar se ela sabe de algo!
O hóspede segue um dos mensageiros até a garagem enquanto ele explica:
– Eu reparei que havia algo no seu carro hoje, pode ser o que o senhor procura.
– Mas, é um porta-jóias?
– Era uma caixa…
Ele abre a porta do carro, mete a cabeça dentro e torna a sair.
– Bom, não está mais aqui. Os senhores tiraram do carro?
– Não sei do que você está falando. Estamos procurando um porta-jóias de tecido pequeno, que cabe na palma da minha mão.
– Ah, então isso nós não vimos.
– Quem checou o 1204?
– Eu e meu companheiro. Sempre subimos juntos nesses casos.

Ao passar pela recepção, a recepcionista diz:
– Ainda não conseguimos falar com a gerente, mas estamos tentando!
Já no apartamento, ele explica à esposa o que havia acontecido lá embaixo. O telefone toca.
– Senhor, conseguimos localizar! Está na sala da gerente, mas não temos a chave, precisamos esperar o gerente amanhã.
– OK, perfeito! Problema resolvido!
– Obrigada!

O que a falta de comunicação faz! Se a recepcionista tivesse avisado à Governança que o 1204 não era uma saída, mas uma troca de apartamento, o casal, nem o stafff teriam passado por uma situação dessas. Todos sabem o clima que se instala em um caso desses! C O M U N I C A Ç Ã O! Já dizia o Chacrinha: quem não se comunica… Se trumbica! Boa semana para você! Aho!

Marketing digital direto: quem está sabendo usar?

Com a pegada da internet – vou usar o termo pegada ao invés de chegada, pois já faz tempo que a grande rede está entre nós – e de seus recursos como Twitter (T), Facebook (F), Orkut (O), Delicious (D) entre outros, muitos hotéis estão utilizando essas ferramentas para promoverem suas ações.

Se você tem conta no T, provavelmente é seguidor de algum hotel. E algumas vezes as frases twittadas não são condizentes com a real pertinência da ferramenta. Tem muito meio de hospedagem que está atirando pra todo lado pois não está fazendo a lição de casa, ou seja está usando os mecanismos sem estratégia ou planejamento, claro que de marketing.

Não sou nenhum expert no assunto, mas acredito que os fios de cabelos brancos (são poucos) servem para alguma coisa. Olhar, ler, pensar, analisar e agir. E parece que essas quatro ações são impensadamente ignoradas pelas cabeças que são jogadas ao trabalho sem o preparo correto. De qualquer maneira, os males sempre vêm para o bem e, o que hoje parece errado e algo de pequenos aprendizes, amanhã poderá se transformar num conhecimento de ponta, mas, estudar é preciso!

Assistindo a TV agora há pouco, no quarto do hotel que estou hospedado, reparei em vários comerciais norte-americananos e contabilizei: de cada 10 anúncios publicitários, 7 apresentavam, no final, os links para T e F, ou seja: os consumidores atuais estão divididos basicamente em dois portais de relacionamento (T e F), muito interessante, não?

Agora, a pergunta que não quer calar (to cheio de perguntas hoje): o que virá pela frente? Quais mecanismos entrarão em nossas vidas de uma maneira, da qual não haverá retorno? Quem sabe a resposta, tem a chave na mão.

Enquanto isso, parece que um novo cargo está sendo criado no mercado hoteleiro, o profissional de marketing digital. Sim senhor, aquele cidadão que é, e será, expert nas traquitanas da internet, o que twittar, qual frase colocar no F, que ações tomar no T, e quem sabe mais o quê.

Finalizo este post com um dos ditados do bisavô do Pirani: se quer que funcione, faça da maneira correta! Uma excelente semana para você com meus votos de realizações plenas e saúde! Aho!

Investimentos hoteleiros x outros assuntos

OK, quase 99% dos leitores que acessam este blog são do mercado hoteleiro, outros caem de para-quedas quando fazem alguma busca relacionada com algum tema que escrevi. Sempre acompanho também as estatísticas para saber como foi a audiência do post da semana.

Quando o assunto é hotelaria, principalmente quando o tema é um pouco polêmico, obviamente os acessos são maiores. Na semana passada, escrevi sobre um assunto que considero o mais importante de todos, pois é algo que guardamos para sempre, para a eternidade, o verdadeiro sentimento que é a base de tudo, mas que infelizmente as pessoas ainda preferem deixá-lo de lado. Não posso criticar, afinal tenho uma t-shirt que tem uma estampa onde se lê: cada um, cada um!

E para finalizar, porque hoje estou com uma preguiça danada, afinal é domingo (acho que vou começar a escrever aos sábados), resumo tudo em um clipe que gosto muito, pois além de ser muito divertido fala de um tema que curto! E para ajudar, a letra da canção segue abaixo do link!

Boa semana para você! Muita paz, serenidade, saúde e prosperidade, espiritual e financeira!

Rome wasn’t build in a day
By Morcheeba

You and me we’re meant to be
Walking free in harmony
One fine day we’ll fly away
Don’t you know that Rome wasn’t built in a day

In this day and age it’s so easy to stress
‘Cause people are strange and you can never second guess
In order to love child we got to be strong
I’m caught in the crossfire why can’t we get along

‘Cause you and me we’re meant to be
Walking free in harmony
One fine day we’ll fly away
Don’t you know that Rome wasn’t built in a day

I’m having a daydream, we’re getting somewhere
I’m kissing your lips and running fingers through your hair
I’m as nervous as you ‘bout making it right
Though we know we were wrong, we can’t give up the fight
Oh no

‘Cause you and me we’re meant to be
Walking free in harmony
One fine day we’ll run away
Don’t you know that Rome wasn’t built in a day

You and me we’re meant to be
Walking free in harmony
One fine day we’ll fly away
Don’t you know that Rome wasn’t built in a day

You and me (you and me) we’re meant to be (meant to be)
Walking free (walking free) in harmony (in harmony)
One fine day (one fine day) we’ ll ran away (we gonna ran away, we gonna ran away)
Don’t you know that Rome wasn’t built in a day

You and me (you and me) we’re meant to be (meant to be)
Walking free (walking free) in harmony (in harmony)
One fine day (one fine day) we’ ll fly away (we gonna ran away, we gonna ran away)
Don’t you know that Rome wasn’ t built in a day

All we need is love

Nada mais oportuno do que falar do bem mais precioso que temos neste domingo especial de Dia das Mães, comemorado aqui no Brasil no segundo domingo de maio, mês que também representa uma outra fonte de paixão, o das Noivas, apesar delas não serem – sim, estou generalizando – tão próximas uma da outra, sogras e noras, aliás, o Dia da Sogra foi na semana passada, é comemorado no dia 28 de abril, mas ninguém dá muita bola, né? E o dia da nora, bom elas têm um mês inteiro, ou não?

Bom, mas voltando ao tema, antes todos tivéssemos ímpetos de amar como as mães amam seus filhos – sim, estou generalizando de novo, pois existem pessoas que têm filhos mas não estão nem aí com isso -, com esse amor incondicional que existe no coração de nossas genitoras. All we need is love. Tudo que precisamos é de amor. A frase baseada na canção beatle All you need is love, que foi uma das primeiras a serem transmitidas ao vivo para o planeta em 1967, direto dos estúdios Abbey Road in London, England, é uma das mais bonitas e tocantes do Fab4. E é a mais pura verdade. Se pensássemos apenas com o coração, não haveriam guerras, mortes, sentimentos de inveja e ciúmes, além de outras coisinhas nefastas.

Nós, seres humanos, que estamos vivendo todos juntos neste lindo e maravilhoso planeta, também conhecida como Mãe Terra, que de tudo e para todos oferece, sem pedir nada em troca, assim como uma verdadeira mãe. Tudo bem, que às vezes algumas mamães exageram um pouco e transferem toda sua base emocional, afetiva e da mais pura carência para seus filhos.
-Ah, meu filho, meu mundo!, ironiza minha prima Carla quando se refere ao relacionamento de minha tia Diana (a mãe dela) com seu irmão Paulo. Acho até que a Diana não pega tão pesado assim como outras mães que conheço.

Na minha singela opinião, acredito que devemos tratar nossos filhos sempre como irmãos, afinal depois de passarmos ao segundo andar, transformamo-nos todos em brothers & sisters, ou não? Algumas vezes, a gente faz check-in na Terra como filhos e em outras vezes como irmãos, até como pais, mas isso é uma história para uma outra oportunidade.

De qualquer maneira, quero aqui agradecer à minha querida mãe, Ida, que desta vez não pode estar aqui, pois está longe a mais de 18 mil quilômetros de distancia e a mais de 7 horas no fuso horário. Meu desejo mais sincero é que possamos estar sempre juntos como verdadeiros irmãos por toda a eternidade, que juntos com todos nossos amigos trabalhemos pela renovação espiritual constante em busca da verdadeira luz.

Aproveito para parabenizar todas as mães que conheço, minha mulher, tias, sogrinha, cunhadona, amigas, e principalmente a Mãe Terra, que nos tem acolhido há tantos anos. E para você, meu caro leitor, um domingo especial e uma semana  com muita paz, amor e saúde! Aho!

Investidores que acham que podem ser hoteleiros da noite pro dia

Ontem recebi um e-mail que me deixou triste. Triste em saber que investidores que nadam em dinheiro, oquei a expressão é fula, mas correta. Pois bem, esses investidores aos quais me inspiraram escrever, que, mesmo não tendo a menor necessidade, querem se intrometer no dia-a-dia operacional de um hotel que é gerido por um excelente profissional. Chegam ao ponto de humilhar, desmandar, passar por cima e ter o ímpeto em dizer ao gerente geral, que tem anos de janela, corredor, escadaria, etc, que a maneira que ele administra não está correta.

Investidores que se julgam no direito em contra-argumentar anos de experiência de profissionais que dirigem dezenas de hotéis… Investidores que em menos de 24 meses se julgam sabedores de técnicas de marketing e operativas, sem ao menos terem feito um cursinho semanal em Cornell. Investidores que sentem a necessidade da busca pelo poder, que são seduzidos pelo glamour ilusório da potencialidade masculina.

As redes, por sua vez, tem que agir com diplomacia e preocupar-se com a imagem, mas conhecendo bem o meu amigo, a vontade dele seria chutar o balde…

Palmas para as redes que sabem ainda se manter donas de seus negócios e que preferem ter patrimônios, do que serem simples coadjuvantes.

Por hoje é só! Um bom domingo para você e que a semana seja excelente! Aho!

Mi casa…su casa?!

No seminário Nova Administração Hoteleira que realizamos no dia 7 de abril, em São José dos Campos, a Gabriella Otto, profissional hoteleira, professora e nossa articulista, iniciou os trabalhos com a palestra Tendências da Hotelaria. Impressionante como a Gabi tem o dom, estava super gripada, jogou a tosse e a dor de garganta para o ralo e proferiu uma conferência que atraiu todos os olhares e ouvidos sobre o tema.

Em um dos assuntos abordados Gabi utilizou como exemplo de marketing a forma como algumas redes utilizam slogans, tipo “Sua casa fora (ou longe) de sua casa”. O modelo foi criticado pela professora, o qual concordo plenamente. E a Gabriela tem muita razão, como podemos substituir nossa casa em uma viagem de negócios? Ou mesmo de lazer? Momento que talvez seja mais fácil, já que a expectativa do cliente que busca o ócio seja mais light. Nossa casa é nossa casa e ponto, mesmo que nos hospedemos em um seis estrelas com todo o conforto e mimo, sempre que voltamos para nosso lar, a sensação é de liberdade e aconchego. Não dá para comparar. Nessa semana olhando algumas peças publicitárias como banners eletrônicos e flyers, encontrei novamente o termo.

Aí, ontem quando voltavamos de Tigre, cidade próxima a Buenos Aires e de Del Viso, onde estou hospedado – fotos no Facebook – fiquei imaginando um teste para descobrir qual cidadão se encaixa em determinado meio de hospedagem, levando em conta em que tipo de casa ele reside. Algo como… Ligue os pontos! Quem mora em determinado tipo de casa, se hospedaria em qual hotel, capisce?

A verdade é que existem poucos profissionais de marketing na hotelaria brasileira, não estou de maneira qualificando nenhum deles, o que estou escrevendo é que tirando as redes e os grandes hotéis independentes, esse cargo não existe nos 95% dos meios de hospedagem tupiniquins. E isso reflete no poder da criação, de um outro lado as agências de publicidade do país também não conseguem atender a demanda exigida pelo mercado, ficando também na mesmice.

Atenção hoteleiros! Invistam em mais profissionais de marketing, aumentem as verbas, deixem-nos criar e trazer mais hóspedes para seus hotéis. A roda sempre gira, mas quando para… Ui, para fazer voltar a girar, demora muito tempo e o perigo da água parar de jorrar é iminente! Boa semana de criação para vocês, com muita saúde e paz! Aho!

Síndico ladrão, câncer nacional, catástrofes e o Bom Ano!

Lado A
Faixa 1 – O síndico ladrão

Essa é terrível. Um profissional da área de consultoria e desenvolvimento comentou comigo que ficou pasmo quando foi conversar, pela primeira vez, com um sìndico de um hotel/flat do interior de um grande estado para lhe apresentar as vantagens de uma suposta troca de bandeira.
– As primeiras palavras que me disse, em nosso primeiro encontro, foi que se não rolasse uma graninha para ele, nem começaria a conversa!
Bonito, hein seu síndico ladrão! Espero que você leia esse blog e a vergonha reapareça!

Faixa 2 – O câncer já está espalhado…

Aliás, falando de vergonha, na sexta-feira o Alexandre Garcia desceu o verbo nos integrantes da câmara legislativa do Detrito, ops, Distrito Federal! Disse que tirando uns dois integrantes, o resto não vale nada! Tudo porque estão fazendo maracutaias para a eleição indireta, que acontece hoje, do governador daquele lugar.

Infelizmente, há mais de 20 anos que eu digo que a situação política do Brasil é como um câncer estomacal, daqueles que não tem mais jeito. Só na próxima encadernação!

A vergonha não existe mais. Ser ladrão e corrupto viraram adjetivos comuns, que nem tonto, bobo… Todo mundo dá risada, ninguém faz nada. O povo não tem cultura nem estrutura para sair às ruas e simplesmente exigir seus direitos. Isso é que é um verdadeiro caos, as classes C e D sonhando em migrarem para a B, afinal, não é isso que as novelas e a porcaria do BBB ensinam? E a classe média então? Essa é que poderia fazer algo, mas infelizmente, se vende por muito pouco… E por falar nesse programa de baixo nível, tenho dó do apresentador (e das pessoas que o assitem), um jornalista gabaritado, com anos de estrada, terminar sua carreira dessa maneira…

Faixa 3 – Avalanche de catástrofes naturais

Impressionante, 2010 começou com deslizamentos, terremotos, enchentes, mais tremores, muitas mortes. Já que estamos no Brasil, na minha opinião, a lição que os cidadãos que sofrem com as chuvas, perdem seus parentes, casas, carros e têm que reconstruir suas vidas… Aprendam a votar! Votem e exijam seus direitos! Lutem por eles!

Faixa 4 – A Good Year!
Ontem assisti a película A Good Year (O Bom Ano), de Ridley Scott. O filme é de 2006 e isso dá uma tremenda ideia em como estou tão desatualizado. Para quem não viu, veja. É uma história simples sobre as escolhas que precisam ser tomadas e como o destino conspira sempre a nosso favor. Fotografia, trilha sonora, locações, roteiro, direção, atuação, todos fantásticos! Um filme bom, do começo ao fim! Ah, e o tema central material é sobre um vinhedo. Cheers!

Bom, amanhã sigo para a Argentina para implantar o Hôtelier News na terra dos hermanos. Boa sorte para nós e para você também, aliada a uma excelente semana! Aho!

O caso do apartamento 203 – Última parte

O plano teria que ser posto em prática o mais rápido possível. Herbert não poderia de maneira nenhuma ter a chance de perceber que estavam tentando armar para cima dele.

No começo da noite do dia do ataque, Zilda, dona Helena e José, chefe da Segurança, estão reunidos longe dali, tentando achar uma forma para pegar Herbert.
– Por mim, chamava a polícia e mandava prender o sem-vergonha!
– Não podemos correr o risco dele sumir, se fizermos isso, ele vai conseguir se safar. É a palavra dele contra de Zilda e sabemos que neste país, muitas vezes, as leis não são cumpridas.
– Zilda, você tem que ter muito sangue frio e ficar quieta, além disso, não poderá demonstrar nada em tua casa. José, aquele teu amigo ainda trabalha na polícia federal?…

Logo, o plano estava armado, mas eles ainda precisavam de mais ajuda interna para conseguir ir adiante. Conversaram com o Daniel, que cuidava da área de TI do hotel. No dia seguinte, José dispensou um dos seguranças, que já demonstrara ter ficado mais próximo do gerente geral. Zilda ligou para uma amiga da Escola de Samba…

A ação tinha que ser naquela semana, no máximo em dois ou três dias. No dia seguinte, lá pelas 16h, Zilda foi até a sala de Helena e disse que não se sentia bem. Pediu para ir embora, a supervisora Suzana indagou qual era o problema.
– Estou com muita dor de cabeça, dona Suzana, preciso ir ao médico.
– Espera um pouquinho que vou falar com a dona Helena.

Assim que saiu para a rua, Zilda não se continha pela euforia e ansiedade para que tudo desse certo. Decidiu não ir para casa e foi em direção ao shopping center.

No dia seguinte, durante a reunião do comitê executivo, Helena relatou, entre outros assuntos, que Zilda estava afastada por razões de saúde por tempo indeterminado.
– Mal começou a trabalhar e já…
– Como está difícil encontrar mão de obra nestes dias!
– Calma gente, a menina deve estar com algum problema!
– Vamos retomar a pauta da reunião, senhores! Manifesta-se o GG
– Bom, como estava dizendo, pedimos uma substituta, pois não podemos ficar desfalcados, já temos duas arrumadeiras em licença maternidade e outras três afastadas, sem contar a Zilda.
– E quando começa a nova pessoa?
– Hoje, pela tarde senhor Herbert. Ela se chama Suelen.
– Ótimo, vamos em frente. E você Renilton, tudo em ordem?…
– Sim…

No dia seguinte, algumas horas depois do almoço, ele sai de sua sala e pega a escadaria de serviços. Não percebe que o auxiliar de limpeza o observa. Sobe dois lances e chega ao segundo andar. Suelen está na mesma habitação, a 203, e não percebe que a porta se abre. Ela está de costas ajeitando o cobre-leito. Ele vem e a agarra por trás, pondo a mão na sua boca para abafar a tentativa de grito. Ele fala baixinho no ouvido da camareira.
– Não grita, não vou fazer nada do que não irá gostar… Vou tirar a mão…
– O senhor não se atreva! Me largue!
– Não grite!
Ele puxa Suelen ao seu encontro e tenta colocar a mão de novo. Ela tenta correr dali. Ele a segura. Prende seus braços e a empurra para cama.
– Não faz assim. Não quero te fazer mal…
De repente, do banheiro sai o José e a dona Helena.
– O que significa isto? O que estão fazendo aqui!?
– Sr. Herbert, nós é que perguntamos, o que o senhor está fazendo agarrando essa menina?
– Eu… Mentira!
– Nós escutamos tudo!
– Sim, podem ter escutado, mas não fiz nada!
– As câmeras não mentem senhor Herbert!
– Que câmeras?

Surpreendentemente, de dentro do armário sai mais uma pessoa, conhecida apenas de José, o agente da polícia federal.
– Considere-se preso em flagrante! Temos uma testemunha além da Suelen.
Herbert pula para a porta, abre-a e dá de cara com Zilda e mais dois agentes. Ela olha profundamente para o gerente e dá um tapa nele.
– Porco! Safado!
Os agentes agarram Herbert e levam para a saída. Todos pasmam quando passam pelo lobby…

Herbert não vai a julgamento, como é réu primário, consegue entrar com recursos e alegar problemas mentais. Emprego de gerente? Claro que consegue! O que não se pode nesse país…?

Racismo, preconceitos, páscoa e a energia crística!

Vou deixar para o próximo domingo a última parte do Caso do apartamento 203, pois nesta semana um acontecimento marcou profudamente o dia-a-dia lá na redação: o ato de racismo que a coordenadora do Hôtelier News, Juliana Albino, sofreu na segunda-feira (29) na Fistur.

Minha manifestação resumiu-se na iniciativa de publicação da própria notícia no HN e de um pequeno parágrafo contido nele, que foi na realidade um desabafo com ares de julgamento, algo que deve ser evitado. OK, o ato do Manoel Costa foi muito infeliz, desnecessário, algoz e arcaico, ponto. O que não podemos fazer é julgar essa pessoa, que está, de uma forma ou de outra, no seu caminho de evolução. Tudo bem, isso pode demorar milênios, centenas ou dezenas de anos, mas isso também é uma opção dele. A centelha que está em seu coração, como uma chama piloto, e que representa o amor universal puro, em algum momento poderá irradiar-se por todo seu orgão ou não, e isso também é uma questão que só ele pode resolver. O buraco é mais embaixo…

Aproveitando esse domingo de Páscoa, e olha só que momento, devemos aproveitar para nos renovar. Mas, você sabe o que á Páscoa? Te garanto que não tem nada a ver com ovos de chocolate ou bacalhau. Páscoa vem da palavra hebraica Pesach, que é derivada do grego, e significa passagem. O momento representa a libertação do povo judeu pelos egípcios que foi decidida pelo faraó após a passagem do anjo da morte, vitimando todos os promogênitos existentes, exceto dos judeus

Já no catolicismo, a Páscoa representa a ressurreição de Jesus, a passagem dele para o segundo andar. Existem muitas controvérsias sobre sua crucificação. Alguns livros dizem que seu último ato não foi na cruz e sim na Índia, onde viveu até morrer de velho com sua amada Maria Madalena. O livro Mensageiros da Luz, diz que toda a crucificação foi na verdade um holograma, destinado para “julgar e condenar JC”, e para que toda a sociedade pudesse ser reprimida.

O cristianismo ganhou forças em Roma e foi sem dúvida um poder algoz, matando aqueles que não queriam também se converter ao cristianismo, que nesse ponto já não tinha nada a ver com o próprio Jesus. Aliás, o que Jesus veio fazer aqui no planeta? Implantar a energia crística ou resumindo, mostrar que existe uma força muito maior em cada um de nós. Somos todos filhos de um ser único e portanto somos como ele, somos deuses. Podemos tudo em nome do amor. Mas isso não interessa aos provisórios mandatários do planeta. É melhor deixar a raça humana assim, feito cordeirinhos bobos que se divertem com os BBBs da vida e com notícias segregadoras.

Impressionante como uma notícia tipo essa do ato de racismo seja muito mais lida que um artigo esclarecedor ou técnico. Estarrecedor que uma notícia de “celebridades” tenha uma audiência igual a outra que fala sobre uma nova rede hoteleira. Paciência, como escrevi lá em cima, “cada um, cada um”. A onda evolutiva permeia todos os campos e todos os seres, porém para tudo há um limite. A colheita será feita e o joio poderá ser separado do trigo em um momento que não seja assim tão fácil. Talvez iremos pra panela todos juntos!

Meus reais desejos são para que você possa “passar” muito bem pelos momentos que estão por vir, que a chama violeta inunde seu coração, que os reais e verdadeiros sentimentos que temos em nossos corações aflorem. Muito amor, paz e harmonia! Que sua vida seja plena de boas intenções, que você colha os frutos que deseje colher, portanto plante as sementes certas, sementes de uma amor verdadeiro, sem julgamento, sem preconceito. Seja luz! Aho!

O caso do apartamento 203 – Parte 2

Herbert já havia passado por vários hotéis e acumulava em seu currículo boas atuações, aprovadas pelos investidores ou proprietários dos empreendimentos em que trabalhara. Começou na controladoria como auxiliar de contas à pagar, terminou o curso de Economia e fez, em seguida, a pós em Hotelaria. Nunca parou de estudar, fez cursos livres e de especialização, lendo muito e pesquisando nas horas vagas.

Mas, como nada é perfeito nesta vida, Herbert não podia ver um rabo de saia ou, melhor, uma arrumadeira curvada sob a cama. A visão mexia com ele, a batida do coração aumentava e suas mãos começavam a suar. Das duas uma, ou ele saía do ambiente em que estava ou ficava realmente descontrolado.

A doença apareceu quando ainda era um funcionário administrativo. A controladoria ficava em frente à governança e o vai-e-vêm das arrumadeiras muitas vezes deixava-o louco. Começou terapia, mas na primeira sessão não conseguiu se abrir à doutora, ficou com medo e nunca mais voltou. Em casa Herbert sempre foi normal e seus familiares nunca desconfiaram de nada.

O primeiro “ato” de Herbert aconteceu durante sua primeira gerência, por sorte (ou azar) a arrumadeira assediada ficou quieta, não abriu o bico. Outras pediram demissão e nunca um processo por assédio foi aberto, deixando Herbert confortável para seguir com sua loucura.

Assim que Zilda choca-se com Amarildo e cai para trás tonta, quase desmaiada, Herbert a puxa para dentro da UH e fecha a porta. Lá fora no corredor o curioso Amarildo quase urra de dor. Marcos chega e vai logo perguntando:
– O que você tava fazendo, escutando atrás da porta, o que aconteceu, que sangue é esse?
Ouvindo atrás da porta, Herbert logo aparece e com a mão na cabeça diz:
– Que loucura é essa? Fui sair do apartamento e dei de cabeça nesse garçom! Leve-o imediatamente ao RH para fazer um curativo e depois apure o ocorrido. E avise o room service para levar essa bandeja ao apartamento correto!
– Sim senhor Herbert! Vamos Amarildo, ma acompanhe!

Assim que saiem, Herbert entra no apartamento e verifica o estado de Zilda;
– Tudo bem garota? Tá vendo o que dá sair correndo sem pensar?
– Ai, que dor de cabeça! É tudo culpa do senhor!
– De jeito nenhum, você é que a culpada! Vem cá…
– Para seu Herbert…
Não houve como falar mais nada, o gerente geral força o beijo e ela não tem mais ímpetos para resistir e cede. Ele a carrega para a cama e arranca seu uniforme. Minutos depois, antes de sair pela porta ele diz:
– Não esqueça de arrumar o apartamento e não abra o bico!

Assim que ele sai, Zilda pega o telefone e disca para a governança. Por sorte, dona Helena atende. Ela explica o ocorrido rapidamente e diz não saber o que fazer. A governanta que já era bastante experiente diz:
– Fique calma Zilda, você não foi a primeira arrumadeira a ser estuprada por um gerente geral. Sei de casos que te deixariam de cabelo em pé. Arrume o apartamento, tome um banho, desça aqui e não comente nada com ninguém, ouviu?

Depois de tentar lavar a alma, Zilda desce – a segurança não vê ela saindo do apartamento – e vai à sala de dona Helena, senta e conta todos os detalhes. Elas conversam e decidem armar um plano para pegar Herbert. Helena liga de seu celular para o chefe da segurança. Um encontro no dia seguinte pela manhã é marcado…

Continua na semana que vem! Aho!

O caso do apartamento 203

São 15h35 na capital paulista, estamos no bairro dos Jardins. A cidade está menos agressiva, é segunda-feira e o trânsito nesse dia da semana é mais calmo. A câmera vai descendo até entrar no lobby do grande hotel. Passa pela porta que dá acesso ao back stage e vai zigue-zagueando pelo corredor, desce um lance das escadas e chega ao room service, no momento exato que Amarildo entra no elevador carregando uma bandeja. Vamos de carona. A porta abre e o garçom sai em direção do 211, ao passar pelo apartamento 203, escuta um grito de mulher vindo lá de dentro. Ele coloca devagar a bandeja no chão e encosta a cabeça na porta. Lá na segurança, Rafael aponta o monitor para seu companheiro Marcos, que sai da sala apressado.

Dentro do apartamento, o grito é abafado pelas mãos de Herbert, o recém-chegado gerente geral que, a qualquer custo, quer fazer uma “inspeção” mais detalhada nas qualidades da arrumadeira Zilda.
– Para com isso seu Herbert, o que o senhor pensa que sou?
– Se eu falar o que penso posso correr o risco de tomar um tapa! Pare você, que ainda vamos quebrar alguma coisa nesse apartamento. Vem cá…
Ele agarra a menina de vinte e poucos anos, que nas horas vagas é passista da escola de samba Rosas de Ouro, que fica entre o trabalho e sua casa, na Vila Nova Cachoeirinha.

Zilda é a filha mais velha do casal Jorge e Emiliana, tem mais três irmãos, todos homens e com a idade entre 21 e 17 anos. Todos trabalhadores honestos. O pai é motorista de uma empresa de receptivo e foi ele que conseguiu o emprego para ela. O pedido foi feito durante um trabalho de cortesia que fez para a chefe do departamento de recursos humanos.
– A senhora não consegue um emprego para minha filha Zilda aí no hotel? Olha pode ser de arrumadeira, quem sabe ela não se anima e faz até um curso ou uma faculdade? Ela é muito honesta e bem “apessoada”! Propõe Jorge enquanto espera a fila de carros entrar na 23 de maio. Na primeira vaga que surge Zilda participa da seleção e consegue o trabalho.
– Até que ela é esperta mesmo, acho que foi uma boa contratação dona Helena, comentou a supervisora Suzana com a governanta.

As coisas foram bem até a chegada, algumas semanas depois, do novo gerente geral, o tal do Herbert. O anterior era muito simpático e tratava muito bem todos os colaboradores do hotel, mas de alguma maneira parece que não agradava os investidores. Era o que rolava na Rádio Peão.
– É, parece mesmo que o seu Durval vai ser mandado embora, a coisa tava feia na reunião da noite passada. Ninguém tava de acordo com o orçamento apresentado por ele. Reclamaram que ele gasta muito em treinamento e nas reformas, comenta baixinho o assistente de eventos Marco com o Renilton, chefe da manutenção.
– Pois é meu amigo, pra você ver como esse mundo tá de cabeça pra baixo. O homem é gente boa, vamos ver quem virá no lugar dele, dizem que depois da bonança vem a tempestade…

Dito e feito, alguns dias depois o bom e velho Durval foi pro olho da rua, mas logo ele se recolocou, com a ajuda do consultor Márcio. Na hora da jantar, do dia em que o novo GG foi apresentado a todos na troca de turno da tarde, os comentários eram “nublados” entre a “turma do bem”. Já a “turma do pântano”, achou lindo ver o Durval ser mandado embora.
– Você viu a cara dele indo embora, quase chorou, tadinho! Disse rindo o segurança ao seu chapa da faxina.
– Bem feito, nunca gostei daquele mané, sempre rindo à toa e tratando todo mundo bem, puxa-saco!
No outro canto do refeitório, Marcelo e Roberta conversam:
– O que você achou dele?
– Não sei, ainda é cedo para julgar, mas minha intuição não foi das melhores, espero estar enganado.
– Pois é, ele me deu uma olhada de cima pra baixo, me “comeu” com os olhos.
– Vamos esperar e torcer para tudo ir bem…

Nem uma semana tinha se passado depois da grande mudança gerencial do hotel quando na tarde daquela segunda-feira, Zilda havia começado a arrumação do 203. Por ordem do novo GG, as arrumadeiras não podiam mais trabalhar com os carrinhos e sim com uma grande cesta na qual carregavam as peças de reposição, além disso as portas deveriam ficar fechadas durante o trabalho realizado dentro dos apartamentos. São 15h36 e ela escuta o barulho da chave sendo inserida na fechadura eletrônica. Nem dá tempo de pensar se é o hóspede ou alguém da governança.
– Olá Zilda, fala Herbert com um sorriso de “muitos bons amigos”.
– Senhor Herbert, posso ajudar? Diz, já arrependida pela pergunta.
– Ora, claro que pode, fala o GG, fechando e trancando a porta.
– Por favor deixe a porta aberta, seu Herbert!
Sem dizer nada, ele dá alguns passos em sua direção, segura seus braços e tenta beijá-la. Ela desvia um pouco sua boca da dele e grita. O Herbert, que talvez tenha pensado que ela não iria reagir, deixa-a escapar. Ela vai pro outro lado da cama e  após o pequeno diálogo que já lemos no começo do texto, pula em cima da cama e tenta agarrá-la. Ela tenta correr mas tropeça no aspirador e cai no chão. Ele monta em cima dela e começa a beijá-la de novo. Ela enfia a unha no rosto dele e dá um chute certeiro com o joelho nele, que cai para o lado. Ela se levanta, corre para a porta, abre-a e dá uma forte cabeçada em Amarildo, os dois caem no chão, ela pra dentro do quarto tonta e ele pro outro lado do corredor com o supercílio sangrando. Nenhum dos dois fica sabendo quem é quem. Gotas de sangue começam a manchar o carpete do corredor. Herbert puxa ela pra dentro do quarto e fecha a porta, no momento exato que o segurança entra no corredor…

Continuo ou não este conto-post-romance? Boa semana! Aho!

A melhor e a pior invenção do século XX

Dizem que a melhor invenção do século passado foi o computador seguido pela internet, ok um não viveria sem o outro (até a chegada dos smartphones), então podemos afirmar que a melhor invenção foi a internet. A grande rede unificou de vez a comunicação planetária, permitindo que qualquer assunto seja encontrado com um clique, nos faz encontrar pessoas que não víamos ha muito tempo. Paro por aqui pois senão a lista seria extensa.

Agora, o segmento que a internet mais mudou e continua mudando é a publicidade. Não existe nada no planeta que possibilite tamanha interatividade, mas isso é outra história…

E a pior invenção do século, qual é? Podem existir várias, mas com certeza um item, que está ligando diretamente com a internet,  está subindo no ranking das “coisas” mais odiadas neste mundo moderno: o e-mail.

– É terrível a quantidade de e-mails que recebemos todos os dias, se ficamos em reunião por um período muito longo ou viajamos, o acúmulo é tão grande que perdemos muito tempo para ler e responder, explica Daniela Pereira, diretora de Marketing & Vendas do InterContinental São Paulo.
– Ao mesmo tempo, é prático e cansativo. Estamos praticamente à mercê do e-mail, vivemos em função em receber e responder os correios eletrônicos, diz Adriano Araújo, gerente nacional de Vendas dos hotéis San Raphael.
– Eu não sei o que seria de nós sem e-mails, mas sei o que é tê-los no nosso dia-a-dia, ironiza Marcelo Pretti, gerente geral do InterCity João Pessoa.

Na minha opinião os e-mails pessoais são muito legais, pois não têm a pressão “business”. Podemos contatar pessoas queridas que estão distantes e “matar” as saudades um pouco, mas o Skype por exemplo é muito mais eficaz nesse sentido. É verdade que muitos negócios são fechados por e-mail, além de envios de declarações de amor, pedidos de perdão, piadas, besteiras e muuuuuitos spams. Deviam inventar um gerenciador de e-mails ferrenho, que permitisse organizar tudo facilmente…

Mas, como sempre digo que é melhor sempre ver o lado positivo de tudo, vamos em frente! Existem coisas que são verdadeiros atrasos de vida, mas o que seria da felicidade se não existisse a tristeza? Fui, com votos de uma boa semana e um parabéns especial ao Caio Luiz de Carvalho e ao prefeito Kassab por terem incluído mais um evento importante para o calendário de São Paulo. Os hotéis estão felizes com a ocupação da semana! Aho!

O CET continua fazendo das suas

A Companhia Errônea de Trânsito (CET) continua fazendo das suas, além de não completar projetos – pois é, a rua Califórnia ainda não teve as faixas pintadas no asfalto, os carros continuam parando em fila indiana e o pior: pode-se estacionar nos dois lados da rua. Engraçado porque na rua Arandu, que fica algumas quadras pra baixo da Califórnia e que tem muito meno trânsito, não se pode parar de um dos lados. Agora eu pergunto, qual é a lógica? Onde está o estudo realizado por essa companhia ridícula que só sabe multar?

O pior está para acontecer, pois os idiotas que se dizem engenheiros resolveram diminuir a velocidade de todas as faixas das marginais para 70 km/hora. Essa entidade que se julga capaz de fazer algo pelo nosso tráfego só piora o trânsito.

Outra obra que não vai dar em nada é a das pistas “extras” nas marginais, aliás, deveriam mudar o nome, quem sabe elas melhorem? Afinal, marginal não é nada legal. Foi assim com o cruzeiro, enquanto não mudaram para Real, a economia não melhorou. Talvez se derem um nome como pista expressa ou rodoanel urbano e terminarem de vez com o rodoanel e tirarem esses malditos caminhões, aí a gente possa andar mais sossegado nas ruas de São Paulo.

Outro fator que o CET não se importa é a fiscalização. Aqui na rua Califórnia, existem placas de “proibido estacionar” nas esquinas mas ninguém respeita e há carros parados o dia todo, dificultando a passagem. Por que esses idiotas dos “engenheiros” não fazem um MBA no Japão, Estados Unidos ou em outro país para ver como funciona um verdadeiro fluxo? Para onde vai parar o dinheiro arrecadado com a indústria de multas?

Por que nós brasileiros somos tão “idiotas”, pois não reclamamos de nada, não fazemos nada e andamos que nem “gado” pra lá e pra cá? Fui, ou melhor, será que consigo andar nessa cidade? Aho!

Em tempo: é óbvio que nenhum dos votantes do Oscar entendeu a mensagem de Avatar e preferiu votar num filme (não assisti ainda) com tema relacionado com a guerra no Iraque. É o amor sendo passado pra trás? Ou será que foi uma forma de homenagear a diretora Kathryn Bigelow na véspera do Dia Internacional da Mulher?

Onde estaciono minha carroça de cigano?

Hoje liguei para minha mãe, que vive cinco meses do ano em Teerã, no Irã e o resto dos 365 dias ela mora aqui em São Paulo. Vou contar um pouco sobre minha vida para que entendam minha ascendência. Meus avós paternos nasceram na Rússia, ele (Matzvei ou Matheus) em 1892 e ela (a babo* Rosa) em 1899, os dois já estão em outras paragens desde 1983 e 1987, respectivamente.

Bom, a ascendência deles era basicamente armênia – minha avó dizia que havia algum parente judeu, mas não posso provar isso. Pois bem, em 1923, eles meio que fugiram (da revolução) para o Iraque – alguns familiares foram direto para Teerã. Meu pai acabou nascendo em Bagdá e, um par de anos depois, eles também foram para a capital (naquela época) da Pérsia. Em 1953, com receio dos acontecimentos no país, eles vieram para o Brasil e fincaram suas novas raízes em São Paulo. Meu pai nos deixou em 2006… Saudades!

Já meus avós maternos têm uma história tão interessante quanto. Minha avó (Armen) foi nascida em Teerã, com ascendência armênia, e meu avô (Antonio) na antiga Iuguslávia, com pais de origem tcheca e italiana. Ele era engenheiro de estradas e adorava viajar, acabou passando por Teerã, conheceu a bela Armen, se apaixonaram, casaram e tiveram cinco lindos filhos: Maria, Ida (minha mãe), Diana, Robert e Helena. Em 1954, resolveram vir para terras tupininquins, desceram no porto de Santos, subiram a serra e também se instalaram em Sampa, em um sobrado na avenida Miruna, que ainda existe. O vô Antonio nos deixou em 1985 e a babo Armen em 1999.

Pelo que sei então, 3/4 do sangue que corre nas minhas veias é armênio, o resto divide-se em tcheco, iuguslavo e italiano. Pois é, sou quase cigano! Às vezes brinco com os conhecidos que encontro por aí e que me perguntam sobre a história que acabei de contar… Pois é, vocês não viram uma carroça de cigano aí fora? É minha!

Fico imaginando de quantos povos já fiz parte durante a minha existência de mais de dez mil anos neste lindo planeta: devo ter sido quase de tudo: índio, aborígene, hindu, árabe, judeu, francês, inglês, argentino, africano, português, espanhol, italiano, holandês, alemão… Creio que todas essas “vidas” são tão latentes que por isso não consiga segregar nenhuma dessas raças, na verdade como o velho Yuri dizia quando perguntavam qual era a origem dele:
– Sou terráqueo! E dava risada! O mais engraçado é que a maioria das pessoas não entendia e eu… Ficava rindo “por dentro”.

Desejo que as pessoas desse planeta possam viver em paz com todos, que não façam guerra, não se odeiem, não julguem, vivam sem prenconceitos, que olhem para o coração de cada um e sintam o verdadeiro ser que existe dentro de cada um de nós! Boa semana a todos! Aho!

* Babo = diminutivo de babushka, que quer dizer avó em russo.

O que é desenvolvimento para você?

Tenho escutado, desde que aprendi a encaixar as pecinhas de lego e brincar de “cidade” no tapete da casa dos meus pais, que o desenvolvimento é algo “de bom” para a raça humana, que o petróleo isso, que as fábricas aquilo, as mineradoras assim, o consumo, a inflação, o superávit, a macro-economia, etc, etc…

Mas o que os governantes dos países têm feito desde o final do século XIX? Poluiram rios e mares, devastaram florestas, perfuraram o solo da mãe terra em busca de riquezas profanas e estupídas. Tudo baseado em uma filosofia de consumo exagerado e de uma necessidade latente em ter milhões de dinheiros, apenas por ter e nem ao menos saber para que utilizar. Não há problema em ter carros esportivos, computadores de última geração ou outros gadgets, ou até roupas de marca, mas lembro muito bem do que o avô do Pirani dizia: tudo que é demais vira esterco.

O momento para mudarmos a atitude está chegando e, em breve, uma nova filosofia será implantada no planeta, nossos chakras se multiplicarão e estaremos conectados de uma maneira nunca antes vista com a energia do cosmos. A mensagem será dada para todos e o livre arbítrio será aplicado por cada um, de seu jeito.

Estamos todos de uma maneira na linha da evolução, todos possuem o seu momento. Devemos saber respeitar isso, não podemos julgar e nem ter preconceitos contra ninguém. Uma das dicas que tenho recebido (há um bom tempo) é saber perdoar e seguir adiante. Às vezes caímos em armadilhas e damos importância para detalhes tão insignificantes, que não merecem atenção, e que nos tiram do nosso caminho. Outra dica é seguir o coração para saber escolher os caminhos das nossas vidas. Siga adiante! Com muita paz e alegria no seu coração. Deixe o que não importa para trás e vá em frente, desenvolva-se! Uma ótima semana para você! Aho!

A grande chance do Brasil é agora!

Ainda não escrevi profundamente sobre os próximos eventos que o Brasil vai sediar nos próximos anos, a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio. Para falar a verdade, eu nunca acreditei que conseguiríamos sediar os jogos. Minhas equivocadas previsões foram baseadas na história, pois nunca um mesmo país tenha conseguido organizar os dois eventos um seguida do outro.

Bom, tudo está certo e o destino quis que o nosso país se colocasse sob os holofotes mundiais. A bola da vez é nossa. Temos inclusive a chance de reverter a desgraça da Copa de 50, quando perdemos o título em pleno Maracanã. Tomara que a final seja contra o Uruguai e que a seleção jogue como na conquista do Tri – a melhor campanha realizada até hoje.

De outro lado, esperamos que todos os Estados que participam do campeonato mundial de futebol façam sua parte, aliados ao governo federal, que deve realizar as obras necessárias para para colocar, de vez, o Brasil no roteiro internacional do turismo. Precisamos de melhorias nas estradas, ruas e nos demais complexos viários, necessitamos de mais metrô nas capitais, mais asfalto e menos buracos, mais ações e menos acessos da corrupção insana e desmedida, sem vergonha e caluniosa.

Precisamos de mais patriotas que realizem projetos normalmente faturados, queremos mais desempenho, mais projetos, mais comprometimento e da visão decadiana e não apenas quatriana. Estamos cansados de ver a maioria dos políticos brincar de Banco Imobiliário, em prol de suas fictícias e imaginárias poupanças cabeludas para simplesmente se lograrem com a ilusória sensação de um poder que mingua no primeiro espirro cancerígeno logrado em suas veias cujo sangue vale menos do que o quilo do queijo ralado mais vagabundo existente no supermercado varzeano.

A chance do Brasil é agora. O Rio de Janeiro é uma das cidades mais bonitas do mundo e precisa recuperar o tempo perdido implantado no governo brizolista, que fez o pacto corrupto entre o narcotráfico existente nas comunidades mais carentes com a gloriosa e fictícia classe jurista da avenida Atlântica.

É hora de começar a limpar as ruas das sujeiras impostas pelas classes que se escondem por trás da sociedade que se julga pertencer na média. É hora de unirmos e batermos com orgulho em nosso peito e gritar: sou brasileiro! Quero e exijo uma vida mais digna! É hora de assumir a verdade e parar de achar que a vida é ganha com preguiça e descaso.

Nós brasileiros somos o povo que consegue o que quer, é um dos mais criativos do mundo, hospitaleiros por natureza. É preciso apenas jogar o lado Gerson de lado e querer trabalhar de verdade. Sem as bolsas que são na verdade as antigas formas de se ganhar voto. Quero ver a felicidade brotar das sementes plantadas pela garra e seriedade. Vamos à luta! Aho!

Argentinos, corintianos e outros times

Mais uma viagem à Argentina, desta vez para conhecer Mendoza, uma das duas capitais do vinho da América do Sul – a outra é Santiago, no Chile, que também produz excelentes rótulos. Fantástica a região, de uma beleza natural indescritível, com a cordilheira e suas montanhas com neve permanente, o clima árido, vinhedos mil, assim como a variedade de pedras para nenhum colecionador botar defeito. Aliás, tem uma bodega lá que produz a marca Mil Piedras e só andando pelo deserto para entendermos a razão deste nome.

Bom, escrevo hoje, com atraso de um dia, para mencionar as richas entre os brasileiros e argentinos, torcedores de times versus corintianos e outras babaquices entre os seres humanos. Todas as vezes que estive no país dos hermanos não senti nenhum tipo de richa, é óbvio que existe uma certa “inveja” por parte deles em relação as nossas pentaconquistas, mas isso é normal. Sinto mais ação do nosso lado do que da parte deles. Sempre fui muito bem recebido na Argentina e meu objetivo sempre será o de unificar os destinos e promover o que há de melhor entre os dois países, o resultado será sempre benéfico para todos. O fato é que os turistas oriundos de terras mais distantes programam conhecer Buenos Aires e Rio de Janeiro na mesma viagem, por isso as duas cidades deveriam criar um elo turístico mais forte.

Falando de richas, ontem estivemos na deliciosa confraternização para comemorar os 70 anos da querida Asnif. Numa das rodas de conversa entre primos, um dos temas era futebol, que o Santos isso, que o São Paulo aquilo, bláblábliblábláblá, que o Corinthians tem que perder, até que o Jacó, que torce para o Santos, soltou essa pra mim:
– Às vezes fico mais satisfeito quando o Corinthians perde do que o Santos ganha!
– Você deve estar brincando, retruquei.
– Que nada, detesto o Corinthians e quero que eles percam sempre.
Corinthians isso, corinthians aquilo, falei pra ele:
– Você me faz lembrar as pessoas que fazem piadas sobre os homosexuais.
– Por quê?
– Porque tem gente que diz que odeia os gays e sempre fica falando deles. Na minha opinião eles têm o desejo escondido por essa preferência sexual e têm medo. Você é a mesma coisa, acho que você deveria ser corintiano.

O negócio é entrar no clima e fazer piada da piada que fazem conosco. Sou sanpaulino e sempre que os manés vêm dizer que somos bibas digo o seguinte:
– Não falem mal do São Paulo, porque nosso estádio é uma atração turística, em Buenos Aires tem a bomboneira e em Sampa, a bambineira!

Entre bambis, corintianos, palmeirenses, santistas, sanpaulinos e argentinos, todos têm algo em comum, somos todos feitos da mesma célula e todos estamos no mesmo planeta. O ideal seria falar sempre de assuntos produtivos, culturais e econômicos, pois assim poderíamos avançar, evoluir. Nenhum time de futebol paga nossas contas, certo? Boa semana para todos! Aho!

Investidores da hotelaria precisam de formação

Na última sexta-feira bati um bom papo com o José Mário Espíndola, gerente do Deville Salvador. Dois dias antes foi com o José da Silva*, comandante de um hotel do Nordeste. Nas conversas, os dois citaram algo sobre investimentos e investidores, que isso ou aquilo, etc e tal. No bate-papo com o José Mário, a lampadinha acendeu sobre minha cabeça cabeluda. Por que não se cria uma universidade para o investidor hoteleiro?

Quando o Mc Donald’s chegou ao Brasil nos anos 80, todos os investidores tinham que ir para a Universidade Mc Donald’s lá nos Estados Unidos. Aprendiam como fazer, liderar e obter sucesso com suas lojas.

Até hoje, pelo que sei, nada foi criado para melhorar o relacionamento dos investidores com os operadores hoteleiros e falando em operadores, o Fohb – Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil bem que poderia criar um curso para abrir a cabeça de alguns investidores que só pensam em sugar os lucros e reverter algo apenas quando o barco está afundando (sem salva-vidas).

Uma das maiores redes do país bem que tenta convencer os investidores de suas unidades mais antigas a meter a mão no bolso e reformar os empreendimentos, mas eles se recusam. Fazem isso porque já se acostumaram a utilizar as algumas centenas de Reais que recebem todo mês. Não conseguem ver “mais pra frente”, precisam ser imediatistas e viver o hoje. Aliás, esse é um mal da sociedade brasileira. Bom, e o que acontece com os flats cujos investidores teimam em deixar seus produtos defasados? Ficam sem motor, sem bússola, a rede deixa de administrar porque não pode justificar a permanência de um hotel velho em seu portfólio. Aí, esses flats viram residenciais e o resto da história vocês já sabem.

Lembro que no boom hoteleiro que começou há dez anos, motivado pela ganância desenfreada das construtoras que descobriram uma mina de ouro, lançando flats de última geração e vendendo aos milhares de investidores de primeira viagem com promessas de um rendimento mal orçado. O brasileiro é “meio” ingênuo, acredita no que falam e depois se dá mal. Lembram do carrinho russo da Lada, foi o primeiro que chegou, vendeu milhares de unidades e depois… Essa história vocês também conhecem: depois de dois anos não haviam mais peças para reposição.

Um dos hotéis/flats lançados em 2000 já rendia aos seus investidores assim que assinavam o contrato de compra, durante a construção recebiam (de volta) uma pequena percentagem do valor investido. Milagre do Santo Flatiano? Que nada, apenas uma estratégia financeira e de marketing.

Muitos investidores ganharam muito com suas unidades, QI, Brooklin, entre outros rendiam um bom retorno de investimento (Roi) para eles. No caso do primeiro, nada era re-aplicado no próprio empreendimento, deixando-o na mingua. Má fé? Nada disso, falta de informação, explicação. Por isso, hoteleiros e operadores, criem uma Universidade para Investidores Hoteleiros e aprimorem o mercado. É educando que todos avançam. Aliás, quem é que não precisa de capacitação sempre? Fui, com votos de um fevereiro pleno de alegrias e bons negócios! Aho!

*Nome fictício

Tô c’uma preguiça danada, e daí? Isso é muito bom!

Hoje acordei como há muito tempo não acordava, com aquela preguiça e com um sentimento feliz por ser domingo. Deve ser reflexo das férias, que começaram no dia 15, a ficha deve ter caído, devo estar me desintoxicando das tarefas diárias, da leitura dinâmica de centenas de e-mails, do acompanhamento das notícias e de outros afazeres do trabalho, não que eu não goste do que faça, ao contrário, adoro! Mas, às vezes é bom dar um tempo, deixar relaxar. Ainda não consegui largar o celular ou verificar diariamente os e-mails, parece que o vírus internetiano já está dentro de mim. Não consigo largar… Será um vício? Ou será a pressão de uma condição imposta durante a infância/adolescência sobre as questões em não ser inútil, ter que estudar, ralar, não fica à toa, ser alguém na vida, etc, etc, etc…?

Por isso caro leitor, hoje vou tirar uma folga! Talvez no domingo que vem eu volte… Enquanto isso, desejo muita saúde e paz para você. Para não passar em branco, deixo uma letra de uma canção legal que tem a ver com o Nordeste, onde estou passando as férias, veja se descobre qual é! Deixo também um link para o vídeo. Fui, aho!

Hoje, eu não quero ver o sol vou prá noite, tudo vai rolar
O meu coração é só um desejo de prazer
Não quer flor, não quer saber de espinho
Mas se você quiser tudo pode acontecer no caminho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho

Automóveis piscam os seus faróis
Sexo nas esquinas, violentas paixões
Não me diga não, não me diga o que fazer
Não me fale, não me fale de você (Fale de você, fale de você)
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho

Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não me diga não
Olhos negros, olhos negros

Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros

Olhos que procuram em silêncio
Ver nas coisas, cores irreais
O seu instinto, é o meu desejo mais puro
Esse seu ar obscuro
Meu objeto de prazer
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho

Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não de me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros

Pedra, Flor, Espinho
Frejat / Fernando Magalhães / Dulce Quental

Os Josés, Amarais e Rolins

É sempre muito bom saber sobre as pessoas visionárias, mesmo que elas passem meio despercebidas pela nossa vida, na realidade nós vizualisamos e entendemos suas ações quando ficamos mais maduros, as gerações mais jovens não conseguem avaliar as atitudes e criações desses empresários, pois estão focadas em heróis diferentes, o que é bem normal.

Resolvi escrever esse post sobre eles ao ver o sucesso que o carrinho Smart está fazendo nas ruas de São Paulo. O veículo custa mais que R$ 50 mil e virou objeto de desejo. Há quase 20 anos atrás, o empresário brasileiro Amaral Gurgel lançou no mercado o BR-800, um não tão pequeno carro quanto o Smart mas quase do mesmo tamanho. Com 800 cilindradas, motor traseiro, espaço para dois adultos e três crianças, o automóvel nacional até que vendeu bem. Depois, Amaral lançou o Motomachine, de apenas dois lugares e com design mais moderno, suas portas e teto podiam ser retirados transformando-o num jipinho.

Lembro bem quando compramos a primeira versão do BR-800 em 1991. Pagamos a vista US$ 4 mil e pouco e chegamos até a viajar com ele para Ilhabela, até que num fatídico 21 de abril do ano seguinte capotei o bichinho numa curva da Giovanni Gronchi. Na época trabalhava no saudoso Sheraton Mofarrej, eram seis e meia da manhã e estava indo assumir meu posto como caixa da Recepção. Saí de casa, na José Galante, peguei a avenida, desci, passei pelo estádio do meu time, peguei a subida e aí começou a tocar Time, do Pink Floyd, no rádio. Antes de fazer a curva, fui aumentar o volume, me distraí e não vi a curva, estava muito rápido, sai da tangente, tentei consertar e puxei demais o volante, o carro derrapou, foi em direção de uma árvore, virei um pouco, a roda bateu na guia fazendo o gurgelzinho, com apenas 9 mil quilômetros, tombar e se arrastar de lado por 50 metros. Aí, não sei como o carro virou do lado certo de novo e parou com as duas rodas traseiras na calçada e as outras duas na rua. Quando desci, tinha fibra de vidro pra todo lado. PT, saudações.

Lembranças automobilísticas a parte, o que quero dizer é que o Amaral Gurgel estava a frente do seu tempo, era um visionário. O governo brasileiro não deu apoio a ele e nada aconteceu, ao contrário a única fábrica de carros em série genuinamente tupininquim faliu. Hoje a Gurgel poderia ser uma das maiores da América do Sul e os Smarts com certeza seriam muito mais modernos. De vez em quando, para matar as saudades, damos uma volta no Motomachine do compadre Garcia.

Outro grande empresário-visionário foi o Comandante Rolim. Criou a Tam do nada, com muita perspicácia e audácia. Inovou conceitos, recebeu passageiros pessoalmente, escutou seus clientes e empurrou a Transportes Aéreos Marília para ser a maior empresa aérea do país. Quem ainda não leu o livro sobre sua vida, O Sonho Brasileiro, que o faça o mais rápido possível, é uma lição de vida, perseverança e profissionalismo.

Há bem mais de 50 anos, o senhor José Tjurs construiu vários hotéis pelo país. Entre eles, o Nacional, no Rio de Janeiro, e o Jaraguá, em São Paulo, que foi durante um bom tempo o principal meio de hospedagem da cidade, cheio de celebridades e artistas. Por pouco, não inaugurou o primeiro hotel na avenida Paulista, sim, exatamente no Conjunto Nacional. Imaginem o sucesso que seria. Por que não o fez? A aristocracia paulistana não deixou pois achava que um hotel na região poderia denegrir a imagem da avenida e do bairro. Era aristocracia ou burrocracia?

É isso mesmo, temos que sempre tentar inventar, inovar, compartilhar, reunir a equipe e brainstormar, criar, trabalhar com prazer, se divertir e ir adiante, esperar pelas estrelas que virão e elevar nossas mentes à altura de nosso criador. Quem quiser, será e verá! Boa semana, aho!

O avatar do hoteleiro xamânico

Ontem assisti Avatar do mega diretor canadense James Cameron, que já nos propiciou películas como The Terminator (O Exterminador do Futuro), True Lies e Titanic. O filme está nos cinemas nas versões dubladas, legendadas e em 3D e já é a segunda maior bilheteria da história – está atrás de Titanic.

Para falar a verdade não estava a fim de ver o filme, mesmo que o Titio Marco Antonio da KISS FM twittou dizendo que Avatar é puro xamanismo. Mas depois que os integrantes do grupo Rosa Dourada, do qual pertenço, falaram a mesma coisa, aí sim fiquei a fim.

O filme é fantástico e nos liga no primeiro instante em que avistamos Pandora, o planeta onde vivem os Na’vi. A trama gira em torno dos seres terrestres (sim, nós mesmos, mas em 2157) que precisam colonizar o local em busca de energia. É, a nossa acabou… Coisa parecida que os colonizadores estão fazendo na Terra.

É óbvio que não vou contar mais nada sobre Avatar, afinal seria muito injusto com quem ainda não o assistiu. Apenas irei citar algumas questões xamânicas e depois quem for ver o filme, poderá se ligar, ou não, no assunto. Caso você não se ligue, não tem o menor problema, o seu momento ainda não chegou mas mesmo assim poderás curtir o surpreendente realismo das imagens gráficas – s e n s a c i o n a l.

Mas o que quer dizer avatar? Segundo o dicionário Priberam:
avatar
(francês avatar, descida, do sânscrito avatara, descida do céu para a terra de seres supraterrestres)

s. m.1. Rel. Na teogonia bramânica, cada uma das encarnações de um deus, especialmente de Vixnu, segunda pessoa da trindade bramânica. 2. Fig. Transformação que ocorre em algo ou alguém. = metamorfose, mutação 3. Inform. Ícone gráfico escolhido por um utilizador para o representar em determinados jogos e comunidades virtuais.

E xamanismo?
xamanismo (xamane + -ismo)

s. m.1. Religião com práticas de magia, evocações e culto da natureza, presente em alguns povos da Ásia central e setentrional. 2. Prática ou rito em que intervém um xamã. Xamã?

xamã
(inglês shaman)

s. 2 gén. Indivíduo que se considera ter poderes especiais, em geral mágicos, curativos ou divinatórios, especialmente em comunidades xamanistas. = xamane

Pelo que pude apreender em 2009, o xamanismo está ligado diretamente aos povos indígenas, principalmente do hemisfério norte da América – leia índios canadenses -, os mais antigos, no tempo que a raça ariana não havia nem sequer imaginado em chegar neste planeta. E como esses índios viviam? Em plena harmonia com a natureza, respeitando os animais, plantas e acima de tudo a mãe de todos, a Mãe Terra, que nos dá a energia e o alimento que precisamos.

Depois de alguns milhares de anos, o povo ariano chegou e bagunçou tudo. Para deixar claro, existem dois tipos de pessoas no planeta: uma que deseja preservar o planeta, não vive do consumo exagerado, respeita a todos e principalmente nosso planeta. O outro tipo só pensa no poder e na grana e está se lixando pro planeta. Plantas e animais não representam nada para ele. São apenas coisas banais.

A boa notícia é que em breve tudo mudará e voltaremos a viver como seres de energia planetária. O momento das sombras acabará e tudo será luz novamente!
Por isso, se você não sabe, aprenda a abraçar uma árvore e sentir a energia que vem da terra. Vá fazer um cruzeiro na Amazônia com a Iberostar e veja o que a floresta vai dizer para você!

E o que o hoteleiro tem a ver com o xamanismo? Oras, ele trabalha para receber pessoas que precisam de acolhimento, conforto e comida. Propicia trabalho e bem estar para seus colaboradores, capacita, felicita e aprende junto com eles. O hotel é uma verdadeira aldeia da paz e do amor, assim como o Turismo!

Uma super semana para você! Ah, dá uma lida no meu novo blog, o http://www.bocasampa.com que trata da gastronomia histótica! Fui! Aho!

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